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TIC, Educação e Web

Jorge Borges

A Tecnologia ao serviço da Educação

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  • 32 episodes
  • Avg 14 min
  • Portuguese
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  • Sunday · 7 min

    Ensinar a Viver Com e Sem Tecnologia

    Este artigo explora a recente legislação portuguesa que restringe o uso de telemóveis nas escolas, defendendo que a proibição é apenas o primeiro passo para uma verdadeira educação digital. O autor argumenta que afastar os dispositivos ajuda a proteger a atenção dos alunos, mas sublinha a necessidade crítica de ensinar os jovens a navegarem em ambientes tecnológicos com autonomia e espírito crítico. É essencial distinguir o entretenimento passivo do uso de ferramentas digitais para a aprendizagem efetiva, preparando as crianças para lidar com algoritmos e inteligência artificial. O texto propõe um modelo de acesso gradual, onde o papel dos adultos e a responsabilidade das plataformas são fundamentais para equilibrar a vida conectada. Em última análise, o objetivo da escola moderna deve ser capacitar os alunos para decidirem quando ligar e quando desligar, promovendo uma relação intencional com a tecnologia.

  • Sunday · 18 min

    Proibir o telemóvel na escola não basta

    Portugal acaba de alargar ao 3.º ciclo as restrições à utilização de smartphones nas escolas. A medida pode proteger a atenção, favorecer a socialização e devolver algum silêncio ao espaço escolar. Mas nenhum regulamento ensina uma criança a reconhecer manipulação algorítmica, a proteger a sua privacidade, a perceber quando deve desligar ou a usar inteligência artificial sem deixar que ela pense por si. A educação digital começa, precisamente, onde a proibição acaba.

  • Saturday · 9 min

    O Algoritmo na Sala

    A leitura transversal produz uma conclusão mais exigente do que a habitual oposição entre «adotar» e «proibir» IA. O problema fundamental é constitucional, no sentido institucional da palavra: quem pode decidir, sobre o quê, com que informação, sob que regras, em benefício de quem e com que possibilidade de contestação. A IA altera a distribuição de autoridade entre alunos, docentes, instituições, Estados e empresas; desloca parte do trabalho cognitivo e avaliativo para infraestruturas privadas; e pode redefinir silenciosamente aquilo que uma escola considera aprendizagem, desempenho, inteligência ou eficiência. Esta é a linha comum que liga a crítica de Daniela Hau ao modelo human-in-the-loop, os cenários de autonomia de Lim, Hilmy e Kuok, a crítica da personalização de Bianca Farthing, a preocupação de Camille Fabo com o poder curricular dos modelos e os cenários futuros da parte final da coletânea. [UNESCO]

  • Saturday · 21 min

    O Algoritmo na Sala: O Futuro da Educação e IA

    Esta publicação da UNESCO examina os impactos profundos da inteligência artificial no futuro da educação, desafiando a ideia de que a automatização tecnológica é inevitável ou sempre benéfica. Através de uma coleção de ensaios críticos, os autores exploram temas como a autonomia de estudantes e professores, a ética dos algoritmos e os riscos de um ciclo de aprendizagem desumanizado. O texto destaca o conceito de "ciclo vicioso da IA", onde a criação e a avaliação de tarefas podem tornar-se processos puramente mecânicos, excluindo a agência humana essencial. Além disso, questiona-se a lógica do "humano no circuito", defendendo que a pedagogia deve ser o alicerce fundamental do ensino e não apenas um mecanismo de supervisão para sistemas automatizados. Em última análise, a obra apela a uma governação que proteja a educação como um bem público e promova o desenvolvimento cognitivo e emocional face às tecnologias emergentes.

  • Saturday · 8 min

    Literacia em Inteligência Artificial: Recomendações e Princípios Diretores

    Estas fontes debruçam-se sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

  • Saturday · 19 min

    Ética ou Técnica na Literacia em IA

    Sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

  • Saturday · 6 min

    Lições da Reforma Educativa na Inglaterra

    Os resultados do relatório PISA 2025 revelam um declínio generalizado no desempenho académico global em leitura, matemática e ciências, acentuado pelo uso excessivo de tecnologia e pela diminuição da leitura por prazer. Enquanto a Espanha e a média da OCDE apresentam quedas significativas, a Inglaterra destaca-se pela sua resiliência, mantendo pontuações elevadas graças a reformas estruturais focadas na disciplina, instrução direta e currículos ricos em conhecimento. Especialistas sugerem que a digitalização e a dependência de algoritmos estão a prejudicar a capacidade de concentração e o pensamento crítico dos jovens, afetando até as classes sociais mais favorecidas. Para contrariar esta tendência, recomenda-se um maior foco na literacia humana, como a filosofia e a oratória, em detrimento da dependência de ferramentas de Inteligência Artificial. O sucesso inglês serve agora de modelo para outros países que procuram elevar os seus padrões educativos através de evidências científicas e práticas pedagógicas rigorosas.

  • Saturday · 21 min

    O afundamento dos alunos mais ricos | PISA 2025

    Os resultados do relatório PISA 2025 revelam um declínio generalizado no desempenho académico global em leitura, matemática e ciências, acentuado pelo uso excessivo de tecnologia e pela diminuição da leitura por prazer. Enquanto a Espanha e a média da OCDE apresentam quedas significativas, a Inglaterra destaca-se pela sua resiliência, mantendo pontuações elevadas graças a reformas estruturais focadas na disciplina, instrução direta e currículos ricos em conhecimento. Especialistas sugerem que a digitalização e a dependência de algoritmos estão a prejudicar a capacidade de concentração e o pensamento crítico dos jovens, afetando até as classes sociais mais favorecidas. Para contrariar esta tendência, recomenda-se um maior foco na literacia humana, como a filosofia e a oratória, em detrimento da dependência de ferramentas de Inteligência Artificial. O sucesso inglês serve agora de modelo para outros países que procuram elevar os seus padrões educativos através de evidências científicas e práticas pedagógicas rigorosas.

  • Thursday · 19 min

    O modelo escolar estónio além do pódio

    A Estónia volta a destacar-se no PISA 2025. O que sustenta estes resultados? Autonomia pedagógica, apoio às dificuldades e uma aposta na tecnologia que começa nos professores. Um olhar sobre as escolhas estónias e o que podem ensinar a Portugal. Quando saem os resultados do PISA, procuramos quase sempre a mesma coisa: uma explicação que caiba numa frase. Um método de ensino, uma reforma curricular, uma tecnologia. Algo que possamos identificar, importar e pôr a funcionar no ano letivo seguinte. A Estónia merece uma leitura mais demorada. O seu percurso obriga-nos a olhar para a maneira como se organiza uma escola, para a ajuda que chega a um aluno quando começa a ficar para trás e para a liberdade de um professor que conhece a turma que tem à frente.

  • Thursday · 5 min

    Estónia no PISA 2025: Confiança, Equidade e Inovação Educativa

    A Estónia volta a destacar-se no PISA 2025. O que sustenta estes resultados? Autonomia pedagógica, apoio às dificuldades e uma aposta na tecnologia que começa nos professores. Um olhar sobre as escolhas estónias e o que podem ensinar a Portugal. Quando saem os resultados do PISA, procuramos quase sempre a mesma coisa: uma explicação que caiba numa frase. Um método de ensino, uma reforma curricular, uma tecnologia. Algo que possamos identificar, importar e pôr a funcionar no ano letivo seguinte. A Estónia merece uma leitura mais demorada. O seu percurso obriga-nos a olhar para a maneira como se organiza uma escola, para a ajuda que chega a um aluno quando começa a ficar para trás e para a liberdade de um professor que conhece a turma que tem à frente.

  • Thursday · 8 min

    Os ecrãs e a verdade

    Porque é que achamos algo bonito? A filosofia faz esta pergunta há dois mil e quinhentos anos e nunca a fechou de vez — e isso, longe de ser um problema, é exatamente o que a torna útil para uma aula de Filosofia, de Cidadania ou de Artes. Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.

  • Thursday · 22 min

    A filosofia por trás dos filtros digitais

    Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.

  • Wednesday · 9 min

    Medir a AGI: Além do Hype

    Nos últimos meses, os responsáveis das maiores empresas de inteligência artificial do mundo têm feito afirmações cada vez mais ousadas sobre a chamada inteligência artificial geral — a ideia de uma máquina capaz de fazer, tão bem ou melhor do que um ser humano, praticamente qualquer tarefa intelectual. O problema é que essas mesmas empresas não conseguem concordar sobre o que a expressão significa, nem sobre quando esse momento chegaria, havendo mesmo quem admita tratar-se sobretudo de uma expressão de marketing. Para a escola portuguesa, essa disputa não é uma curiosidade da imprensa tecnológica: é um caso de estudo pronto a usar sobre como avaliar afirmações extraordinárias feitas por quem tem interesse direto em que sejam acreditadas.

  • Wednesday · 14 min

    A era AGI entre marketing e contratos

    Onde se analisa a indefinição conceptual da Inteligência Artificial Geral (AGI) e as discrepâncias entre os líderes tecnológicos sobre quando esta será atingida. As fontes destacam que, embora empresas como a OpenAI e a Anthropic apresentem previsões audazes, falta um consenso científico sobre o que define efetivamente uma inteligência superior à humana. Perante esta incerteza, sugere-se que o sistema educativo utilize este debate como um caso de estudo para promover o pensamento crítico e a literacia mediática entre os alunos. O documento detalha ainda métricas alternativas, como a escala de níveis da Google DeepMind e a regulação europeia baseada na capacidade de cálculo. Em última análise, defende-se que a escola deve focar-se na capacidade de avaliar evidências, preparando os estudantes para um futuro onde a tecnologia evolui mais rapidamente do que as suas próprias definições.

  • September 8 · 26 min

    Alunos chineses tentam chumbar a IA

    Na Universidade de Fudan, na China, 51 estudantes fizeram um exame final pouco habitual: em vez de responderem a perguntas, tiveram de criar problemas capazes de levar alguns dos mais avançados modelos de inteligência artificial a errar. A experiência diz-nos bastante mais sobre educação do que sobre quem é mais inteligente — humanos ou máquinas.

  • September 8 · 6 min

    PISA 2025: A Crise na Leitura

    Os resultados do PISA 2025 colocam Portugal próximo da média da OCDE em Ciências, Leitura, Matemática e resolução computacional de problemas. Mas, por detrás dessa aparente estabilidade, há sinais que merecem atenção: a queda acentuada na leitura e na matemática, o peso persistente das desigualdades socioeconómicas e um paradoxo particularmente interessante — os alunos portugueses revelam bons resultados na resolução de problemas em ambientes digitais, precisamente quando a inteligência artificial começa a obrigar a escola a repensar o que significa aprender.

  • September 8 · 22 min

    A ilusão da média no PISA 2025

    Os resultados do PISA 2025 colocam Portugal próximo da média da OCDE em Ciências, Leitura, Matemática e resolução computacional de problemas. Mas, por detrás dessa aparente estabilidade, há sinais que merecem atenção: a queda acentuada na leitura e na matemática, o peso persistente das desigualdades socioeconómicas e um paradoxo particularmente interessante — os alunos portugueses revelam bons resultados na resolução de problemas em ambientes digitais, precisamente quando a inteligência artificial começa a obrigar a escola a repensar o que significa aprender.

  • September 8 · 9 min

    Fudan: O Exame Final de Inverter o Jogo com a IA

    Aqui descreve-se um exame final inovador na Universidade de Fudan, na China, onde os alunos foram desafiados a derrotar sistemas de inteligência artificial. Em vez de responderem a perguntas tradicionais, os estudantes tiveram de criar problemas complexos de mineração de dados para tentar induzir modelos como o Claude e o DeepSeek ao erro. O objetivo desta abordagem pedagógica, idealizada pelo Professor Xiao Yanghua, foi inverter os papéis convencionais, incentivando os alunos a agirem como juízes críticos em vez de meros executores de tarefas. Os resultados revelaram que, embora seja simples causar falhas pontuais, é extremamente difícil comprometer sistematicamente o desempenho das máquinas mais avançadas. Esta experiência salienta que o domínio humano sobre a tecnologia exige agora uma compreensão profunda das vulnerabilidades algorítmicas e uma capacidade superior de avaliação. Em última análise, o texto reflete sobre a necessidade de adaptar a educação para valorizar o julgamento humano num mundo onde a execução técnica está a tornar-se automatizada.

  • September 7 · 8 min

    A IA e o Ensino Superior

    Um comité criado pelo MIT para estudar o impacto da inteligência artificial na sala de aula chegou a uma conclusão que poucas instituições do seu prestígio assumiriam publicamente: a IA já consegue, hoje, completar de forma credível praticamente qualquer trabalho escrito exigido a um aluno de licenciatura, do ensaio ao problema de matemática, passando pela demonstração e pelo código. A resposta que o MIT propõe não é proibir nem baixar os braços — é repensar, com alguma urgência, o que significa ensinar e avaliar numa universidade onde essa ferramenta já está em cada telemóvel. O que o relatório descreve sobre o ensino superior norte-americano já tem eco nas universidades portuguesas, onde a mesma tensão entre proibir e adaptar está a dividir docentes e instituições.

  • September 7 · 12 min

    A IA já tira licenciaturas no MIT

    Um comité criado pelo MIT para estudar o impacto da inteligência artificial na sala de aula chegou a uma conclusão que poucas instituições do seu prestígio assumiriam publicamente: a IA já consegue, hoje, completar de forma credível praticamente qualquer trabalho escrito exigido a um aluno de licenciatura, do ensaio ao problema de matemática, passando pela demonstração e pelo código. A resposta que o MIT propõe não é proibir nem baixar os braços — é repensar, com alguma urgência, o que significa ensinar e avaliar numa universidade onde essa ferramenta já está em cada telemóvel. O que o relatório descreve sobre o ensino superior norte-americano já tem eco nas universidades portuguesas, onde a mesma tensão entre proibir e adaptar está a dividir docentes e instituições.

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