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Artwork for Um Género de Conversa

Um Género de Conversa

Patrícia Reis e Paula Cosme Pinto

Este podcast é sobre mulheres. Não é vedado aos homens mas, insistimos, é sobre as mulheres. Uma hora de conversa entre mulheres, sobre mulheres, para mulheres. Os homens que calharem a ouvir são capazes de beneficiar com isso. Pelo menos elas acham que sim. Uma é a Patrícia Reis, a outra a Paula Cosme Pinto, e são elas as anfitriãs deste lugar de fala feminino.

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  • 22 episodes
  • weekly
  • Avg 48 min
  • Portuguese
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  • S5 · E2
    Wednesday · 47 min

    Lúcia Vicente: “É mais eficaz ter mulheres a convencer outras mulheres a perderem direitos”

    Durante décadas, o feminismo procurou ampliar a liberdade, os direitos e as oportunidades das mulheres. Hoje, porém, cresce um movimento que o aponta como responsável por muitos dos males da sociedade. E não são apenas os gurus da machosfera a fazê-lo. Como alerta a historiadora Lúcia Vicente, também há mulheres que defendem um regresso aos papéis tradicionais de género. Sob a bandeira das tradwives, promovem a submissão feminina, a dependência económica e a esfera doméstica como caminho privilegiado para a felicidade. Tradwives, redpill, machosfera, feminismo reaccionário ou gurus digitais deixaram de ser simples chavões da internet para se tornarem movimentos com influência crescente sobre a forma como milhares de jovens olham para as mulheres, os homens e a própria democracia. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, Lúcia Vicente, autora de Portuguesas com M Grande e Feminismo de A a Ser, traça o retrato de um universo que cresce à velocidade dos algoritmos. “Temos mesmo de ensinar as pessoas mais novas a questionar o mundo e as consequências destas ideias na vida dos outros”, defende. Ao longo de 50 minutos de conversa, a investigadora explica como estes movimentos exploram inseguranças e recuperam discursos antigos, revestindo-os de uma estética apelativa e de uma linguagem aparentemente moderna. “É o regresso do grande macho, de uma masculinidade performativa, exagerada, violenta, profundamente ligada ao antifeminismo e à misoginia”, afirma, preferindo o termo “machosfera” a “manosfera”. A preocupação, contudo, não se limita aos rapazes. Lúcia Vicente alerta para comunidades dirigidas às mulheres, como as tradwives, que promovem o regresso aos papéis tradicionais de género e apresentam a submissão feminina, o papel exclusivo de cuidadora e os valores cristãos como caminhos para a felicidade. “O patriarcado percebeu que a forma mais eficaz de convencer as mulheres a abdicar de direitos era utilizar outras mulheres para lhes dizer que isso era bom para elas”, ressalva. Tal como na machosfera, também aqui o feminismo surge como a causa de todos os males: a liberdade sexual feminina é um problema, assim como a visão interseccional da sociedade, cuja suposta “ordem natural” das responsabilidades de homens e de mulheres tem de ser reposta. A estratégia parece funcionar, como mostram conteúdos crescentes nas redes sociais em que jovens mulheres de 18 anos expõem as suas vidas após as abandonarem para casar, ter filhos e depender financeiramente dos maridos, a quem estão, inclusive, dispostas a ceder o seu direito ao voto. Um fenómeno alimentado por influenciadoras conservadoras, amiúde ligadas a partidos de extrema-direita e movimentos religiosos, que, apesar de defenderem a submissão feminina, construíram negócios milionários que lhes garantem autonomia e poder. Para contrariar estas “narrativas manipuladoras”, a historiadora defende que o feminismo deve envolver também os homens. “Se o patriarcado tem no homem o seu maior aliado, por que razão não estamos também a educar homens para serem feministas e para desconstruírem o privilégio?”, questiona. A reflexão estende-se à influência dos algoritmos, à captação de adolescentes por discursos extremistas e à necessidade urgente de capacitar pais, professores e educadores para reconhecer estes fenómenos. "Primeiro, temos de educar quem educa. Pais, mães, professores e avós precisam de conhecer esta linguagem, estes símbolos e estes movimentos. Só assim conseguirão reconhecer os sinais”, explica a escritora. "As crianças já não brincam na rua, porque achamos que é perigoso, mas depois deixamos que passem horas a conversar com desconhecidos através dos jogos online. É aí que também precisamos estar atentos." See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S5 · E1
    August 19 · 52 min

    Marta Crawford: “O tão glorioso pénis tem muito menos prazer do que o clítoris”

    Já passaram mais de 20 anos desde que Marta Crawford entrou na casa dos portugueses, em horário nobre, para falar de temas que faziam corar muita gente — e que talvez ainda hoje deixem alguns desconfortáveis. As redes sociais ainda não faziam parte do nosso dia-a-dia, e ver uma mulher em directo na televisão a responder, com naturalidade, a perguntas sobre sexo oral, métodos contraceptivos ou disfunção eréctil tinha tudo para ser um escândalo. Mas a sexóloga conseguiu fazê-lo como poucos: com boa disposição e seriedade, tal como se apresentou neste episódio do podcast Um Género de Conversa. Psicóloga e terapeuta familiar, conhece como poucos os medos, os preconceitos e a falta de literacia que ainda rodeiam a sexualidade, mesmo nas gerações mais novas. “Ainda há muito pudor quanto ao prazer, independentemente da idade. Mesmo os jovens, que imaginamos que têm mais liberdade e acesso à informação, às vezes têm uma mentalidade mais retrógrada do que a minha avó. Aceitar fazer sexo sem vontade é um exemplo, como se fosse uma função da relação”, conta Marta Crawford. Nestes 50 minutos de conversa, a especialista explica que ainda há uma necessidade de corresponder a um padrão masculino em que “o prazer está centrado na penetração, num vai e vem que dá a maior das satisfações sexuais às mulheres”. Porém, desconstrói esse mito: “Não é de todo assim, o clítoris é que é uma super-heroína, tem mais de 10 mil terminações nervosas. Deve fazer parte de todo o jogo erótico e sexual, e não é um jeitinho que se dá, porque a mulher, coitadinha, precisa. É porque é uma fonte fundamental de prazer feminino.” A sexóloga aborda também alguns dos principais desafios do presente, desde “os problemas de performance” provocados pela pornografia, “que é a nova educação sexual”, até uma generalizada “crise profunda” da intimidade: “Essa partilha, essa honestidade estão cada vez mais difíceis. Os casais não conseguem comunicar.” Já sobre a pressão que ainda recai em tantas mulheres para voltarem à actividade sexual após o nascimento de um bebé, tantas vezes alimentada também pelos próprios profissionais de saúde, Marta Crawford é peremptória: “Dizer a alguém ‘tem de ir ao castigo’ é uma violência. Sexo sem disponibilidade mental não faz sentido”, frisa a sexóloga. “Em encontros com ginecologistas e obstetras, digo muitas vezes: ‘Vocês são responsáveis pela consulta após um mês do parto e por dizerem 'agora já podem ter sexo. E essa é a pior mensagem que podem passar. Digam antes: faça-o apenas quando se sentir preparada e comece com calma, nada muito exigente sexualmente’.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E11
    Sep 2, 2025 · 43 min

    Sofia Aparício: "Se os governos falham, temos dever de tomar conta uns dos outros"

    Atriz, manequim, humanista, voz incansável na defesa dos direitos fundamentais: Sofia Aparício faz parte da mais recente missão da Flotilha Humanitária, que visa romper o cerco israelita a Gaza e entregar ajuda àquela população. Antes de embarcar, falou-nos não só sobre as suas inquietações quanto a esta viagem, mas também do que a motiva a envolver-se nas mais variadas demandas sociais enquanto cidadã e figura pública. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E10
    Aug 26, 2025 · 53 min

    Sara Larcher: "Temos de tratar do trauma colectivo?"

    Licenciada e mestre em Direito, e trabalhou durante mais de vinte anos em multinacionais. Porém, foi no estudo da mente e das emoções que encontrou o seu rumo, após se fartar da busca impossível pela perfeição na trindade mãe, mulher e profissional. Licenciou-se em Psicologia e há vários anos que é Terapeuta Integrativa e Sistémica. Pelo caminho lançou o best-seller “Eu Sou Porque Eles Foram” e mais recentemente o livro “Sara-te! - As Mulheres e o seu Legado Transgeracional”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E9
    Aug 19, 2025 · 43 min

    Filipa Martins: "Não tinha capacidade para pagar uma renda de casa"

    Filipa Martins começou a competir na ginástica aos 4 anos de idade. Hoje, é considerada a segunda melhor ginasta da Europa, a primeira portuguesa a classificar-se para uma final de All Around nos Jogos Olímpicos e também é a única que tem um elemento com o seu nome. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E8
    Aug 12, 2025 · 49 min

    Maria João Faustino: "É o momento mais desafiador das nossas vidas"

    Maria João Faustino é doutorada em Psicologia pela Universidade de Auckland. Tem feito investigação sobre violência sexual e respetivas dinâmicas genderizadas. Há mais de dez anos que estuda estas questões e nesta conversa explica os tempos que estamos a viver. E deixa um recado: temos de resistir. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E7
    Aug 5, 2025 · 47 min

    Bia Caboz: "O maior investimento que eu fiz foi na minha cara"

    Bia Caboz é afilhada de Ana Moura no fado, mas o seu percurso musical é o da fusão musical. A sua persona artística levou-a a fazer cirurgias na cara e fala disso abertamente. Não esconde a sua ansiedade e o seu percurso feito com o apoio de muitas mulheres. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E6
    Jul 29, 2025 · 55 min

    Tânia Ganho: "A violência sexual no digital vai chegar a todos, homens incluídos"

    Neste episódio gravado ao vivo na icónica livraria Buchholz, a escritora Tânia Ganho teve como ponto de partida o universo do seu último romance, “Lobos”. Com a coragem e a clareza que lhe são conhecidas, fala sobre as teias complexas da violência psicológica na intimidade, os perigos da adulteração de imagens no contexto digital, a perda do direito à privacidade e os malefícios de uma masculinidade assente em estereótipos físicos e de agressividade, que está a arrastar cada vez mais jovens para práticas que põem as suas vidas em risco. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E5
    Jul 22, 2025 · 47 min

    Mariana van Zeller: "A maior vantagem da minha vida tem sido ser mulher"

    Muitos descrevem-na como uma “badass”, e não é para menos: Mariana van Zeller é a autora da série documental “Na Rota do Tráfico”, onde revela os segredos do submundo do crime. Vive há mais de vinte anos nos EUA, onde dá cartas no jornalismo de investigação, arrecada prémios – é vencedora de nove Emmys - e explora histórias que muitos consideram demasiado perigosas. Uma conversa que vai desde a perseguição aos imigrantes pela administração de Trump à gestão do medo em cenários de vida ou de morte, passando pela importância da conexão humana enquanto jornalista e ainda a vantagem que tem ao ser subestimada enquanto mulher quando aborda criminosos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E4
    Jul 15, 2025 · 51 min

    Irene Flunser Pimentel: "Já tive mais jeito para ficar calada"

    Irene Flunser Pimentel: historiadora, antifascista, defensora da democracia, a liberdade é o que a move. Estudou a PIDE, o Estado Novo, as manhas do regime de Salazar, ganhou o Prémio Pessoa e é criticada por muitos por ser demasiado assertiva. Neste episódio do podcast Um Género de Conversa, fala sobre a possibilidade de já estarmos a viver uma terceira guerra mundial, pasma-se com o estado ”enlouquecido” da política nacional e internacional, aponta o dedo ao discurso anti-imigração e relembra como era a vida das mulheres na ditadura. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E3
    Jul 8, 2025 · 53 min

    Célia Metrass: "Inveja do pénis? Nem deve dar jeito nenhum"

    Célia Metrass é uma figura histórica do feminismo Portugal. Foi co-fundadora do Movimento de Libertação das Mulheres, o primeiro movimento pós-25 de Abril com enfoque na luta contra a discriminação de género, e escreveu o primeiro — e por mais de uma década o único — livro sobre aborto em Portugal, em co-autoria com Maria Teresa Horta e Helena de Sá Medeiros. Volvidos 50 anos, reflete sobre as ameaças a direitos femininos conquistados a pulso, como o da IVG, mas também sobre “o grande trambolhão” que os homens tiveram no que toca ao conceito de masculinidade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E2
    Jul 1, 2025 · 48 min

    Clarrise Machanguana: "Um mês após dar à luz já estava a jogar (na WNBA)"

    Clarrise Machanguana foi a primeira moçambicana a conquistar a liga feminina de basquetebol dos Estados Unidos. Dentro do universo do desporto de alta competição, os obstáculos à maternidade, as disparidades salariais e a saúde mental levada ao limite são temas que conhece de cor. Quando deixou WNBA, criou uma fundação com o seu nome em Moçambique, e aí dedica-se a apoiar mulheres, jovens e crianças através da saúde, educação e desporto. Já ajudou mais de 25 mil pessoas, mas sente que continua tudo por fazer. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S4 · E1
    Jun 24, 2025 · 44 min

    Inês Marinho: "Tu agora és 'a porca'"

    Inês Marinho viu a sua vida e intimidade violada através de imagens suas publicadas na Internet por alguém que lhe era próximo. Não é caso único: diariamente, em plataformas como o Telegram ou o Reditt, milhares de homens partilham, comentam e expõem mulheres sem o seu consentimento. A sociedade continua a ser permeável ao julgamento moral: eles, amiúde, são os garanhões, elas são “as porcas”. Inês decidiu combater isto e criou a associação Não Partilhes, onde lhe chegam pedidos de ajuda de mulheres, dos nove anos aos 60, vítimas de abuso através de imagens. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E10
    Apr 1, 2025 · 48 min

    “Os homens andaram a sustentar as mulheres? Essa é para rir.”

    Investigadora, jurista, ex-Secretária de Estado para a Igualdade, Maria do Céu da Cunha Rego é uma figura histórica da luta pelas licenças de paternidade e a conciliação do trabalho, da família e da vida privada. Nascida no Alentejo, em 1950, soma prémios pelo relevante contributo da sua atividade profissional e cívica. Com um sentido de humor ímpar, continua a esmiuçar ideias feitas sobre o que é ser homem ou mulher ou quais os papéis prescritos pela sociedade para uns e outras. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E9
    Mar 25, 2025 · 51 min

    “Nove em cada dez mulheres autistas são violentadas, é assustador”

    Sara Rocha é autista e uma voz forte na defesa dos direitos na deficiência, tanto em Portugal como a nível internacional. Nas redes sociais, não só publica informação empírica, como rebate ideias feitas e partilha as suas vivências pessoais. Fora da web, é Presidente da Associação Voz do Autista e trabalha na Escola de Medicina Clínica da Universidade de Cambridge. A criminalização da esterilização forçada de pessoas com deficiência é uma das suas maiores lutas, uma das múltiplas formas de violência a que principalmente as meninas e mulheres continuam a estar sujeitas em Portugal. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E8
    Mar 18, 2025 · 48 min

    “O meu pai promoveu a minha auto estima”

    Catarina Rochinha é uma voz forte contra estereótipos de género, ativista pela positividade corporal e agitadora de consciências para a importância da diversidade. Não tem vergonha do seu corpo e pratica a aceitação do que vê ao espelho como um mantra diário. Nas redes sociais, despe-se de filtros e de preconceitos. Neste episódio, a conversa versa ideais de beleza, o policiamento aos corpos femininos, inclusive no seio da família, o peso de validação estética, o impacto do bullying e a importância de maior transparência por parte de quem produz conteúdos digitais (e não só). See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E7
    Mar 11, 2025 · 49 min

    "Demorei a perceber que fui violada"

    Joana Dias foi alvo de violência doméstica. Fala abertamente sobre o que viveu, como foi agredida, o que a limitou. A escritora, criadora de conteúdos e autora do podcast e da série “A Mim, Nunca”, não gosta da palavra vítima, mas reconhece que a cicatriz não sara com facilidade. Dez anos depois, ainda procura respostas. O livro, Nós, as indecentes, sendo ficção é um retrato que se constrói a partir da realidade vivida. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E6
    Mar 4, 2025 · 47 min

    “Quanto mais ignorantes formos, mais somos metidas em manada”

    Sandra Ribeiro é a Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, o organismo responsável pela promoção e defesa do princípio da igualdade entre mulheres e homens. É, portanto, nos seus ombros que recaem as matérias que muitos ainda insistem em considerar ora um perigo, ou uma moda ideológica. Do combate à violência doméstica à importância da educação para a cidadania, das disparidades laborais ao desprimor dos seus próprios pares quanto às suas lutas, traça-nos um cenário realista sobre onde está Portugal hoje quando falamos de igualdade. Não tem dúvidas: o mais difícil de mudar são as mentalidades See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E5
    Feb 25, 2025 · 46 min

    Júlia Pinheiro: “A minha libido ficou falecida (na menopausa)”

    Júlia Pinheiro já fez quase todos os formatos televisivos que existem e é um nome incontornável na comunicação social portuguesa. Neste 50 minutos de conversa, conta quão tormentosa foi para si a menopausa, uma altura de “sofrimento profundo”, pautada pela falta de resposta médica adequada. Fala também sem pudor sobre como é envelhecer em direto na televisão nacional, de como se mantém um casamento longo, da relação com os filhos, da inversão de papéis para passar a ser cuidadora da mãe e da eterna dificuldade feminina de encontrar espaço para o auto-cuidado, ao qual não foi imune. Descuidou-se durante muito tempo, porque era preciso cumprir com várias frentes. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S3 · E4
    Feb 18, 2025 · 38 min

    Ana Bárbara Pedrosa: "Tinha um trabalho para viver e outro para pagar a clínica"

    A escritora Ana Bárbara Pedrosa decidiu que queria ser mãe, desde sempre. Mergulhou num processo de fertilização e fê-lo sozinha. Guardou dinheiro durante anos, planeou tudo com cuidado e seguiu o seu plano. O processo foi longo, sofreu os revezes, driblou expectativas e sobreviveu às frustrações, gastou muito dinheiro. Três inseminações e três ciclos de FIV depois, nasceram a Maria e o David. A conversa neste episódio é sobre essa opção de ser mãe acima de tudo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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