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Hoje

PÚBLICO

O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.

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  • 38 episodes
  • daily
  • Avg 16 min
  • Portuguese
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  • S1 · E10
    August 7 · 15 min

    As estradas portuguesas continuam a matar. O que está a falhar?

    Ano após ano, Agosto é o mês mais mortal nas estradas portuguesas mas o problema vai muito além do verão. Na última década, Portugal estagnou no número de pessoas que morrem em acidentes rodoviários. Em 2015 registaram-se 593 vítimas mortais. Em 2025, foram 589. É uma redução de 0,7%, o pior desempenho entre os países da União Europeia que conseguiram diminuir a mortalidade rodoviária no mesmo período. Os sinais mais recentes também não são animadores. Os indicadores de sinistralidade têm vindo a agravar-se e os dados já conhecidos de 2026 apontam, para já, para mais acidentes, mais feridos graves e mais vítimas mortais. Ao mesmo tempo, Portugal chega atrasado à implementação da nova Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária, aprovada apenas este ano, apesar de dever estar em vigor desde 2020. O objectivo é reduzir para metade o número de mortos nas estradas até 2030, uma meta que parece cada vez mais difícil de cumprir, à luz dos números actuais. Neste episódio do Hoje, conversamos com João Pedro Pincha, o jornalista do PÚBLICO que analisou os dados para perceber porque é que Portugal continua praticamente parado no combate à sinistralidade rodoviária, o que explica este atraso face a outros países europeus e o que está a ser feito para inverter a tendência. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E9
    August 6 · 14 min

    Transparência salarial: quando será possível saber os salários dos colegas?

    Portugal já devia ter transposto a directiva europeia da transparência salarial, mas o prazo terminou a 7 de Junho e a legislação continua por aprovar. O atraso pode levar à abertura de um processo de infracção por parte da Comissão Europeia, mas as mudanças previstas acabam por chegar. Uma das novidades mais visíveis será no recrutamento. Antes de aceitar um emprego, os candidatos terão de conhecer o salário ou o intervalo salarial previsto para a função. Além disso, os empregadores deixam de poder perguntar quanto ganham ou quanto recebiam no emprego anterior. As alterações não se ficam pela fase de contratação. Os trabalhadores passam a ter direito a pedir informação sobre os critérios de remuneração e sobre os níveis salariais praticados na empresa, organizados por género, enquanto as empresas de maior dimensão ficam obrigadas a reportar eventuais disparidades salariais entre homens e mulheres. Mas será que isso significa que vamos passar a saber quanto ganham os colegas? E a transparência será suficiente para corrigir desigualdades salariais? Neste episódio do Hoje, conversamos com um jornalista da secção de Economia do PÚBLICO Victor Ferreira para fazer um ponto de situação sobre o atraso de Portugal e entender o que muda quando estas regras entrarem em vigor. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E8
    August 5 · 17 min

    Como um drone português na Ucrânia ajuda a explicar a guerra moderna

    A Rússia anunciou esta semana a captura de um drone AR3, da empresa portuguesa Tekever, que estava a ser utilizado pela Ucrânia. O aparelho foi enviado para um instituto de investigação russo, onde será analisado por especialistas. Com base neste caso, o Hoje olha para a importância que os drones ganharam num conflito que tem servido de laboratório para novas tecnologias militares. Se, durante décadas, o poder de um exército se media pelo número de carros de combate, aviões ou navios, a guerra na Ucrânia mostrou que pequenos aparelhos não tripulados podem desempenhar um papel decisivo. São usados para reconhecimento, vigilância, identificação de alvos e apoio às operações no terreno mas também para ataque. Ao mesmo tempo, obrigam a uma corrida permanente entre quem desenvolve novas capacidades e quem procura formas de as neutralizar. Neste episódio do Hoje, conversamos com dois especialistas portugueses em drones: João Tasso, coordenador do Laboratório de Sistemas e Tecnologia Subaquática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Dário Pedro, fundador da Beyond Vision, empresa portuguesa fabricante de drones. ​ See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E7
    August 4 · 17 min

    Manosfera: o que liga o ginásio à misoginia e teorias da conspiração?

    À primeira vista, são vídeos sobre musculação, alimentação ou disciplina dirigidos sobretudo a homens que procuram melhorar a condição física ou ganhar massa muscular, mas alguns utilizadores das redes sociais têm usado o fitness como ponto de partida para outro tipo de discurso. Uma investigação do Público analisou uma centena de perfis no TikTok e concluiu que todos cruzavam o universo do ginásio com, pelo menos, uma destas dimensões: masculinidade tóxica, religião, extrema-direita ou anti-semitismo. O trabalho mostra como estes temas se reforçam mutuamente e como o algoritmo pode expor os utilizadores, de forma gradual, a conteúdos cada vez mais ideológicos. Neste episódio do Hoje, conversamos com João Pinhal, jornalista do PÚBLICO, que investigou este fenómeno para perceber como funciona a chamada "manosfera" e porque é que o ginásio se tornou uma das suas principais portas de entrada. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E6
    August 3 · 16 min

    Ceuta: quando a migração se torna uma arma geopolítica

    Mais de 60 mil pessoas chegaram a Ceuta vindas de Marrocos nos últimos dias, naquela que é a maior crise migratória na fronteira entre os dois países desde 2021. A crise provocou mais de 70 mortos, obrigou Espanha a reforçar a segurança na fronteira e desencadeou uma disputa política, tanto em Madrid como em Ceuta, com a deslocação de dirigentes da direita e da extrema-direita a Ceuta. As causas da vaga de entradas continuam a ser discutidas. Entre os factores apontados estão uma recente decisão do Tribunal Supremo espanhol sobre as chamadas "devoluções a quente", que alterou a forma como devem ser tratados os migrantes que chegam a nado a Ceuta. Além disso, o contexto diplomático entre Espanha, Marrocos e Argélia, marcado pela visita de Pedro Sánchez a Argel poucos dias antes da crise, é também apontado como um dos factores que ajudam a enquadrar este episódio. Mas este episódio levanta uma questão que vai muito além da gestão das fronteiras. Estão os fluxos migratórios a ser usados como instrumento de pressão política? E o que revela o caso de Ceuta sobre a estratégia de países vizinhos da União Europeia e sobre a vulnerabilidade da política migratória europeia? Neste episódio do Hoje, ouvimos o relato da enviada especial do PÚBLICO a Ceuta, Leonor Alhinho, e conversamos com Jorge Malheiros, professor da Universidade de Lisboa e especialista em geografia humana e migrações, para perceber porque é as migrações podem ser usadas como uma arma geopolítica. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E5
    July 31 · 17 min

    Crédito à habitação: regras apertam mas há boas notícias para quem tem 30-35 anos

    Comprar casa com recurso a crédito à habitação vai mudar a partir de 1 de Agosto, altura em que entram em vigor novas regras do Banco de Portugal (BdP) para a concessão de empréstimos. São quatro as principais alterações, mas a que pode fazer mais diferença é a da taxa de esforço. O limite recomendado baixa de 50% para 45%, o que significa que os bancos passam a ter menos margem para aprovar créditos acima desse valor. Há também mudanças no prazo máximo dos empréstimos. Quem tem entre 30 e 35 anos passa a poder contratar crédito por um período mais longo, o que pode reduzir a prestação mensal, embora aumente o total de juros pagos ao longo do contrato. Além disso, os bancos deixam de poder financiar a 100% a compra de imóveis que sejam sua propriedade. Por último, a recomendação do BdP deixa de abranger os contratos de leasing imobiliário, passando a aplicar-se apenas à locação financeira de bens móveis, como os automóveis. O que muda, afinal, para quem quer comprar casa? É isso que explicamos neste episódio do Hoje com Diogo Cavaleiro, jornalista de Economia do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E4
    July 30 · 18 min

    Luís Neves falou. Chega para travar a crise?

    Depois de semanas de silêncio, Luís Neves deu finalmente explicações. Numa conferência de imprensa de cerca de 50 minutos, o ministro da Administração Interna respondeu às três polémicas que marcaram os últimos dias: as obras numa propriedade em Odemira, a gestão de um atrelado apreendido pela Polícia Judiciária e a entrega tardia da declaração de rendimentos. Luís Neves admitiu erros na propriedade em Odemira e afastou a demissão: "Estou coeso, empoderado e motivado". As explicações não convenceram a oposição mas deixaram uma pergunta em aberto. São suficientes para fechar este caso? É isso que tentamos perceber neste episódio do Hoje com David Santiago, editor de Política do PÚBLICO. Depois de quase uma hora de explicações, Luís Neves está em melhores condições para seguir em frente ou ficou politicamente mais fragilizado? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E3
    July 29 · 17 min

    O que se passa na Ucrânia? O embate entre a velha guarda soviética e a nova geração

    Nas últimas semanas, milhares de ucranianos saíram à rua para contestar as mudanças anunciadas pelo presidente ucraniano. Os protestos começaram depois da demissão de Mykhailo Fedorov do cargo de ministro da Defesa, uma decisão que acabou por precipitar também a substituição do comandante das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi. À primeira vista, parecia apenas mais uma remodelação na liderança militar da Ucrânia, mas a decisão de Volodymyr Zelensky de substituir o comandante-cehfe das Forças Armadas acabou por expor um debate muito mais profundo, relacionado com duas visões distintas da guerra. De um lado está uma geração de comandantes formada na tradição militar soviética, que privilegia estruturas de comando centralizadas, a artilharia, os carros de combate e uma cadeia hierárquica rígida. Do outro está uma geração mais jovem de oficiais, engenheiros e responsáveis pela inovação tecnológica, que defende uma guerra mais flexível, assente na utilização massiva de drones, software, inteligência artificial e decisões tomadas mais perto do terreno. Para perceber o que está em causa, há três nomes a reter. Oleksandr Syrskyi era, até há poucos dias, o comandante-chefe das Forças Armadas ucranianas. Formado na tradição militar soviética, representava uma forma mais clássica de comandar o exército. O seu sucessor é Mykhailo Drapatyi, o major-general escolhido por Zelensky para liderar as Forças Armadas e visto como representante de uma geração mais nova de militares. O terceiro protagonista é Mykhailo Fedorov. Não é militar, mas foi o rosto da aposta da Ucrânia nos drones e na modernização tecnológica do exército. Neste episódio, conversamos com o Tenente-General Marco Serronha, especialista em assuntos militares, para perceber o que está realmente em causa e porque é que esta discussão pode ajudar a explicar o futuro da guerra na Ucrânia. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E2
    July 28 · 14 min

    “Nunca passei por nada assim." O que está a acontecer nos incêndios em França?

    França está a enfrentar um dos incêndios florestais mais graves da sua história recente, numa região onde este tipo de fenómeno extremo era, até há pouco tempo, menos frequente. A região de Bordéus está no centro da crise, com mais de 220 mil pessoas retiradas de casa, milhares de bombeiros mobilizados e dezenas de milhares de hectares consumidos pelas chamas. Apesar de França ter um historial de fogos, sobretudo na zona do Mediterrâneo, a dimensão e o comportamento deste incêndio na Gironda surpreenderam as autoridades. Entre as populações afectadas estão também milhares de portugueses e luso-descendentes que vivem naquela região. O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a situação como "totalmente inédita" e alertou que "as próximas semanas serão difíceis", numa altura em que as autoridades continuam a tentar controlar um incêndio de comportamento extremo. Neste episódio do HOJE, ouvimos o relato de quem está a viver esta situação no terreno e tentamos perceber porque é que França está a enfrentar um fenómeno que durante muito tempo parecia associado sobretudo a outros países do sul da Europa. Falamos também com Leonor Alhinho, jornalista do PÚBLICO e com o especialista em incêndios Xavier Viegas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E1
    July 27 · 22 min

    “Só me quero ir embora daqui”: Daniela, uma marinheira portuguesa retida em Ormuz

    O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes. Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair. “Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito. Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo. A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • July 26 · 32 sec

    O P24 agora é Hoje

    O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E138
    July 24 · 9 min

    P24 chega ao fim. Hoje, com Sara de Melo Rocha, começa segunda-feira

    Foi uma aventura diária de quase dois mil episódios. Depois de sete anos com a marca P24, a partir de segunda-feira, o podcast das manhãs do PÚBLICO vai mudar. O P24 chega ao fim e passa a ter um novo modelo, um novo nome - Hoje - e um novo rosto: Sara de Melo Rocha. Neste episódio especial do P24, conhecemos a Sara e antecipamos o que vai ser o novo Hoje. A partir de segunda-feira, 27 de Julho, vai poder ouvir o Hoje no mesmo sítio onde habitualmente ouvia o P24. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E137
    July 23 · 18 min

    EUA atacam, Irão retalia e a guerra continua até quando?

    A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em países do Golfo. O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA irão continuar a atacar o Irão enquanto este tentar exercer o controlo sobre o estreito de Ormuz e o presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o país está em guerra total. Esta guerra, que ambas as partes pretendem prolongar, vai adquirir maiores repercussões económicas caso os Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, bloqueiem a rota do mar Vermelho como percurso alternativo para o petróleo, em particular para a Arábia Saudita. O Pentágono já gastou 37,5 milhões de dólares nesta guerra, como acabamos de ouvir, e o secretário de Estado Pete Hegseth foi ao senado pedir um reforço de verbas. O conflito é cada vez mais oneroso para os EUA e poderá tornar-se politicamente insustentável se o aumento dos preços da energia começar a afectar seriamente o custo de vida dos cidadãos, diz Tiago André Lopes, o nosso convidado de hoje. Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, acrescenta que, neste mundo bizarro, estamos perante a possibilidade de assistirmos a uma nova geração de conflitos congelados, para os quais não existem soluções diplomáticas. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E136
    July 22 · 17 min

    Novo primeiro-ministro do Reino Unido é só um par de pestanas e uma t-shirt preta?

    O 59.º primeiro-ministro do Reino Unido tomou posse como o exemplo do autarca modelo, à frente da Grande Manchester, e como alguém que acha compreensível que as pessoas lá em casa estejam fartas da política. Andy Burnham assume funções numa conjuntura de grande impopularidade do centro-esquerda, de estagnação económica e de ascensão da direita radical e populista. Propõe um novo modelo político e económico, a descentralização e a reindustrialização do país. O alívio do elevado custo de vida, sobretudo. Veremos se, como diz a líder da oposição, este político nascido em Liverpool é mais do que um par de pestanas e uma t-shirt preta (ou azul-escura). Há uma série de questões de se colocam ao “Rei do Norte”, como lhe chamam. A sua intenção de transferir parte do Executivo para Manchester terá algum impacto na unidade trabalhista? A reversão do Brexit que, com o sucessor, Keir Starmer, parecia provável, estará comprometida? Que consequências terão o seu apoio a Israel neste renascer da esperança trabalhista? O 7.º primeiro-ministro em 10 anos vai acabar a legislatura ou vai acontecer com os trabalhistas o que aconteceu com os conservadores: uma sucessão de demissões até à derrota final? É sobre tudo isto que vamos falar com António Saraiva Lima, jornalista do PÚBLICO e moderador do podcast Diplomatas, que pode ouvir todas as quintas-feiras no PÚBLICO ou nas plataformas de streaming. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E135
    July 21 · 17 min

    Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial

    O ministro da Educação voltou a pedir desculpa pelos erros no processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre também voltou a insistir que estava tudo praticamente resolvido e que o mesmo modelo será utilizado na segunda fase de exames, que começa hoje, mas anunciou uma época especial de exames, a realizar em Setembro. O concurso nacional de acesso ao ensino superior começou ontem e decorre até 6 de Agosto. Os exames nacionais do ensino secundário contam, no mínimo, 45% para a nota de candidatura e o melhor é que quem consultou as notas dos exames, na sexta-feira, as verifique de novo. As notas começaram a chegar, na sexta-feira, depois de os resultados do 9.º ano terem sido adiados. As classificações de, pelo menos 1400 alunos, foram suspensas, por causa do extravio de provas ou itens que não foram todos classificados no novo processo de avaliação digital dos exames. Mas também devido a erros de exportação nas pautas enviadas. Ontem, foram detectados novos erros na prova de Geografia. Reagindo à comunicação do ministro, Filinto Mota, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas, disse que o ministro é “um autêntico bombeiro, porque o processo correu mal e ainda não acabou”. João Costa, ex-ministro da Educação do último governo socialista, que introduziu o princípio da digitalização dos exames, é o convidado de hoje. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E134
    July 20 · 12 min

    Espanha: o triunfo do futebol e o balanço deste Mundial

    A Espanha sagrou-se neste domingo, 20 de Julho, campeã mundial de futebol, o segundo título da sua história, com um triunfo por 1-0 sobre uma Argentina que praticamente não atacou. Dezasseis anos depois da primeira vez, esta versão da “roja” deixou orgulhosa a sua antecessora de 2010, com uma exibição dominante que deixou Lionel Messi sem o seu segundo título consecutivo e a Argentina sem o quarto. Tal como Iniesta em 2010, Ferrán Torres foi o herói. Neste P24 ouvimos a análise dos jornalistas do PÚBLICO Nuno Sousa, Marco Vaza e Diogo Cardoso Oliveira. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E133
    July 17 · 15 min

    Estado da Nação: retrato de um país descontente que não vislumbra soluções políticas para melhorar

    No debate desta quinta-feira do Estado da Nação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez o que se esperava que fizesse. Deixou ao parlamento a sua visão positiva sobre o trabalho do Governo e garantiu que o país está a melhorar desde que assumiu o cargo. O seu problema maior, porém, está na sintonia entre o teor do seu discurso e a avaliação que os portugueses fazem das suas realizações. Ora, seguindo os dados da sondagem do CESOP, da Universidade Católica, para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, essa sintonia não existe. Pelo contrário, 79% dos inquiridos dizem que em 2026 o país está pior do que em 2025. E 12% acreditam que o maior problema com que Portugal se confronta hoje está na falta de liderança, ou inacção, do Governo. O debate do estado da nação acontece num momento particularmente difícil para o Governo. A confusão e incerteza que paira sobre o processo de avaliação dos exames nacionais do 11º e 12º ano, associado à digitalização das provas escritas em papel, geram apreensão a legitimam a sensação de que esta operação sensível não se fez com a prudência e o rigor devidos. Mas, não basta uma das estrelas do seu governo, o ministro da Educação, Fernando Alexandre estar a ser objecto de dúvidas e de críticas. O caso da casa de campo do ministro da administração interna, outra estrela da governação, promete ensombrar a mensagem positiva que Luís Montenegro se esforçou por deixar aos deputados e ao país. Apesar de todos estes constrangimentos, a AD aparece lado a lado com o PS nas intenções de voto caso houvesse por estes dias uma nova eleição. O que também não é um bom augúrio para José Luís Carneiro, nem para André Ventura, cujo partido, o Chega, recua para a terceira posição. Mas se este dado da sondagem nos sugere uma situação política bloqueada, deixa também sinais para o futuro pouco promissores. O Estado da Nação descreve-se, assim, com um estado de espírito de um país descontente que não vislumbra alternativas políticas para corrigir a situação. Uma sensação que se reforça quando dois terços dos inquiridos na sondagem afirmam que, apesar do descontentamento, o melhor mesmo é deixar o Governo cumprir o seu mandato. O que nos dizem estes números e o seu confronto com o natural optimismo de Montenegro? Oportunidade para uma conversa com João António, cientista político e director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S2026 · E132
    July 16 · 18 min

    O Estado da Nação, entre as nuvens negras da oposição e o dia soalheiro do Governo

    Em Maio, o primeiro-ministro foi à Alemanha e deixou a uma plateia composta por investidores e figuras gradas da administração um retrato apolíneo do estado do país. Luís Montenegro falou de reformas, falou de estabilidade política e estabilidade social, falou das contas públicas em ordem, do défice à redução da dívida. Um país, portanto, que é a inveja da Europa. Não fora uma gafe, e o primeiro-ministro teria saído de Berlim como uma espécie de herói dos novos tempos da União Europeia. Por azar, no meio do seu discurso, disse Führer, uma palavra maldita, em vez de future, futuro. No regresso, Montenegro queixou-se de que em Portugal ninguém o valoriza como a rendida plateia que, disse ele, representava 80% da riqueza nacional da Alemanha. Faz parte. Quem governa reclama sempre para si e para os seus os louros que a oposição e uma parte, maior ou menor, da sociedade não reconhece. Hoje, no debate do Estado da Nação, essa divergência voltará a emergir. Ainda por cima quando dois dos seus mais importantes ministros, o da Educação e da Administração Interna, estão envolvidos em assuntos tóxicos para a sua popularidade e credibilidade, o caso dos exames de Fernando Alexandre e da casa de campo de Luís Neves. No que é possível medir, o Governo continua a dispor de contas públicas controladas. Não tão saudáveis como há três anos, mas, de facto, num plano invejável para a média europeia. O crescimento vai continuar, mas mais lento. O défice pode regressar, mas é moderado. O rendimento real das famílias cresceu. O desemprego continua a reduzir-se. Mas há números que dão argumentos à oposição: Montenegro herdou a melhor conjuntura financeira em muitas décadas e não a está a segurar. Junte-se a isto os problemas que se agravam na saúde ou, agora em especial, na educação, nos desafios para o futuro colocados pelo aumento da despesa na defesa nacional, nas polémicas inflacionadas da imigração, no tempo perdido na reforma laboral ou na situação internacional que causa ansiedade. E pergunte-se: em que estado está a nação? Entre a percepção e a realidade, a natural propaganda do discurso do Governo e o olhar, também naturalmente, negativo da oposição, quem está mais perto da verdade? Para aprofundar esta discussão, convidámos para conversar connosco neste episódio Isabel Flores, investigadora, doutorada em sociologia e políticas públicas e directora executiva do Instituto de Políticas Públicas e Sociais do ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. O instituto que dirige acaba de publicar um estudo sobre o estado da nação, que pode conhecer em detalhe nas edições digital e impressa do PÚBLICO. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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