Skip to content
Artwork for TIC, Educação e Web

TIC, Educação e Web

Jorge Borges

A Tecnologia ao serviço da Educação

Play
  • 106 episodes
  • Avg 13 min
  • Portuguese
Counted on this page — what you have heard stays on this device, so it is not something the list can be paged by.
  • Yesterday · 9 min

    A tecnologia matou a leitura?

    A revista LER publicou, no seu número 177, um texto de Luís Naves com um título que dispensa apresentações: «A tecnologia matou a leitura?». Leu-se de uma assentada e, depois, voltou-se atrás para sublinhar. Não por trazer respostas fechadas, mas por pôr lado a lado coisas que costumamos discutir separadamente: a escrita assistida por máquinas, o temor de que se leia menos e a evidência, nem sempre simpática, sobre o que os jovens e os adultos conseguem de facto fazer com um texto.

  • Yesterday · 22 min

    A inteligência artificial matou a leitura?

    O debate sobre o futuro da leitura e da escrita na era digital e da inteligência artificial examina se a tecnologia está efetivamente a destruir a cultura escrita ou se representa apenas uma nova fase de transformação cultural. Embora dados recentes como o estudo PISA e avaliações da OCDE revelem uma degradação gradual nas competências de literacia, os especialistas argumentam que estes problemas derivam sobretudo de fatores socioeconómicos e estruturais, e não exclusivamente dos dispositivos eletrónicos. Paralelamente, o surgimento de conteúdos gerados por máquinas desafia os métodos tradicionais de ensino e a própria noção de autoria literária, exigindo que as escolas valorizem a argumentação e a criatividade humana. Em vez de ceder ao alarmismo, a reflexão sugere que a democratização tecnológica deve ser encarada como uma oportunidade para promover melhores condições de aprendizagem e incentivar a imaginação artística.

  • Saturday · 7 min

    O que não devemos entregar à inteligência artificial?

    A Big Think perguntou a três filósofos o que devemos esforçar-nos por guardar à medida que a inteligência artificial pensa por nós. Michael Hauskeller respondeu com o direito de ficar sem resposta, Susan Wolf com a curiosidade que se contagia e Luciano Floridi com o valor do que tem origem e história. Não falam de escolas. Lemo-los, ainda assim, com uma turma à frente, e fomos ver o que dizem os livros que sustentam as frases.

  • Saturday · 14 min

    O Pensamento Humano na Era da Inteligência Artificial

    Onde se reflete sobre o impacto da inteligência artificial na educação através das perspetivas de três filósofos consultados pela publicação Big Think. Michael Hauskeller alerta para a perda de pensamento crítico quando os estudantes delegam o esforço intelectual nas máquinas, enquanto Susan Wolf destaca a importância insubstituível da curiosidade genuína e do entusiasmo humano na aprendizagem. Por sua vez, Luciano Floridi submete a debate a relevância da origem e da história dos objetos, comparando a cópia gerada por computador a um produto sem autenticidade. Os autores do artigo analisam estas visões no contexto escolar e propõem atividades práticas para incentivar os alunos a valorizar o processo de reflexão em detrimento da simples obtenção de respostas prontas.

  • Friday · 7 min

    Avaliação na era da IA

    Cristopher Sandoval Sepúlveda, académico do Observatório de IA em Educação da Universidade de Las Américas (Chile), publicou em outubro de 2026 um guia para professores que têm de decidir o que fazer às suas avaliações agora que uma máquina escreve, resume e resolve em segundos. O guia foi pensado para o ensino superior e não para o básico ou o secundário. Lemo-lo, ainda assim, com uma sala de aula do 3.º ciclo à frente dos olhos, porque a pergunta que faz serve a quem ensina em qualquer nível: o que é que esta avaliação me deixa concluir sobre o que o aluno aprendeu?

  • Friday · 15 min

    Como avaliar a aprendizagem com IA

    Este guia académico propõe critérios e orientações para que os docentes do ensino superior possam refletir, avaliar e melhorar os seus processos de avaliação face aos desafios colocados pela inteligência artificial. O documento estrutura-se em torno de princípios fundamentais que salvaguardam o julgamento profissional, a integridade académica e a agência humana, garantindo que as tecnologias sejam utilizadas de forma crítica e alinhada com os resultados de aprendizagem. Através da análise de práticas concretas, da revisão de evidências e da implementação de ciclos de melhoria contínua, os educadores dispõem de ferramentas para decidir se devem manter, ajustar ou reformular as suas estratégias avaliativas. Em suma, o texto fomenta uma abordagem contextualizada e colaborativa para integrar a tecnologia na docência, assegurando que o foco permaneça no desenvolvimento formativo dos estudantes.

  • Thursday · 7 min

    A origens da Universidade

    Da universitas medieval à sala de aula: o que a escola pode aprender com uma história da universidade Andrés García Barrios, escritor e comunicador, colaborador do Observatório do Instituto para o Futuro da Educação (Tecnológico de Monterrey), publicou a 14 de outubro um ensaio sobre as origens medievais da universidade e sobre uma tensão que nunca a largou: a que separa o saber do rendimento. O tema é o ensino superior. Lemo-lo com a escola à frente, porque essa tensão chega aos alunos muito antes dos dezoito anos, com notas, exames e médias pelo caminho.

  • Thursday · 25 min

    Como a IA resgata o ensino medieval

    O ensaio de Andrés García Barrios examina a evolução histórica das instituições de ensino superior, desde as suas origens nas comunidades medievais até aos desafios contemporâneos da educação moderna. O texto analisa a tensão persistente entre a preservação do saber essencial e a subordinação da aprendizagem às exigências utilitaristas do sistema socioeconómico. Além disso, o autor explora o impacto da tecnologia e da inteligência artificial na avaliação académica, criticando a tendência de transformar o ensino num mero treino focado em resultados rápidos (fast school). Por fim, defende-se a importância de recuperar a dimensão humana e quotidiana da escola, promovendo o pensamento crítico e a verdadeira transformação pessoal dos alunos para além dos testes e das notas.

  • Thursday · 6 min

    A Europa desafia a História

    No fim de 2025, num debate com cidadãos, um homem disse a Arancha González Laya que era pacifista, que acreditava na União Europeia como projeto de paz e que andava em guerra consigo próprio, porque uma parte de si sabia que a paz talvez exigisse rearmar-se. A antiga ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha conta o episódio numa entrevista à revista Ethic. Lemo-la a pensar em salas de aula: o que lá cabe, o que convém verificar e o que fica em aberto.

  • Thursday · 17 min

    O rearmamento de uma Europa sozinha

    A União Europeia enfrenta uma crise existencial caracterizada pela sua vulnerabilidade face à nova postura dos Estados Unidos e às tensões geopolíticas globais, como a guerra na Ucrânia e a ascensão da China. Perante estas ameaças e o afastamento de aliados tradicionais, o bloco europeu encontra-se numa solidão fértil que o obriga a repensar a sua autonomia estratégica. Esta nova realidade exige que a Europa reforce a sua defesa e capacidade de dissuasão, conciliando a segurança com a preservação do seu modelo de bem-estar social. Assim, o projeto europeu debate-se entre o risco de desempoderamento e a oportunidade de agir com maior união no tabuleiro internacional.

  • Wednesday · 7 min

    E se os professores pudessem imaginar, em conjunto, o futuro do ensino? | OCDE

    Uma conversa que o calendário escolar raramente permite Imagine-se a última reunião de grupo disciplinar em que alguém perguntou como queremos que seja esta profissão daqui a uns anos, e a conversa foi até ao fim, sem ninguém olhar para o relógio. (A cena é nossa, e confessamos que nos custa a imaginar.) O costume é falar do que está por entregar: as grelhas, as metas, o lançamento de notas, a plataforma que mudou outra vez. É a esse vazio que responde o relatório Co-constructing Visions for the Future of Teaching (OECD, 2026a). O ponto de partida é uma pergunta quase ingénua: e se criássemos espaço para pensar coletivamente o futuro do ensino? O projeto da OCDE sobre o novo profissionalismo e o futuro do ensino fê-lo em quatro sistemas educativos, entre 2024 e 2026, com profissionais de funções diferentes, dentro e fora do sistema educativo, a trabalhar juntos para construir as visões que preferem, isto é, aquelas que gostariam de ver acontecer.

  • Wednesday · 22 min

    Como reinventar a carreira dos professores | OCDE

    A OCDE acaba de publicar um relatório sobre uma coisa pouco habitual nas políticas educativas: pôr professores, diretores, formadores, sindicatos e decisores a imaginar, em conjunto, a profissão docente que gostariam de ter. Lemos o resumo oficial e os três estudos nacionais que lhe serviram de base, porque o texto integral não nos foi acessível. Ao longo do artigo dizemos sempre de onde vem cada coisa.

  • Tuesday · 15 min

    Como a IA inventa mentiras perfeitas

    Escrever com a máquina ou escrever sem ela? O que a escola pode aprender com um ensaio de Renato Ortiz Renato Ortiz, sociólogo da Universidade Estadual de Campinas, publicou na revista MATRIZes um ensaio sobre o que acontece à escrita quando uma máquina produz texto em segundos. Fala de ciências sociais e não de escolas. Lemo-lo, ainda assim, com uma turma à frente dos olhos, porque a pergunta que faz (o que se perde quando se escreve depressa?) é das que muitos professores já fazem em voz baixa, na sala de professores, desde que os chatbots chegaram aos telemóveis dos alunos.

  • Tuesday · 7 min

    Escrever sem reflexividade

    Os documentos analisados examinam o impacto da inteligência artificial na produção textual, contrapondo a escrita automatizada dos modelos gerativos ao ofício intelectual humano, com particular ênfase nas ciências sociais. O autor explora como a máquina opera através de cálculos estatísticos e previsibilidade linguística, gerando conteúdos imediatos e padronizados, mas desprovidos de verdadeira reflexividade crítica e histórica. Em contraste, a escrita humana é descrita como um processo lento, artesanal e profundamente contextual, ancorado na persuasão e na singularidade do autor. Enquanto a inteligência artificial se limita a simular respostas sem discernir a verdade, as humanidades exigem metáforas, intencionalidade e argumentação contínua. Em suma, os textos reflexionam sobre os dilemas da autoria digital, o viés cultural e a necessidade urgente de preservar o pensamento crítico perante a crescente massificação tecnológica.

  • October 19 · 7 min

    IA: O mistério da consciência

    Onde se explora a complexa e incerta questão da consciência na inteligência artificial, analisando se as máquinas avançadas poderão vir a possuir sentimentos genuínos e experiências subjetivas num futuro próximo. Aborda-se o debate filosófico e científico sobre a essência da consciência, avaliando argumentos tradicionais como o teste de Turing, a sala chinesa de Searle e teorias funcionalistas. Os autores argumentam que, perante a rapidez da engenharia tecnológica e a estagnação da ciência da consciência, a humanidade poderá criar sistemas com aparência de inteligência sem saber ao certo se são verdadeiramente conscientes. Esta incerteza levanta dilemas profundos e urgentes sobre direitos, ética e a responsabilidade social de tratar entidades artificiais como seres conscientes ou como meros simuladores desprovidos de vida interior.

  • October 19 · 25 min

    Inteligência Artificial e Consciência

    Em agosto, a Cambridge University Press publicou um volume curto de Eric Schwitzgebel, filósofo da Universidade da Califórnia, em Riverside, com uma tese pouco comum: ninguém sabe se as inteligências artificiais mais avançadas virão a ser conscientes, e é provável que continuemos sem saber quando a resposta já importar a sério. O livro não fala de escolas. Lemo-lo, ainda assim, a pensar nelas, e encontrámos lá bastante coisa que um professor pode levar para a sala de aula, a começar pela coragem de dizer «não sei».

  • October 18 · 7 min

    Como usar a IA nas escolas

    Orientações para a IA nas escolas portuguesas: o que acertam, o que deixam em aberto e o que se faz lá fora O EduQA pôs em consulta pública, a 15 de outubro, as primeiras orientações nacionais para a utilização da inteligência artificial do pré-escolar ao secundário. Lemos as 33 páginas do documento e as 18 dos instrumentos de apoio a pensar em quem as vai aplicar, e pusemo-las ao lado do que fazem a Austrália, a Inglaterra e Singapura. Há muita coisa bem pensada. Há também perguntas que só a prática vai responder, e é para isso que serve uma consulta.

  • October 18 · 14 min

    As novas regras da IA nas escolas portuguesas

    As orientações oficiais estabelecem um quadro normativo para a integração responsável da Inteligência Artificial nas escolas portuguesas, abrangendo desde a educação pré-escolar até ao ensino secundário. O documento define princípios pedagógicos fundamentais, priorizando sempre a centralidade e a responsabilidade humana face às ferramentas tecnológicas. São estruturadas três dimensões essenciais para a abordagem educativa, que passam por aprender sobre IA, aprender com IA e utilizá-la de forma proficiente. Além disso, o texto estipula regras claras para docentes, alunos e encarregados de educação, garantindo a proteção de dados, a equidade e a integridade da avaliação escolar.

  • October 17 · 19 min

    A IA escreve um soneto à Camões? Uma aula com os alunos no papel de juízes

    Uma professora de Inglês, nos Estados Unidos, pede aos alunos que encomendem a um chatbot um soneto de Shakespeare e que depois verifiquem, com o texto à frente, se o que veio é mesmo um soneto shakespeariano. A ideia é boa e passa bem para o Português: trocámos Shakespeare por Camões, juntámos uma ficha de auditoria, um plano de aula de 90 minutos e critérios de avaliação. O que se segue serve para usar na segunda-feira, e também para desconfiar um pouco.

  • October 17 · 6 min

    A IA escreve um soneto à Camões?

    Uma professora de Inglês, nos Estados Unidos, pede aos alunos que encomendem a um chatbot um soneto de Shakespeare e que depois verifiquem, com o texto à frente, se o que veio é mesmo um soneto shakespeariano. A ideia é boa e passa bem para o Português: trocámos Shakespeare por Camões, juntámos uma ficha de auditoria, um plano de aula de 90 minutos e critérios de avaliação. O que se segue serve para usar na segunda-feira, e também para desconfiar um pouco.

Showing 1–20 of 106 episodes