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TIC, Educação e Web

Jorge Borges

A Tecnologia ao serviço da Educação

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  • 106 episodes
  • Avg 13 min
  • Portuguese
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  • September 23 · 6 min

    Avaliar a aprendizagem real

    Um aluno entrega um trabalho bem escrito, organizado e com uma apresentação cuidada. O professor lê, aplica os critérios e atribui uma classificação. Mas ficam perguntas por responder: como chegou àquelas conclusões? Que dificuldades encontrou? Consegue explicar as escolhas que fez? O que aprendeu entre a primeira tentativa e a versão entregue? Estas perguntas atravessam o recurso Avaliação online no ensino superior: princípios, estratégias e boas práticas, desenvolvido no Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta, sob orientação de Lúcia Amante e Elizabeth Souza. Publicado em julho de 2026, reúne contributos de estudantes sobre uma preocupação que interessa a qualquer professor: construir uma avaliação capaz de acompanhar e melhorar a aprendizagem.

  • September 23 · 18 min

    Avaliar o percurso ou a validação final

    Onde se analisa um recurso educativo da Universidade Aberta focado na avaliação digital, adaptando os seus princípios para o contexto do ensino básico e secundário. A abordagem central privilegia o processo de aprendizagem em detrimento da mera atribuição de notas, destacando a importância de tarefas autênticas e do feedback formativo atempado. O artigo sugere que os educadores devem planear evidências de conhecimento antes de escolherem as ferramentas tecnológicas, promovendo uma autoavaliação crítica e a transparência no uso da inteligência artificial. Além disso, sublinha-se a necessidade de garantir a equidade no acesso digital e a valorização da participação qualitativa dos alunos. Em suma, a fonte propõe uma transformação na cultura escolar que torne visível o percurso intelectual do estudante e a sua capacidade de aplicar saberes em situações reais.

  • September 22 · 9 min

    Algoritmos e jovens leitores

    O vídeo analisa o acentuado declínio das competências de leitura entre os jovens, destacando uma disparidade de género crescente onde os rapazes apresentam resultados significativamente inferiores aos das raparigas. Com base nos dados do PISA 2025, o artigo explora como a proliferação de algoritmos e o consumo de conteúdos digitais fragmentados prejudicam a capacidade de concentração e o pensamento crítico. A reflexão aponta que a leitura por prazer está em níveis historicamente baixos, exigindo que as escolas reformulem as suas estratégias pedagógicas. Entre as soluções propostas, destaca-se a necessidade de oferecer maior autonomia de escolha aos alunos e diversificar os géneros textuais para incluir temas que despertem o interesse masculino. O objetivo final é combater a ideia de que ler é uma atividade feminina, promovendo a literacia como uma ferramenta essencial de liberdade individual no século XXI.

  • September 22 · 24 min

    O abismo da leitura nos rapazes

    O podcast analisa o acentuado declínio das competências de leitura entre os jovens, destacando uma disparidade de género crescente onde os rapazes apresentam resultados significativamente inferiores aos das raparigas. Com base nos dados do PISA 2025, o artigo explora como a proliferação de algoritmos e o consumo de conteúdos digitais fragmentados prejudicam a capacidade de concentração e o pensamento crítico. A reflexão aponta que a leitura por prazer está em níveis historicamente baixos, exigindo que as escolas reformulem as suas estratégias pedagógicas. Entre as soluções propostas, destaca-se a necessidade de oferecer maior autonomia de escolha aos alunos e diversificar os géneros textuais para incluir temas que despertem o interesse masculino. O objetivo final é combater a ideia de que ler é uma atividade feminina, promovendo a literacia como uma ferramenta essencial de liberdade individual no século XXI.

  • September 21 · 7 min

    O Fim da Pesquisa

    Um inquérito do International Panel on the Information Environment (IPIE) revela que 76% dos especialistas preveem uma degradação do ecossistema informacional global até 2026. As principais ameaças identificadas são a falta de responsabilização das plataformas digitais e a desinformação, superando as preocupações imediatas com a inteligência artificial generativa. Embora ferramentas de IA acelerem a obtenção de respostas, os investigadores alertam que estas podem reduzir a diversidade de perspetivas e desencorajar a consulta de fontes originais. Perante este cenário, defende-se que a educação deve evoluir para uma literacia de sistemas, focada em questionar a mediação e a origem dos dados recebidos. O objetivo central para o futuro reside em garantir o acesso a informação rigorosa e preservar a pluralidade de vozes num ambiente cada vez mais filtrado por algoritmos.

  • September 21 · 18 min

    As máquinas agora escolhem o que lemos

    Um inquérito do International Panel on the Information Environment (IPIE) revela que 76% dos especialistas preveem uma degradação do ecossistema informacional global até 2026. As principais ameaças identificadas são a falta de responsabilização das plataformas digitais e a desinformação, superando as preocupações imediatas com a inteligência artificial generativa. Embora ferramentas de IA acelerem a obtenção de respostas, os investigadores alertam que estas podem reduzir a diversidade de perspetivas e desencorajar a consulta de fontes originais. Perante este cenário, defende-se que a educação deve evoluir para uma literacia de sistemas, focada em questionar a mediação e a origem dos dados recebidos. O objetivo central para o futuro reside em garantir o acesso a informação rigorosa e preservar a pluralidade de vozes num ambiente cada vez mais filtrado por algoritmos.

  • September 20 · 7 min

    Ensinar num mundo com IA

    Estas fontes analisam a integração da inteligência artificial no contexto educativo, baseando-se no manual "Manual urgente sobre IA en el aula" e em reflexões críticas sobre o seu impacto. O conteúdo propõe que a tecnologia seja vista não apenas como uma ferramenta técnica, mas como um entramado sociotécnico complexo que envolve dimensões políticas, económicas e ambientais. Defende-se uma transição do mero ensino "com" IA para um ensino "para" um mundo com IA, priorizando o pensamento crítico, a ética e a agência humana. O texto destaca o perigo do solucionismo tecnológico e a necessidade de preservar o "paradigma do cuidado" face à automação. Adicionalmente, as fontes sublinham a importância de uma perspetiva situada a partir de Abya Yala, considerando desigualdades regionais e a materialidade invisível da infraestrutura digital. Por fim, o material oferece orientações práticas para que educadores e alunos questionem a neutralidade dos algoritmos e os enviesamentos dos modelos de mundo apresentados pelas máquinas.

  • September 20 · 12 min

    A inteligência artificial é apenas um espelho

    Estas fontes analisam a integração da inteligência artificial no contexto educativo, baseando-se no manual "Manual urgente sobre IA en el aula" e em reflexões críticas sobre o seu impacto. O conteúdo propõe que a tecnologia seja vista não apenas como uma ferramenta técnica, mas como um entramado sociotécnico complexo que envolve dimensões políticas, económicas e ambientais. Defende-se uma transição do mero ensino "com" IA para um ensino "para" um mundo com IA, priorizando o pensamento crítico, a ética e a agência humana. O texto destaca o perigo do solucionismo tecnológico e a necessidade de preservar o "paradigma do cuidado" face à automação. Adicionalmente, as fontes sublinham a importância de uma perspetiva situada a partir de Abya Yala, considerando desigualdades regionais e a materialidade invisível da infraestrutura digital. Por fim, o material oferece orientações práticas para que educadores e alunos questionem a neutralidade dos algoritmos e os enviesamentos dos modelos de mundo apresentados pelas máquinas.

  • September 18 · 6 min

    O impacto das ecrãs no PISA

    Os resultados do PISA 2025 saíram a 8 de setembro e, durante dias, especialistas, governantes e comentadores explicaram o que se passa com os jovens de 15 anos. Faltava ouvir os próprios. O podcast diário do jornal EL PAÍS sentou à mesma mesa um grupo de estudantes de uma escola pública dos arredores de Madrid e pediu-lhes que respondessem ao que se anda a dizer sobre eles. A conversa é espanhola, mas as perguntas que levanta servem, sem grande tradução, para qualquer sala de aula portuguesa.

  • September 18 · 18 min

    Os ecrãs derrotaram a escola tradicional

    Os resultados do PISA 2025 saíram a 8 de setembro e, durante dias, especialistas, governantes e comentadores explicaram o que se passa com os jovens de 15 anos. Faltava ouvir os próprios. O podcast diário do jornal EL PAÍS sentou à mesma mesa um grupo de estudantes de uma escola pública dos arredores de Madrid e pediu-lhes que respondessem ao que se anda a dizer sobre eles. A conversa é espanhola, mas as perguntas que levanta servem, sem grande tradução, para qualquer sala de aula portuguesa.

  • September 17 · 7 min

    Competências em IA

    Literacia em IA: cinco passos para a escola A Dansk Standard, o organismo de normalização da Dinamarca, publicou um guia para ajudar as organizações que usam sistemas de inteligência artificial a desenvolver a literacia em IA das suas equipas. Não foi escrito para escolas. Mesmo assim, faz a pergunta que muitos agrupamentos ainda não fizeram com clareza: quem precisa de saber o quê, sobre que ferramenta e com que grau de responsabilidade?

  • September 17 · 17 min

    Literacia em IA é agora obrigação legal

    Este documento estabelece uma especificação técnica da Danish Standards sobre a literacia em inteligência artificial (IA), baseada nos requisitos do IA Act da União Europeia. O texto funciona como um guia prático para organizações que utilizam sistemas de IA, oferecendo uma estrutura para capacitar colaboradores conforme as suas responsabilidades e níveis de risco. Para facilitar esta implementação, a fonte detalha competências técnicas, práticas e éticas fundamentais para gestores e utilizadores finais. É apresentado um modelo de cinco etapas que orienta as empresas desde o mapeamento de necessidades até à avaliação contínua das soluções tecnológicas. Por fim, o guia ilustra a aplicação destes conceitos através de estudos de caso reais em organizações dinamarquesas, focando-se na segurança de dados e na eficiência operacional.

  • September 15 · 7 min

    Consenso Exige Confronto

    Estas fontes analisam a importância da confrontação de ideias como a base necessária para um consenso democrático autêntico, contrastando-o com a mera unanimidade ou o silêncio. Através de um diálogo entre Felipe González e Sergio del Molino, os textos examinan as lições da Transição espanhola, defendendo que a democracia exige o respeito por regras partilhadas e pelo adversário. É sublinhada a necessidade de a escola assumir um papel central no ensino do pensamento crítico e da capacidade de discordar de forma construtiva. Os autores alertam ainda para o perigo da polarização atual, onde o insulto e a agressividade substituíram o debate de conteúdos e a escuta mútua. Em suma, o material apresenta a democracia como uma obra inacabada que depende da literacia mediática e do compromisso constante com o pluralismo político.

  • September 15 · 20 min

    Só há consenso se houver confronto

    Estas fontes analisam a importância da confrontação de ideias como a base necessária para um consenso democrático autêntico, contrastando-o com a mera unanimidade ou o silêncio. Através de um diálogo entre Felipe González e Sergio del Molino, os textos examinan as lições da Transição espanhola, defendendo que a democracia exige o respeito por regras partilhadas e pelo adversário. É sublinhada a necessidade de a escola assumir um papel central no ensino do pensamento crítico e da capacidade de discordar de forma construtiva. Os autores alertam ainda para o perigo da polarização atual, onde o insulto e a agressividade substituíram o debate de conteúdos e a escuta mútua. Em suma, o material apresenta a democracia como uma obra inacabada que depende da literacia mediática e do compromisso constante com o pluralismo político.

  • September 13 · 7 min

    Ensinar a Viver Com e Sem Tecnologia

    Este artigo explora a recente legislação portuguesa que restringe o uso de telemóveis nas escolas, defendendo que a proibição é apenas o primeiro passo para uma verdadeira educação digital. O autor argumenta que afastar os dispositivos ajuda a proteger a atenção dos alunos, mas sublinha a necessidade crítica de ensinar os jovens a navegarem em ambientes tecnológicos com autonomia e espírito crítico. É essencial distinguir o entretenimento passivo do uso de ferramentas digitais para a aprendizagem efetiva, preparando as crianças para lidar com algoritmos e inteligência artificial. O texto propõe um modelo de acesso gradual, onde o papel dos adultos e a responsabilidade das plataformas são fundamentais para equilibrar a vida conectada. Em última análise, o objetivo da escola moderna deve ser capacitar os alunos para decidirem quando ligar e quando desligar, promovendo uma relação intencional com a tecnologia.

  • September 13 · 18 min

    Proibir o telemóvel na escola não basta

    Portugal acaba de alargar ao 3.º ciclo as restrições à utilização de smartphones nas escolas. A medida pode proteger a atenção, favorecer a socialização e devolver algum silêncio ao espaço escolar. Mas nenhum regulamento ensina uma criança a reconhecer manipulação algorítmica, a proteger a sua privacidade, a perceber quando deve desligar ou a usar inteligência artificial sem deixar que ela pense por si. A educação digital começa, precisamente, onde a proibição acaba.

  • September 12 · 9 min

    O Algoritmo na Sala

    A leitura transversal produz uma conclusão mais exigente do que a habitual oposição entre «adotar» e «proibir» IA. O problema fundamental é constitucional, no sentido institucional da palavra: quem pode decidir, sobre o quê, com que informação, sob que regras, em benefício de quem e com que possibilidade de contestação. A IA altera a distribuição de autoridade entre alunos, docentes, instituições, Estados e empresas; desloca parte do trabalho cognitivo e avaliativo para infraestruturas privadas; e pode redefinir silenciosamente aquilo que uma escola considera aprendizagem, desempenho, inteligência ou eficiência. Esta é a linha comum que liga a crítica de Daniela Hau ao modelo human-in-the-loop, os cenários de autonomia de Lim, Hilmy e Kuok, a crítica da personalização de Bianca Farthing, a preocupação de Camille Fabo com o poder curricular dos modelos e os cenários futuros da parte final da coletânea. [UNESCO]

  • September 12 · 21 min

    O Algoritmo na Sala: O Futuro da Educação e IA

    Esta publicação da UNESCO examina os impactos profundos da inteligência artificial no futuro da educação, desafiando a ideia de que a automatização tecnológica é inevitável ou sempre benéfica. Através de uma coleção de ensaios críticos, os autores exploram temas como a autonomia de estudantes e professores, a ética dos algoritmos e os riscos de um ciclo de aprendizagem desumanizado. O texto destaca o conceito de "ciclo vicioso da IA", onde a criação e a avaliação de tarefas podem tornar-se processos puramente mecânicos, excluindo a agência humana essencial. Além disso, questiona-se a lógica do "humano no circuito", defendendo que a pedagogia deve ser o alicerce fundamental do ensino e não apenas um mecanismo de supervisão para sistemas automatizados. Em última análise, a obra apela a uma governação que proteja a educação como um bem público e promova o desenvolvimento cognitivo e emocional face às tecnologias emergentes.

  • September 12 · 8 min

    Literacia em Inteligência Artificial: Recomendações e Princípios Diretores

    Estas fontes debruçam-se sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

  • September 12 · 19 min

    Ética ou Técnica na Literacia em IA

    Sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

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