Skip to content
Artwork for TIC, Educação e Web

TIC, Educação e Web

Jorge Borges

A Tecnologia ao serviço da Educação

Play
  • 32 episodes
  • Avg 14 min
  • Portuguese
Counted on this page — what you have heard stays on this device, so it is not something the list can be paged by.
  • September 6 · 8 min

    Por que o mapa engana

    Em setembro de 2026, a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução histórica para promover o uso de mapas que representem fielmente o tamanho real dos continentes, combatendo a distorção da tradicional projeção de Mercator. Esta decisão, impulsionada pelo Togo e pelo Grupo Africano, incentiva a adoção de alternativas como a projeção Equal Earth em contextos educativos e digitais para corrigir a sub-representação visual de África. O texto destaca que a escolha de um mapa não é um ato neutro, funcionando antes como uma ferramenta de pensamento crítico e literacia mediática. No contexto escolar português, o artigo propõe utilizar este caso prático para ensinar os alunos a questionar a objetividade das representações geográficas e a influência destas na nossa perceção do mundo. A iniciativa sublinha que, embora o mapa de Mercator seja útil para a navegação, a sua escala desproporcional reforça preconceitos que as Nações Unidas pretendem agora mitigar através de uma cartografia mais equitativa.

  • September 6 · 19 min

    A mentira visual do nosso mapa-múndi

    Durante quatro séculos e meio, qualquer aluno que abrisse um mapa-múndi viu a Gronelândia quase do tamanho de África, sem que ninguém alguma vez lhe tivesse dito que isso era falso. Na sexta-feira, dia 4 de setembro de 2026, a Assembleia-Geral das Nações Unidas votou para começar a mudar isso. A resolução não reescreve fronteiras nem obriga ninguém a nada — mas dá à escola portuguesa um exemplo concreto, recente e visualmente evidente de uma ideia que a Cidadania e Desenvolvimento tenta ensinar há anos: nenhuma representação do mundo é neutra, nem sequer a que está pendurada na parede da sala de aula desde sempre.

  • September 6 · 7 min

    Menos ecrãs não é a resposta: o que a APA recomenda às escolas sobre tecnologia educativa

    Nos últimos dez anos, a discussão sobre tecnologia nas escolas costuma reduzir-se a uma única pergunta: quantas horas de ecrã são demasiadas? A American Psychological Association acaba de publicar um relatório que muda a pergunta. Não é quanto tempo, dizem os autores — é o quê, para quê, com quem e em vez de quê. E há uma frase que resume todo o argumento: uma criança pode estar completamente entretida com uma aplicação e não estar a aprender nada com ela.

  • September 6 · 27 min

    Tempo de ecrã é uma métrica vazia

    O relatório da American Psychological Association (APA), juntamente com a cobertura da Wired e da Chalkbeat, propõe uma mudança de paradigma sobre a tecnologia educativa. Em vez de focar apenas no tempo de ecrã, as fontes defendem que a eficácia pedagógica depende da qualidade da atividade e do que esta substitui no quotidiano dos alunos. O documento sublinha que o entusiasmo ou entretenimento com uma aplicação não garantem a aprendizagem real, sendo necessário avaliar a retenção de conhecimento fora do ambiente digital. Existe uma recomendação de cautela redobrada com a inteligência artificial generativa, que pode polir resultados imediatos mas prejudicar o desenvolvimento do pensamento independente. O papel dos adultos e educadores continua a ser essencial para mediar estas ferramentas e evitar distrações desnecessárias. Em suma, as fontes apelam a decisões escolares baseadas em evidência científica e não em promessas de marketing tecnológico.

  • September 4 · 25 min

    Ler o mundo em múltiplos formatos: multiliteracias na era da inteligência artificial

    A definição de «saber ler» já mudou pelo menos sete vezes desde 1946 — do decifrar ao emancipar, do texto único às multiliteracias. Uma conferência que Ana Paula Ferreira e Jorge Borges apresentam esta semana em Seia percorre essa história para chegar a uma pergunta muito concreta para qualquer sala de aula portuguesa: que parte do pensamento dos alunos estamos, hoje, dispostos a delegar a uma máquina? Um aluno pode passar, no mesmo minuto, de uma legenda a um vídeo, de um parágrafo a uma palavra pesquisada, de uma nova janela a uma pergunta feita a um assistente de inteligência artificial — e receber, em segundos, uma síntese que nunca chegou a construir sozinho. Nenhuma destas mudanças é, em si, um problema; o problema é que a escola continua, muitas vezes, a fazer a estes alunos as mesmas quatro perguntas de sempre sobre um texto, quando aquilo que têm hoje à frente já não é bem um texto — é um ecossistema informacional inteiro, com autores, algoritmos e modelos de linguagem a decidir, a cada instante, o que lhes aparece primeiro.

  • September 4 · 8 min

    Multiliteracias na era da IA

    Onde se explora a evolução da literacia e o papel fundamental da escola na era da inteligência artificial. Os autores defendem que saber ler hoje ultrapassa a descodificação de texto, exigindo a capacidade de interpretar múltiplos formatos e compreender a mediação algorítmica que molda a informação. É enfatizada a necessidade de alternar entre a leitura rápida de triagem e a leitura profunda, essencial para o pensamento crítico e a construção de conhecimento sólido. O debate centra-se na questão do que o ser humano não deve delegar às máquinas, como o julgamento, a argumentação e a responsabilidade da autoria. Propõe-se que a IA seja utilizada como um objeto de análise crítica e que o ensino se foque na transparência dos processos intelectuais. Em última análise, a missão educativa passa por preparar os alunos para atribuir sentido humano a um mundo digitalmente complexo.

  • September 3 · 2 min

    O que são os Gems do Gemini

    Os Gems do Google Gemini são assistentes de inteligência artificial personalizados e reutilizáveis, criados para automatizar tarefas repetitivas e atuar como especialistas em áreas específicas. Semelhantes aos GPTs personalizados do ChatGPT, eles permitem guardar instruções detalhadas, definir um tom de voz ou persona e até adicionar bases de conhecimento (como documentos ou links) para que o Gemini responda exatamente como precisa.

  • August 29 · 8 min

    O colapso da confiança

    Durante quase um quarto de século, uma sala de professores portuguesa pôde dar como garantido que, algures entre uma notícia e a sua partilha nas redes sociais, alguém profissionalizado estava a verificar factos. Essa garantia está a desfazer-se, e não por um único motivo: as grandes plataformas retiraram o apoio institucional a essa função, a inteligência artificial que a devia substituir falha com uma confiança perturbadora, e as alternativas comunitárias, por mais promissoras que sejam, chegam quase sempre depois de o dano estar feito. Para quem ensina Cidadania e Desenvolvimento, Filosofia ou Português, ou simplesmente lida todos os dias com alunos que aprendem sobre o mundo através de um ecrã, esta mudança silenciosa no encanamento da informação importa tanto ou mais do que qualquer conteúdo curricular sobre desinformação.

  • August 29 · 25 min

    O colapso da confiança nos factos...

    Onde se analisa o colapso da confiança nos factos perante a redução do apoio das plataformas tecnológicas aos verificadores independentes. Os autores examinam a transição dos métodos tradicionais para novas abordagens de verificação, comparando a precisão humana com a rapidez falível da inteligência artificial e o contexto das notas comunitárias. Atualmente, nenhum sistema isolado consegue equilibrar perfeitamente a velocidade, a transparência e a fidedignidade necessárias para combater a desinformação. Argumenta-se que a literacia mediática deve agora incluir a compreensão da governação das plataformas, revelando quem decide o que é verdade. Perante a proliferação de conteúdos gerados por IA, a análise humana permanece indispensável enquanto as ferramentas automáticas não garantirem explicações convincentes. O artigo conclui que a preservação de factos partilhados é essencial para a estabilidade democrática e para a tomada de decisões informadas na era digital.

  • August 27 · 8 min

    Correção Assistida por IA

    Nas escolas portuguesas, a discussão sobre inteligência artificial costuma oscilar entre o entusiasmo pelas novas ferramentas generativas e o receio de perder o controlo sobre a avaliação. Ao mesmo tempo, relatórios como o eu kids online 2026 mostram que muitos alunos já usam ia para escrever textos, resumir documentos e tentar obter melhores notas, o que aumenta a pressão sobre a integridade das provas e dos critérios de correção.jfborges+1 Neste contexto, a ideia de “correção de testes assistida por ia” pode parecer, à primeira vista, um passo rumo à automatização das notas. No entanto, a proposta que aqui se apresenta segue o princípio oposto: usar a ia apenas para apoiar tarefas mecânicas e repetitivas, preservando a centralidade do julgamento profissional do professor e da transparência perante alunos e famílias.

  • August 27 · 45 min

    Correção segura de testes manuscritos com IA

    A correção de testes é uma das tarefas mais exigentes e invisíveis do trabalho docente, sobretudo em turmas numerosas. A correção assistida por inteligência artificial pode ajudar a reduzir trabalho repetitivo, desde que a rubrica continue a ser do professor, os dados dos alunos sejam protegidos e a decisão final permaneça humana. Este artigo propõe um modelo prudente, alinhado com o regulamento geral sobre a proteção de dados e com o regulamento europeu de ia, pensado para escolas portuguesas que querem experimentar sem correr à frente da ética e da lei.Guiao_de_apresentacao_-_Correcao_de_testes_assistida_por_IA.pdf+1europa+1

Showing 21–32 of 32 episodes