
Sofia Ribeiro, 11 anos depois do diagnóstico de cancro: “Fica um vazio. Eu já não vou morrer, mas não quero que as pessoas me deixem”
Maggie Jencks, uma escritora importante na reflexão sobre o cancro da mama, comparava o momento em que se recebe um diagnóstico de cancro a ser inesperadamente atirada de um avião. De repente, surgem profissionais de saúde que fazem tudo para nos colocar um paraquedas e garantir que chegamos ao chão em segurança. Quando aterramos, chegamos a um lugar completamente desconhecido, sem saber para onde ir, o que esperar ou como encontrar o caminho de volta. A escritora dizia ainda que, no meio de tudo isto, os profissionais de saúde continuam no avião, lá em cima, a colocar paraquedas noutras pessoas. Hoje em dia, felizmente, a grande maioria das mulheres sobrevive e aterra sã e salva. Mas tratar ou curar um cancro não é o mesmo que cuidar da pessoa que vive com esta doença. Como é a vida depois do cancro? E o que podem os profissionais de saúde, os familiares e os amigos fazer melhor para garantir que ninguém se sente perdido, por mais tempo que passe? Neste episódio do podcast Consulta Aberta, Margarida Santos conversa com a atriz Sofia Ribeiro sobre aquilo que lhe faltou e continua a faltar, onze anos e muitos tratamentos depois do diagnóstico. Em outubro, a Consulta Aberta conta com o apoio dos cereais Fitness. Através da iniciativa "Pink Ribbon Talks", a Fitness alerta para a importância do diagnóstico precoce e apoia a investigação sobre o cancro da mama desenvolvida pela Fundação GIMM. See omnystudio.com/listener for privacy information.


















