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Nos últimos meses, os responsáveis das maiores empresas de inteligência artificial do mundo têm feito afirmações cada vez mais ousadas sobre a chamada inteligência artificial geral — a ideia de uma máquina capaz de fazer, tão bem ou melhor do que um ser humano, praticamente qualquer tarefa intelectual. O problema é que essas mesmas empresas não conseguem concordar sobre o que a expressão significa, nem sobre quando esse momento chegaria, havendo mesmo quem admita tratar-se sobretudo de uma expressão de marketing. Para a escola portuguesa, essa disputa não é uma curiosidade da imprensa tecnológica: é um caso de estudo pronto a usar sobre como avaliar afirmações extraordinárias feitas por quem tem interesse direto em que sejam acreditadas.
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