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A leitura transversal produz uma conclusão mais exigente do que a habitual oposição entre «adotar» e «proibir» IA. O problema fundamental é constitucional, no sentido institucional da palavra: quem pode decidir, sobre o quê, com que informação, sob que regras, em benefício de quem e com que possibilidade de contestação. A IA altera a distribuição de autoridade entre alunos, docentes, instituições, Estados e empresas; desloca parte do trabalho cognitivo e avaliativo para infraestruturas privadas; e pode redefinir silenciosamente aquilo que uma escola considera aprendizagem, desempenho, inteligência ou eficiência. Esta é a linha comum que liga a crítica de Daniela Hau ao modelo human-in-the-loop, os cenários de autonomia de Lim, Hilmy e Kuok, a crítica da personalização de Bianca Farthing, a preocupação de Camille Fabo com o poder curricular dos modelos e os cenários futuros da parte final da coletânea. [UNESCO]
- A leitura transversal produz uma conclusão mais exigente do que a habitual oposição entre «adotar» e «proibir» IA. O problema fundamental é constitucional, no sentido institucional da palavra: quem pode decidir, sobre o quê, com que informação, sob que regras, em benefício de quem e com que possibilidade de contestação.jfborges.com
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