
IA e vigilância nas escolas chinesas
Um plano de Estado, com data e com meta O documento tem data de 2 de abril de 2026 e foi colocado no sítio do Ministério da Educação chinês a 10 de abril. Assinam-no cinco entidades: além do Ministério da Educação, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o Ministério da Indústria e Tecnologias da Informação, o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Administração Nacional de Dados. Ver a educação sentada à mesma mesa que a indústria e os dados já diz bastante sobre o enquadramento. A versão que usei é a tradução inglesa do Center for Security and Emerging Technology, da Universidade de Georgetown, publicada a 13 de julho. A meta é 2030. Até lá, o plano quer um sistema de educação em IA que cubra todas as etapas de escolaridade e um mecanismo duradouro para desenvolver a literacia em IA de toda a população. Não é a primeira vez que Pequim ocupa este terreno: o Consenso de Pequim sobre IA e educação, que a UNESCO endossou, já cá esteve. A diferença é que agora falamos de um programa nacional, com tarefas distribuídas por departamentos e orientações para as escolas e as localidades. Convém dizê-lo desde já: estamos a ler intenções. O texto não traz metas numéricas por etapa nem qualquer avaliação de resultados. É um plano de tarefas, não um balanço.


















