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TIC, Educação e Web

Jorge Borges

A Tecnologia ao serviço da Educação

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  • 106 episodes
  • Avg 13 min
  • Portuguese
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  • October 15 · 8 min

    Aprender a Ser Livre

    O filósofo José Antonio Marina defiende que a evolução humana gerou um cérebro inteligente, mas vulnerável a patógenos mentais como o medo, o fundamentalismo e as adicções. Na sua nova obra, o autor argumenta que as dependências surgem quando as pessoas escolhem o alívio fácil em vez de enfrentarem os seus problemas reais. Além disso, critica a sociedade contemporânea por fomentar hábitos excessivamente cómodos que reduzem a capacidade crítica dos cidadãos. Para combater estas fragilidades, Marina propõe uma educação baseada na resolução de problemas desde a infância. Por fim, redefine o conceito de liberdade, sublinhando que esta não se resume a agir por puro impulso, mas sim à capacidade de resistir aos desejos prejudiciais.

  • October 15 · 18 min

    A vacina contra as adições digitais

    O filósofo José Antonio Marina defiende que a evolução humana gerou um cérebro inteligente, mas vulnerável a patógenos mentais como o medo, o fundamentalismo e as adicções. Na sua nova obra, o autor argumenta que as dependências surgem quando as pessoas escolhem o alívio fácil em vez de enfrentarem os seus problemas reais. Além disso, critica a sociedade contemporânea por fomentar hábitos excessivamente cómodos que reduzem a capacidade crítica dos cidadãos. Para combater estas fragilidades, Marina propõe uma educação baseada na resolução de problemas desde a infância. Por fim, redefine o conceito de liberdade, sublinhando que esta não se resume a agir por puro impulso, mas sim à capacidade de resistir aos desejos prejudiciais.

  • October 14 · 8 min

    O Atrito Melhora a IA

    Há quem veja na IA apenas um atalho: pede-se, copia-se, entrega-se. Um estudo de Stanford, assente em quase 250 mil conversas reais, sugere que a maior parte das pessoas faz outra coisa, que é discutir, corrigir e reescrever. Para a escola, o interesse está menos no elogio e mais nas condições em que isso acontece. Convém avisar desde já que o modelo analisado é o Claude, o mesmo que nos apoiou na redação deste texto.

  • October 14 · 16 min

    Porque devemos discordar da inteligência artificial

    Há quem veja na IA apenas um atalho: pede-se, copia-se, entrega-se. Um estudo de Stanford, assente em quase 250 mil conversas reais, sugere que a maior parte das pessoas faz outra coisa, que é discutir, corrigir e reescrever. Para a escola, o interesse está menos no elogio e mais nas condições em que isso acontece. Convém avisar desde já que o modelo analisado é o Claude, o mesmo que nos apoiou na redação deste texto.

  • October 13 · 7 min

    Ensinar Literacia em IA

    Um guia recente compila vinte e dois referenciais sobre inteligência artificial na educação, servindo como um mapa prático para navegar entre diferentes diretrizes e ferramentas pedagógicas. A compilação distingue abordagens essenciais para professores, que contam com quadros de competências da UNESCO e orientações éticas europeias, e para alunos, promovendo uma transição de simples utilizadores para cidadãos conscientes. Além disso, o documento aborda as responsabilidades das direções escolares face aos novos quadros de literacia e às exigências legais do AI Act europeu. Em vez de seguirem normas rígidas, as escolas são incentivadas a combinar estrategicamente estes recursos para estruturar o ensino da tecnologia. Em suma, os referenciais ajudam a evitar a improvisação, estimulando uma reflexão profunda sobre o papel da inteligência artificial nas salas de aula.

  • October 13 · 22 min

    Literacia em inteligência artificial nas escolas

    Vinte e dois referenciais sobre IA na educação: por onde começar? Um guia recente reúne vinte e dois documentos de referência sobre inteligência artificial na educação. Ninguém precisa de os ler todos. Pareceu-nos mais útil perceber para que serve cada um e quais merecem lugar na mesa de um professor, de um aluno ou de uma direção. Em outubro, Hatem Bounif, doutorando em Tecnologia Educativa na Universidade de Sevilha, publicou um guia gratuito em PDF com vinte e dois referenciais sobre IA na educação. Cada um vem com o ano, a entidade, os destinatários e a ligação à fonte oficial. É uma compilação e não um estudo, e convém lê-la como tal: serve de mapa, e um mapa só vale pelo caminho que nos ajuda a fazer. A lista é longa e mistura coisas de natureza muito diferente. Há quadros de competências, orientações éticas, legislação e modelos pedagógicos com quase vinte anos. Por isso procurámos separar o que pode fazer diferença numa escola, numa sala de aula ou numa reunião de grupo disciplinar.

  • October 12 · 1 min

    A apatia, o maior risco da cibersegurança, segundo Kemba Walden

    Quando as pessoas veem a cibersegurança como abstrata, elas não a relacionam com aquilo de que dependem diariamente: bancos seguros, acesso à energia e uma sociedade estável. Aqui, a ex-diretora nacional de cibersegurança dos EUA — agora presidente do Paladin Global Institute — compartilha por que acredita que a cibersegurança precisa ser repensada como uma oportunidade e por que são as empresas, e não os indivíduos, que devem assumir a maior parte do trabalho.

  • October 11 · 7 min

    A tutoria por IA igualou a humana num teste de admissão…

    O trabalho chama-se StudentBench, é assinado por Curtis Northcutt e mais cinco autores e foi publicado como preprint no arXiv a 23 de setembro de 2026 (a versão que lemos é a segunda, de 30 de setembro). Quem o financiou foi a Handshake AI, o que os autores declaram na secção de ética. Não encontrámos indicação de que tenha passado por revisão de pares, e convém lê-lo com essa condição à vista. O teste escolhido foi o GRE, a prova usada sobretudo nos Estados Unidos para candidaturas a mestrados, doutoramentos e escolas de gestão, com uma parte de raciocínio quantitativo e outra de raciocínio verbal, em inglês. Os participantes foram 2383 adultos, 83% deles entre os 18 e os 24 anos, recrutados numa plataforma de emprego para jovens e pagos com 50 dólares por sessão, fizessem bem ou mal. Cada um fez um teste inicial de 27 perguntas, passou cinco minutos a rever os erros e depois uma hora numa de três situações, atribuída ao acaso: tutoria por IA, tutoria humana ou nada (neste último caso viram documentários de natureza). Terminada a hora, fizeram um segundo teste, com perguntas novas mas da mesma dificuldade, escritas por antigos autores de questões do ETS e da Kaplan. O ganho de aprendizagem é a diferença entre as duas notas, em pontos percentuais. Do lado da IA estiveram 13 tutores, construídos a partir de 12 modelos de várias empresas. Receberam os erros do aluno, planearam a aula, criaram os exercícios e conversaram por escrito, com instruções deliberadamente curtas. Nunca viram o teste final. Os tutores humanos davam a aula por videochamada e eram antigos funcionários do ETS ou da Kaplan, ou pessoas com pelo menos cinco anos de experiência em explicações de GRE.

  • October 11 · 17 min

    IA iguala tutores de elite no GRE

    A tutoria por IA igualou a humana num teste de admissão. E a escola com isso? Ana Ferreira e Jorge Borges · 11 de outubro de 2026 · Artigos, Educação, Estudos, Inteligência artificial, avaliação Uma hora com um modelo de linguagem rendeu aos estudantes tanto como uma hora com um explicador humano experiente, pelo menos num teste norte-americano de acesso à pós-graduação. A conclusão anda a circular com entusiasmo e quase sem ressalvas. Lemos o estudo inteiro, apêndices incluídos, e há nele coisas que animam e coisas que pedem travão. Excerto Um estudo com 2383 adultos concluiu que tutores de IA e tutores humanos produzem ganhos equivalentes numa hora de preparação para o GRE. Os números são sólidos numa parte e frágeis noutra, e dizem pouco sobre alunos do básico e do secundário. Eis o que interessa a quem ensina.

  • October 11 · 35 min

    Quem é Anne Carson e por que recebeu o Prémio Nobel de Literatura 2026?

    Quem é Anne Carson e por que recebeu o Prémio Nobel de Literatura 2026? O que há de extraordinário em uma escritora que conseguiu transformar os antigos mitos gregos em algumas das obras mais originais da literatura contemporânea?Anne Carson nunca precisou de obedecer às regras tradicionais da literatura. O seu universo está cheio de personagens impossíveis, amores complexos, perdas irreparáveis e livros que desafiam até mesmo nossa ideia do que significa escrever. Mas como uma mulher fascinada pelas palavras da Grécia antiga chegou a se tornar uma das vozes mais singulares do nosso tempo?Neste novo documentário, mergulhamos na vida, na obra e nos mistérios literários de Anne Carson, vencedora do Prémio Nobel de Literatura 2026. Um percurso pela sua maneira particular de entender a poesia, suas grandes criações e as experiências que marcaram sua trajetória.Um convite para descobrir uma autora que nos lembra que a literatura ainda tem territórios desconhecidos a explorar.

  • October 9 · 6 min

    O poder da hesitação | Anne Carson

    Anne Carson, Nobel da Literatura 2026: o que a escola pode aprender com quem lê devagar A Academia Sueca premiou, a 8 de outubro, uma classicista canadiana que escreve ensaios com feitio de poema, poemas com ar de conferência e livros que se abrem como caixas. Pelo caminho, Anne Carson foi dizendo coisas de grande utilidade a quem ensina: sobre o dicionário, o erro, a mão que escreve e a desconfiança perante a pergunta «qual é a mensagem?».

  • October 9 · 13 min

    A hesitação segundo Anne Carson

    Anne Carson, Nobel da Literatura 2026: o que a escola pode aprender com quem lê devagarPublicado a Outubro 9, 2026 por Jorge Borges e Ana Ferreira A Academia Sueca premiou, a 8 de outubro, uma classicista canadiana que escreve ensaios com feitio de poema, poemas com ar de conferência e livros que se abrem como caixas. Pelo caminho, Anne Carson foi dizendo coisas de grande utilidade a quem ensina: sobre o dicionário, o erro, a mão que escreve e a desconfiança perante a pergunta «qual é a mensagem?».

  • October 8 · 5 min

    Engenharia de hábitos

    Quando produzir é fácil, compreender as pessoas é o que fica difícil Há uma ideia a circular numa publicação no LinkedIn, acompanhada de um vídeo de animação, que merece ser discutida por quem trabalha em educação: à medida que a inteligência artificial torna a produção de conteúdos quase gratuita, a vantagem desloca-se para algo muito mais antigo e muito mais difícil de automatizar, perceber as pessoas ao ponto de as fazer importar-se. Tentámos separar o que está documentado do que é só boa história, e perceber o que isto muda na sala de aula.

  • October 8 · 22 min

    Como o marketing inventou os nossos hábitos

    Quando produzir é fácil, compreender as pessoas é o que fica difícil Há uma ideia a circular numa publicação no LinkedIn, acompanhada de um vídeo de animação, que merece ser discutida por quem trabalha em educação: à medida que a inteligência artificial torna a produção de conteúdos quase gratuita, a vantagem desloca-se para algo muito mais antigo e muito mais difícil de automatizar, perceber as pessoas ao ponto de as fazer importar-se. Tentámos separar o que está documentado do que é só boa história, e perceber o que isto muda na sala de aula.

  • October 8 · 3 min

    O Domínio da Narrativa e a Natureza Humana

    Quando produzir é fácil, compreender as pessoas é o que fica difícil Há uma ideia a circular numa publicação no LinkedIn, acompanhada de um vídeo de animação, que merece ser discutida por quem trabalha em educação: à medida que a inteligência artificial torna a produção de conteúdos quase gratuita, a vantagem desloca-se para algo muito mais antigo e muito mais difícil de automatizar, perceber as pessoas ao ponto de as fazer importar-se. Tentámos separar o que está documentado do que é só boa história, e perceber o que isto muda na sala de aula.

  • October 7 · 8 min

    Viagem Épica do Cavaleiro

    O livro infantojuvenil de Sophia de Mello Breyner Andresen, intitulado O Cavaleiro da Dinamarca, narra a jornada de um homem que abandona a sua pacata floresta nórdica para cumprir uma promessa de rezar na gruta de Belém no Natal. Ao longo de quase dois anos, o protagonista atravessa a Europa e o Mediterrâneo, enfrentando tempestades, doenças e tentações para se fixar em prósperas cidades como Veneza, Florença e Antuérpia. Pelo caminho, recolhe histórias encaixadas e depara-se com desafios culturais e humanos, enriquecendo o seu espírito com arte, saber e aventura. Finalmente, após um regresso repleto de perigos pelo inverno rigoroso, o cavaleiro consegue alcançar o seu lar a tempo da consoada, guiado por um milagre luminoso que eterniza a tradição natalícia de enfeitar os pinheiros. As fontes complementares contextualizam esta obra essencial do 7.º ano, oferecendo recursos pedagógicos e propostas de estudo para explorar a estrutura narrativa, os valores da paz e da palavra dada, e a riqueza expressiva da autora.

  • October 7 · 12 min

    A promessa do Cavaleiro da Dinamarca

    Uma promessa, uma viagem e um pinheiro de estrelas — O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia, em sala de aula (7.º ano) Um Natal prometido, quase dois anos de caminho e uma floresta que acende as luzes. Um percurso de leitura para o 7.º ano. Há livros que ensinam a ler porque nos levam a algum lado. O Cavaleiro da Dinamarca, de Sophia de Mello Breyner Andresen, leva-nos de uma floresta coberta de neve, no Norte da Europa, à gruta de Belém, a Veneza, a Florença e à Flandres — e traz-nos de volta na noite de Natal. Para quem está a começar o 3.º ciclo, é uma oportunidade rara: uma narrativa com ação clara, espaços muito diferentes, histórias dentro da história e uma pergunta de fundo que qualquer turma percebe — o que somos capazes de fazer para cumprir aquilo que prometemos? Este post propõe um percurso de estudo, pensado para facilitar o trabalho do professor e a vida do aluno: o que se passa, por onde anda o Cavaleiro, que histórias se escondem dentro da viagem, que recursos expressivos procurar e o que fazer com tudo isto em aula. Depois de Mário Dionísio e o seu elétrico, é a vez de Sophia e da sua floresta nevada.

  • October 6 · 9 min

    O Tempo Docente e a IA

    Nonantzy López dá aulas de Ciências Sociais e coordena o programa CAS do Bacharelato Internacional, no México. Conta como foi mudando de papel ao longo de quase três décadas de ensino e como a IA generativa lhe tirou da frente uma parte da papelada para lhe devolver tempo com os alunos. O texto é um testemunho pessoal, útil e honesto, e deve ler-se como tal: o relato de uma professora, não um estudo.

  • October 6 · 25 min

    Como a IA liberta professores da burocracia

    Onde se examina o testemunho da professora Nonantzy López sobre a utilização de IA generativa para otimizar tarefas administrativas e de planeamento no ensino de Ciências Sociais. A autora demonstra como a tecnologia pode reduzir a carga burocrática em cerca de 30%, permitindo aos docentes focar o seu tempo em experiências práticas e na ligação humana com os alunos. Paralelamente, o artigo enquadra esta prática com dados de um relatório da Microsoft sobre tendências educativas e alerta para a necessidade de prudência institucional. Destaca-se a importância de salvaguardar a privacidade de dados e de verificar rigorosamente os conteúdos gerados por ferramentas tecnológicas antes da sua aplicação prática. Por fim, sublinha-se que a prontidão docente face às novas tecnologias deve ser construída coletivamente através de formação adequada e regras institucionais claras.

  • October 5 · 6 min

    IA na Escola: O Salto

    Em fevereiro de 2025, o presidente da Estónia anunciou o AI Leap, um programa nacional para levar a inteligência artificial às escolas secundárias sem deixar que ela substitua o esforço de aprender. Passou um ano letivo, e a fundação responsável publicou o balanço. Tem números, tem queixas de alunos, tem dúvidas que ficam por resolver. Quase tudo isto soará familiar a quem anda em escolas por cá.

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