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Porque é que achamos algo bonito? A filosofia faz esta pergunta há dois mil e quinhentos anos e nunca a fechou de vez — e isso, longe de ser um problema, é exatamente o que a torna útil para uma aula de Filosofia, de Cidadania ou de Artes.
Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.






