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Hoje

PÚBLICO

O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.

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  • 85 episodes
  • daily
  • Avg 16 min
  • Portuguese
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  • S1 · E17
    August 18 · 14 min

    Há uma médica portuguesa a combater o pior surto de ébola no Congo

    Rita Magano, médica infecciologista, chegou à República Democrática do Congo para combater o surto de ébola que se tornou o mais letal de sempre no país, com 2.325 mortes confirmadas, de acordo com os últimos dados das autoridades congolesas. No terreno, as equipas enfrentam um elevado número de doentes e falta de espaço nos centros de tratamento. A resposta também foi dificultada pela demora na declaração do surto, atrasos nos testes de diagnóstico e a desinformação. Neste episódio do Hoje, ouvimos Rita Magano e conversamos com Tiago Ramalho, jornalista de Ciência do PÚBLICO, que tem acompanhado a evolução do surto. Vamos entender o que está a acontecer no Congo, porque é que o surto se tornou tão grave e porque devemos olhar para esta epidemia mesmo estando a milhares de quilómetros de distância. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E16
    August 17 · 15 min

    Carneiro ou Montenegro, quem leva a melhor na rentrée política?

    O PS regressou à estrada política em Olhão, com José Luís Carneiro a recuperar uma referência de António Guterres e da maioria socialista de 1995, mas o discurso esteve sobretudo virado para o presente e para o Governo de Luís Montenegro. O secretário-geral socialista atacou em várias frentes, com destaque para o apagão, os incêndios do ano passado, as tempestades e a polémica dos exames nacionais. Carneiro questionou ainda Montenegro sobre a entrada do Estado na REN e pediu respostas ao primeiro-ministro. Já sobre o caso Luís Neves, o líder socialista optou por pedir “sentido de Estado” a Montenegro, num momento em que o Governo enfrenta várias perguntas sobre o processo. Depois do Pontal e de Olhão, quem conseguiu marcar melhor esta rentrée política? Neste episódio do Hoje, Filipe Santa-Bárbara, jornalista de Política do PÚBLICO, analisa o discurso de José Luís Carneiro e o que revela sobre a relação de forças entre PSD e PS. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E15
    August 14 · 17 min

    Que Montenegro chega à rentrée do PSD no Pontal?

    O PSD regressa à actividade política com a tradicional Festa do Pontal, que este ano assinala 50 anos. É uma espécie de rentrée para Luís Montenegro, apesar de não ter parado para férias, depois de um verão marcado por vários temas difíceis para o Governo. O caso Luís Neves e a polémica em torno dos exames nacionais são dois dos problemas que o primeiro-ministro leva para o Algarve. Ao mesmo tempo, o líder do PSD precisa de preparar o novo ciclo político e de definir as prioridades do Governo para os próximos meses. Neste episódio do Hoje, falamos com Filipe Santa-Bárbara, jornalista do PÚBLICO que acompanha o PSD e o Governo e está no Pontal, para perceber o momento político de Montenegro, o que pode estar em jogo nesta rentrée e que sinais pode Montenegro deixar para os próximos meses. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E14
    August 13 · 16 min

    Pode Alexandria Ocasio-Cortez chegar à presidência dos EUA em 2028?

    Alexandria Ocasio-Cortez voltou a colocar o seu nome na discussão sobre a corrida à Casa Branca. Numa entrevista à ABC News, a congressista democrata não descartou uma candidatura à presidência em 2028, dizendo que tanto essa hipótese como uma corrida ao Senado estão em aberto. As declarações surgem depois de uma sondagem a colocar AOC como favorita entre possíveis candidatos democratas. A eventual candidatura teria de passar por uma disputa dentro do próprio partido, enquanto os republicanos já começam a olhar para a congressista como uma possível adversária. As declarações surgem também depois de Ocasio-Cortez ter anunciado que iniciou um processo de congelamento de óvulos para preservação da fertilidade. É uma decisão pessoal que foi tornada pública num momento em que a sua eventual candidatura começa a ser discutida. Neste episódio do Hoje, falamos com Daniela Melo, especialista em política norte-americana e professora de Ciências Sociais na Universidade de Boston, sobre as ambições de AOC, as suas hipóteses dentro do Partido Democrata e o que estas declarações significam para a corrida presidencial de 2028. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E13
    August 12 · 16 min

    O que há a saber sobre o eclipse, incluindo onde procurar óculos certificados

    Esta quarta-feira o Sol vai desaparecer durante alguns minutos. Um eclipse solar total será visível em Portugal mas também em Espanha, Gronelândia e Islândia, num dos fenómenos astronómicos mais aguardados do ano. Neste episódio do Hoje, explicamos o que vai acontecer, onde será possível ter melhores condições de observação e quais os cuidados a ter. Conversamos com Pedro Ré, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e presidente da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores, que explica como observar e fotografar o eclipse em segurança e o que podemos esperar deste fenómeno. Falamos também dos óculos certificados para observação do eclipse, que ainda podem ser encontrados em alguns locais oficiais. A jornalista do PÚBLICO Filipa Almeida Mendes também nos deu conta de um mercado paralelo com óculos a serem vendidos a 100 euros em algumas plataformas online. E há ainda quem já tenha alguma experiência com eclipses. O jornalista do PÚBLICO Pedro Guerreiro esteve nos Estados Unidos para acompanhar o eclipse total de 2024 e voltou a viajar agora para Espanha. Ele deixou claro que foi "a coisa mais bonita" que já viu na vida e, por isso, não quis perder esta nova oportunidade. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E12
    August 11 · 16 min

    David Santiago: Investigações “criam uma cerca sanitária em torno de Luís Neves”

    A polémica em torno de Luís Neves ganhou um novo capítulo esta segunda-feira depois da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, ter defendido publicamente a auditoria à Polícia Judiciária, garantido não existir interferência do Governo. Também Luís Montenegro considera que é necessário esclarecer as dúvidas que continuam em torno da actuação do antigo director da PJ. O actual director da polícia, Carlos Cabreiro, falou pela primeira vez, esta segunda-feira, desde que se soube da auditoria, afirmando que serão apuradas todas as responsabilidades. O coro de declarações surge numa altura em que decorrem várias investigações. Há um inquérito do Ministério Público, o Tribunal de Contas também vai julgar o caso e a ministra da Justiça mandou auditar a PJ e abriu uma avaliação interna. Luís Neves continua a afirmar que está tranquilo e que é o primeiro a pedir que tudo seja investigado. Neste episódio, falamos com David Santiago, editor de Política do PÚBLICO, para perceber até onde pode ir o desgaste político de Luís Neves e, por arrasto, do próprio Governo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E11
    August 10 · 17 min

    Como é que um motor de um helicóptero liga Portugal a uma investigação do FBI?

    Tudo começou com a tentativa de compra de um motor de um helicóptero avaliado em cerca de 200 mil dólares. A partir dessa operação, os investigadores norte-americanos seguiram o rasto de pagamentos, emails e intermediários e chegaram à Business United, uma empresa portuguesa. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acredita que a empresa terá sido usada como plataforma para operações destinadas ao Irão, numa alegada tentativa de contornar as sanções norte-americanas. A investigação envolve vários países e empresas e está na origem de uma acção civil para confiscar o motor. A investigação do PÚBLICO identificou também Miguel Frasquilho como um dos conselheiros estratégicos apresentados pela Business United, apesar do nome do antigo secretário de Estado do Tesouro, ex-presidente da AICEP e antigo chairman da TAP não surgir nos documentos do FBI. Neste episódio, conversamos com Paulo Curado, o jornalista do PÚBLICO que investigou o caso, e que explica o que está nos documentos do FBI, como se desenvolveu a investigação e porque é que uma empresa portuguesa acabou por surgir neste processo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E10
    August 7 · 15 min

    As estradas portuguesas continuam a matar. O que está a falhar?

    Ano após ano, Agosto é o mês mais mortal nas estradas portuguesas mas o problema vai muito além do verão. Na última década, Portugal estagnou no número de pessoas que morrem em acidentes rodoviários. Em 2015 registaram-se 593 vítimas mortais. Em 2025, foram 589. É uma redução de 0,7%, o pior desempenho entre os países da União Europeia que conseguiram diminuir a mortalidade rodoviária no mesmo período. Os sinais mais recentes também não são animadores. Os indicadores de sinistralidade têm vindo a agravar-se e os dados já conhecidos de 2026 apontam, para já, para mais acidentes, mais feridos graves e mais vítimas mortais. Ao mesmo tempo, Portugal chega atrasado à implementação da nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada apenas este ano, apesar de dever estar em vigor desde 2020. O objectivo é reduzir para metade o número de mortos nas estradas até 2030, uma meta que parece cada vez mais difícil de cumprir, à luz dos números actuais. Neste episódio do Hoje, conversamos com João Pedro Pincha, o jornalista do PÚBLICO que analisou os dados para perceber porque é que Portugal continua praticamente parado no combate à sinistralidade rodoviária, o que explica este atraso face a outros países europeus e o que está a ser feito para inverter a tendência. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E9
    August 6 · 14 min

    Transparência salarial: quando será possível saber os salários dos colegas?

    Portugal já devia ter transposto a directiva europeia da transparência salarial, mas o prazo terminou a 7 de Junho e a legislação continua por aprovar. O atraso pode levar à abertura de um processo de infracção por parte da Comissão Europeia, mas as mudanças previstas acabam por chegar. Uma das novidades mais visíveis será no recrutamento. Antes de aceitar um emprego, os candidatos terão de conhecer o salário ou o intervalo salarial previsto para a função. Além disso, os empregadores deixam de poder perguntar quanto ganham ou quanto recebiam no emprego anterior. As alterações não se ficam pela fase de contratação. Os trabalhadores passam a ter direito a pedir informação sobre os critérios de remuneração e sobre os níveis salariais praticados na empresa, organizados por género, enquanto as empresas de maior dimensão ficam obrigadas a reportar eventuais disparidades salariais entre homens e mulheres. Mas será que isso significa que vamos passar a saber quanto ganham os colegas? E a transparência será suficiente para corrigir desigualdades salariais? Neste episódio do Hoje, conversamos com um jornalista da secção de Economia do PÚBLICO Victor Ferreira para fazer um ponto de situação sobre o atraso de Portugal e entender o que muda quando estas regras entrarem em vigor. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E8
    August 5 · 17 min

    Como um drone português na Ucrânia ajuda a explicar a guerra moderna

    A Rússia anunciou esta semana a captura de um drone AR3, da empresa portuguesa Tekever, que estava a ser utilizado pela Ucrânia. O aparelho foi enviado para um instituto de investigação russo, onde será analisado por especialistas. Com base neste caso, o Hoje olha para a importância que os drones ganharam num conflito que tem servido de laboratório para novas tecnologias militares. Se, durante décadas, o poder de um exército se media pelo número de carros de combate, aviões ou navios, a guerra na Ucrânia mostrou que pequenos aparelhos não tripulados podem desempenhar um papel decisivo. São usados para reconhecimento, vigilância, identificação de alvos e apoio às operações no terreno mas também para ataque. Ao mesmo tempo, obrigam a uma corrida permanente entre quem desenvolve novas capacidades e quem procura formas de as neutralizar. Neste episódio do Hoje, conversamos com dois especialistas portugueses em drones: João Tasso, coordenador do Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Dário Pedro, fundador da Beyond Vision, empresa portuguesa fabricante de drones. ​ See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E7
    August 4 · 17 min

    Manosfera: o que liga o ginásio à misoginia e teorias da conspiração?

    À primeira vista, são vídeos sobre musculação, alimentação ou disciplina dirigidos sobretudo a homens que procuram melhorar a condição física ou ganhar massa muscular, mas alguns utilizadores das redes sociais têm usado o fitness como ponto de partida para outro tipo de discurso. Uma investigação do Público analisou uma centena de perfis no TikTok e concluiu que todos cruzavam o universo do ginásio com, pelo menos, uma destas dimensões: masculinidade tóxica, religião, extrema-direita ou anti-semitismo. O trabalho mostra como estes temas se reforçam mutuamente e como o algoritmo pode expor os utilizadores, de forma gradual, a conteúdos cada vez mais ideológicos. Neste episódio do Hoje, conversamos com João Pinhal, jornalista do PÚBLICO, que investigou este fenómeno para perceber como funciona a chamada "manosfera" e porque é que o ginásio se tornou uma das suas principais portas de entrada. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E6
    August 3 · 16 min

    Ceuta: quando a migração se torna uma arma geopolítica

    Mais de 60 mil pessoas chegaram a Ceuta vindas de Marrocos nos últimos dias, naquela que é a maior crise migratória na fronteira entre os dois países desde 2021. A crise provocou mais de 70 mortos, obrigou Espanha a reforçar a segurança na fronteira e desencadeou uma disputa política, tanto em Madrid como em Ceuta, com a deslocação de dirigentes da direita e da extrema-direita a Ceuta. As causas da vaga de entradas continuam a ser discutidas. Entre os factores apontados estão uma recente decisão do Tribunal Supremo espanhol sobre as chamadas "devoluções a quente", que alterou a forma como devem ser tratados os migrantes que chegam a nado a Ceuta. Além disso, o contexto diplomático entre Espanha, Marrocos e Argélia, marcado pela visita de Pedro Sánchez a Argel poucos dias antes da crise, é também apontado como um dos factores que ajudam a enquadrar este episódio. Mas este episódio levanta uma questão que vai muito além da gestão das fronteiras. Estão os fluxos migratórios a ser usados como instrumento de pressão política? E o que revela o caso de Ceuta sobre a estratégia de países vizinhos da União Europeia e sobre a vulnerabilidade da política migratória europeia? Neste episódio do Hoje, ouvimos o relato da enviada especial do PÚBLICO a Ceuta, Leonor Alhinho, e conversamos com Jorge Malheiros, professor da Universidade de Lisboa e especialista em geografia humana e migrações, para perceber porque é as migrações podem ser usadas como uma arma geopolítica. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E5
    July 31 · 17 min

    Crédito à habitação: regras apertam mas há boas notícias para quem tem 30-35 anos

    Comprar casa com recurso a crédito à habitação vai mudar a partir de 1 de Agosto, altura em que entram em vigor novas regras do Banco de Portugal (BdP) para a concessão de empréstimos. São quatro as principais alterações, mas a que pode fazer mais diferença é a da taxa de esforço. O limite recomendado baixa de 50% para 45%, o que significa que os bancos passam a ter menos margem para aprovar créditos acima desse valor. Há também mudanças no prazo máximo dos empréstimos. Quem tem entre 30 e 35 anos passa a poder contratar crédito por um período mais longo, o que pode reduzir a prestação mensal, embora aumente o total de juros pagos ao longo do contrato. Além disso, os bancos deixam de poder financiar a 100% a compra de imóveis que sejam sua propriedade. Por último, a recomendação do BdP deixa de abranger os contratos de leasing imobiliário, passando a aplicar-se apenas à locação financeira de bens móveis, como os automóveis. O que muda, afinal, para quem quer comprar casa? É isso que explicamos neste episódio do Hoje com Diogo Cavaleiro, jornalista de Economia do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E4
    July 30 · 18 min

    Luís Neves falou. Chega para travar a crise?

    Depois de semanas de silêncio, Luís Neves deu finalmente explicações. Numa conferência de imprensa de cerca de 50 minutos, o ministro da Administração Interna respondeu às três polémicas que marcaram os últimos dias: as obras numa propriedade em Odemira, a gestão de um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária e a entrega tardia da declaração de rendimentos. Luís Neves admitiu erros na propriedade em Odemira e afastou a demissão: "Estou coeso, empoderado e motivado". As explicações não convenceram a oposição mas deixaram uma pergunta em aberto. São suficientes para fechar este caso? É isso que tentamos perceber neste episódio do Hoje com David Santiago, editor de Política do PÚBLICO. Depois de quase uma hora de explicações, Luís Neves está em melhores condições para seguir em frente ou ficou politicamente mais fragilizado? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E3
    July 29 · 17 min

    O que se passa na Ucrânia? O embate entre a velha guarda soviética e a nova geração

    Nas últimas semanas, milhares de ucranianos saíram à rua para contestar as mudanças anunciadas pelo presidente ucraniano. Os protestos começaram depois da demissão de Mykhailo Fedorov do cargo de ministro da Defesa, uma decisão que acabou por precipitar também a substituição do comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. À primeira vista, parecia apenas mais uma remodelação na liderança militar da Ucrânia, mas a decisão de Volodymyr Zelensky de substituir o comandante-cehfe das Forças Armadas acabou por expor um debate muito mais profundo, relacionado com duas visões distintas da guerra. De um lado está uma geração de comandantes formada na tradição militar soviética, que privilegia estruturas de comando centralizadas, a artilharia, os carros de combate e uma cadeia hierárquica rígida. Do outro está uma geração mais jovem de oficiais, engenheiros e responsáveis pela inovação tecnológica, que defende uma guerra mais flexível, assente na utilização massiva de drones, software, inteligência artificial e decisões tomadas mais perto do terreno. Para perceber o que está em causa, há três nomes a reter. Oleksandr Syrskyi era, até há poucos dias, o comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas. Formado na tradição militar soviética, representava uma forma mais clássica de comandar o exército. O seu sucessor é Mykhailo Drapatyi, o major-general escolhido por Zelensky para liderar as Forças Armadas e visto como representante de uma geração mais nova de militares. O terceiro protagonista é Mykhailo Fedorov. Não é militar, mas foi o rosto da aposta da Ucrânia nos drones e na modernização tecnológica do exército. Neste episódio, conversamos com o Tenente-General Marco Serronha, especialista em assuntos militares, para perceber o que está realmente em causa e porque é que esta discussão pode ajudar a explicar o futuro da guerra na Ucrânia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E2
    July 28 · 14 min

    “Nunca passei por nada assim." O que está a acontecer nos incêndios em França?

    França está a enfrentar um dos incêndios florestais mais graves da sua história recente, numa região onde este tipo de fenómeno extremo era, até há pouco tempo, menos frequente. A região de Bordéus está no centro da crise, com mais de 220 mil pessoas retiradas de casa, milhares de bombeiros mobilizados e dezenas de milhares de hectares consumidos pelas chamas. Apesar de França ter um historial de fogos, sobretudo na zona do Mediterrâneo, a dimensão e o comportamento deste incêndio na Gironda surpreenderam as autoridades. Entre as populações afectadas estão também milhares de portugueses e luso-descendentes que vivem naquela região. O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a situação como "totalmente inédita" e alertou que "as próximas semanas serão difíceis", numa altura em que as autoridades continuam a tentar controlar um incêndio de comportamento extremo. Neste episódio do HOJE, ouvimos o relato de quem está a viver esta situação no terreno e tentamos perceber porque é que França está a enfrentar um fenómeno que durante muito tempo parecia associado sobretudo a outros países do sul da Europa. Falamos também com Leonor Alhinho, jornalista do PÚBLICO e com o especialista em incêndios Xavier Viegas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E1
    July 27 · 22 min

    “Só me quero ir embora daqui”: Daniela, uma marinheira portuguesa retida em Ormuz

    O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes. Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair. “Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito. Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • July 26 · 32 sec

    O P24 agora é Hoje

    O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E138
    July 24 · 9 min

    P24 chega ao fim. Hoje, com Sara de Melo Rocha, começa segunda-feira

    Foi uma aventura diária de quase dois mil episódios. Depois de sete anos com a marca P24, a partir de segunda-feira, o podcast das manhãs do PÚBLICO vai mudar. O P24 chega ao fim e passa a ter um novo modelo, um novo nome - Hoje - e um novo rosto: Sara de Melo Rocha. Neste episódio especial do P24, conhecemos a Sara e antecipamos o que vai ser o novo Hoje. A partir de segunda-feira, 27 de Julho, vai poder ouvir o Hoje no mesmo sítio onde habitualmente ouvia o P24. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E137
    July 23 · 18 min

    EUA atacam, Irão retalia e a guerra continua até quando?

    A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em países do Golfo. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA irão continuar a atacar o Irão enquanto este tentar exercer o controlo sobre o estreito de Ormuz e o presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o país está em guerra total. Esta guerra, que ambas as partes pretendem prolongar, vai adquirir maiores repercussões económicas caso os Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, bloqueiem a rota do mar Vermelho como percurso alternativo para o petróleo, em particular para a Arábia Saudita. O Pentágono já gastou 37,5 milhões de dólares nesta guerra, como acabamos de ouvir, e o secretário de Estado Pete Hegseth foi ao senado pedir um reforço de verbas. O conflito é cada vez mais oneroso para os EUA e poderá tornar-se politicamente insustentável se o aumento dos preços da energia começar a afectar seriamente o custo de vida dos cidadãos, diz Tiago André Lopes, o nosso convidado de hoje. Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, acrescenta que, neste mundo bizarro, estamos perante a possibilidade de assistirmos a uma nova geração de conflitos congelados, para os quais não existem soluções diplomáticas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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