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Direito e Economia

Ana Frazão

Podcast sobre Direito e Economia com a professora de Direito Privado da Universidade de Brasília, Ana Frazão.

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  • 21 episodes
  • fortnightly
  • Avg 55 min
  • Portuguese
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  • #150
    Thursday · 57 min

    EP#150: Direito e Economia, com Nuno Garoupa

    No episódio, Ana Frazão conversa com Nuno Garoupa, Economista, Professor de Direito na George Mason University, Presidente da Associação Europeia de Direito e Economia e uma das maiores autoridades mundiais no assunto. O professor explica o que é exatamente essa área de pesquisa e como a economia pode ajudar no desenho de regras jurídicas e também no seu enforcement. Dentre os tópicos explorados, estão a relação entre as análises econômicas e a economia neoclássica, as outras áreas da economia que precisam estar no radar de juristas atualmente, como a economia comportamental e a economia institucional, bem como as diferenças entre a análise positiva e a preditiva, inclusive para o fim de reconhecer o lado ideológico das últimas. O professor Garoupa ainda trata das dificuldades e limitações das análises econômicas, tais como os desafios para predições, a suposta neutralidade e as restrições dos métodos quantitativos. Por fim, o professor reflete sobre se e em que medida a utilização de critérios econômicos nas decisões judiciais leva a decisões mais pro mercado e como encontrar um caminho de equilíbrio entre a racionalidade econômica e a racionalidade jurídica.

  • #149
    September 28 · 1 hr 2 min

    EP#149: História Econômica do Brasil, com André Arruda Villela

    No episódio, Ana Frazão conversa com André Arruda Villela, Doutor em História Econômica pela University of London (1999) e Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia/Fundação Getulio Vargas - RJ. O professor aborda os maiores achados que a história econômica nos proporciona para compreender melhor a realidade econômica do Brasil, fazendo uma análise crítica das instituições econômicas brasileiras e os problemas de dependência de trajetória. Dentre os tópicos explorados, estão os períodos de maior crescimento e desenvolvimento econômico no Brasil e suas principais razões, o atual diagnóstico da economia brasileira, incluindo o problema da baixa produtividade, as falhas e limitações das políticas industriais e os arranjos adequados entre Estado e mercado.

  • #148
    September 28 · 55 min

    EP#148: Crescimento e desenvolvimento econômico no Brasil, com Samuel Pessoa

    No episódio, Ana Frazão conversa com Samuel Pessoa, Pesquisador Associado da FGV IBRE e do BTG Pactual e Colunista da Folha de SP. A partir de uma oposição entre visões ortodoxas e heterodoxas, o entrevistado explica, de modo muito didático, questões fundamentais para o debate brasileiro, tais como (i) as diferenças entre crescimento e desenvolvimento econômico e em que medida a redução da desigualdade está relacionada às duas questões, (ii) as razões pelas quais o Brasil não cresce, assim como as reais perspectivas de crescimento, (iii) o problema da baixa produtividade da economia brasileira e (iv) as relações entre Estado e mercado, inclusive para o fim de realizar uma análise crítica sobre o papel das políticas industriais no Brasil. O professor ainda faz uma breve análise sobre os resultados econômicos do Governo Lula 3 e mapeia algumas das preocupações que precisam pautar o debate econômico no Brasil.

  • #150
    September 28 · 56 min

    EP#147: Instituições econômicas brasileiras no século XIX, com William Summerhill

    No episódio, Ana Frazão conversa com William Summerhill, Professor de História da UCLA (University of California Los Angeles), Visiting Fellow na Hoover Institution, Brasilianista e Autor dos livros Order Against Progress (Traduzido para o português com o título “Trilhos do Desenvolvimento: as ferrovias no crescimento da economia brasileira, 1854-1913”) e Inglorious Revolution. Na conversa, o professor Summerhill explica por que desafia muitas das conclusões da historiografia tradicional brasileira, mostrando como uma economia atrasada na metade do século XIX conseguiu iniciar seu processo de transição para o crescimento econômico, sendo as ferrovias o fator mais importante desta transição. Dentre os pontos abordados pelo professor, encontram-se os fatores impediam o crescimento econômico brasileiro antes do investimento em ferrovias, os benefícios deste investimento, o papel do governo na atração dos investimentos internos e externos e como foi estruturada a associação vantajosa entre Estado e capital estrangeiro, viabilizando o contrato institucional que tornou o projeto possível. Uma das tônicas da conversa são as razões pelas quais o papel do Estado foi fundamental não apenas para atrair o investimento estrangeiro, como também para proteger consumidores brasileiros, assegurando o compartilhamento dos benefícios com o mercado nacional. Assim, o professor defende que o caso das ferrovias é realmente um exemplo de como o direito pode transformar um investimento socialmente desejável, mas inviável do ponto de vista privado, em uma meta realizável, determinando quem se apropria – e em que medida – dos ganhos. Outro tópico da conversa é entender como o Brasil realizou uma proeza extraordinária, tornando-se, em pleno século XIX, um dos mais confiáveis devedores soberanos da periferia internacional, ao mesmo tempo em que não conseguiu grande êxito no tocante às finanças privadas, mantendo o sistema bancário concentrado, restringindo a constituição de sociedades anônimas e conservando o crédito privado caro e escasso. O professor explica esse paradoxo, dialogando com o argumento de autores institucionalistas, como North, no sentido de que boas instituições produzem desenvolvimento. Para o entrevistado, a relação é mais complexa, ou seja, que instituições que podem ser excelentes para um mercado – o da dívida pública – podem ser ruins para outro – o do financiamento privado. Ao final, o professor ainda aborda os problemas do capitalismo de camaradagem e da concentração econômica.

  • #146
    August 5 · 1 hr 5 min

    EP#146: Comunicação e desinformação na internet, com Rose Marie Santini

    No episódio, Ana Frazão conversa com Rose Marie Santini, Professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundadora e Diretora do NetLab (Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ). No episódio, a Professora Marie aborda as principais consequências da internet para a comunicação e a interação humanas, bem como o papel das grandes plataformas e redes sociais no gerenciamento do fluxo informacional. Um dos pontos principais da conversa diz respeito ao que é desinformação, seus principais alcances e as principais preocupações que despertam, com base em recente estudo do NetLab “Desinformação pode matar”. São explorados, dentre outros assuntos, os diferentes tipos de manipulação informacional e digital e como a desinformação se tornou um negócio lucrativo. Por fim, a professora Marie ainda faz uma análise dos riscos da desinformação nas próximas eleições, abordando os subsídios que o NetLab recentemente ofereceu ao TSE.

  • #145
    July 23 · 50 min

    EP#145: Efeitos econômicos da escravidão no Brasil, com Nuno Palma

    No episódio, Ana Frazão conversa com Nuno Palma, Professor de Economia da Universidade de Manchester sobre o artigo Crescimento econômico no Brasil - How a nation was born: Brazilian economic growth: 1574-1920, que o entrevistado escreveu em coautoria com Guilherme Lambais, da Universidade Lusíada de Lisboa. O artigo retrata estudo sobre o PIB per capita do Brasil do período colonial a até à república, mostrando que, mesmo sendo o Brasil um país sempre pobre, houve um breve período, no início da colonização, no qual os brasileiros tinham renda média comparável a de países europeus. Depois, em meados do século XVII, o país empobreceu e somente em meados do século XIX o PIB volta a crescer. No estudo, os autores concluem que o motor dessa história é a escravidão, grande responsável pela armadilha do salário baixo, baixa tecnologia e baixo desenvolvimento, na medida em que empobreceu o escravizado, empobreceu o trabalhador livre e desestimulou a adoção de processos produtivos mais eficientes. Daí por que a abolição da escravidão, longe de ter sido apenas uma questão humanitária, foi também algo economicamente eficiente. O professor Nuno ainda faz paralelos entre seus estudos e os de Celso Furtado e Nathaniel Leff e faz algumas especulações sobre em que medida as instituições extrativas (na terminologia de Acemoglu e Robinson) decorrentes da escravidão não persistem até hoje. Ao final da conversa, são exploradas outras frentes de estudos e análises importantes para entendermos a formação das instituições econômicas no Brasil.

  • #144
    July 9 · 41 min

    EP#144: Economia Solidária, com Elis Licks

    No episódio, Ana Frazão conversa com Elis Licks, economista, doutora em Economia Aplicada pela USP, professora de Economia do Instituto Federal do Espírito Santo e Conselheira Federal de Economia, sobre Economia Solidária. A entrevistada explica sua trajetória na economia ambiental e mostra como os desafios ligados aos recursos naturais, à sustentabilidade e aos desastres socioambientais não podem ser separados das questões sociais, como renda, trabalho digno, desigualdade e inclusão. A professora apresenta a Economia Solidária como uma forma de organização econômica baseada na cooperação, na autogestão e na solidariedade, destacando seus vínculos com a agricultura familiar, as cooperativas, os bancos comunitários, a reciclagem e as finanças solidárias. Ao longo da conversa, Elis resgata as origens históricas do tema, passando por Robert Owen, pelos socialistas utópicos e pela contribuição decisiva de Paul Singer no Brasil. A entrevistada também aborda exemplos nacionais e internacionais, como o grupo Mondragón, o Grameen Bank, o Banco Palmas, a Justa Trama e as cooperativas de catadores, mostrando que a Economia Solidária já produz resultados concretos em diferentes escalas. Na parte final, a professora trata do papel do Estado, da importância da Lei Paul Singer de Economia Solidária, dos desafios de crédito, assistência técnica e comercialização, além das conexões entre Economia Solidária, economia circular e sustentabilidade ambiental. Elis encerra defendendo o diálogo entre Direito e Economia e a necessidade de uma formação interdisciplinar para enfrentar os problemas complexos do século XXI.

  • #143
    June 26 · 1 hr 4 min

    EP#143: O Brasil no Espelho, com Felipe Nunes

    No episódio, Ana Frazão entrevista Felipe Nunes, PhD em Ciência Política, Professor de Economia da FGV-SP, Sócio-Fundador da Quaest e autor do livro “O Brasil no Espelho.” A entrevista trata dos aspectos principais do livro e das suas conclusões básicas, dentre as quais somos um país majoritariamente conservador, de direita mas paradoxalmente estatista, mas que não pode ser explicado pela média. Na conversa, Felipe explora os principais achados da pesquisa, como os de que o brasileiro é um homem de fé, com muitos preconceitos de gênero e que vive em uma sociedade estruturalmente racista. Ponto muito importante da conversa é o que trata do mercado de trabalho: a pesquisa descobriu que as pessoas estão cansadas, mas não defendem políticas de redistribuição de renda nem gostam de cotas. Especial atenção é dada ao “empreendedorismo de exaustão”, em que as pessoas trocam a CLT pelo CNJP não por vocação, mas como resposta defensiva ao aperto de renda. O entrevistado ainda trata do alto grau de individualismo e descrença com soluções coletivas e políticas públicas voltadas para os mais vulneráveis, além do fato de sermos uma sociedade com medo e desconfiada. Na parte final, o entrevistado explica a sua classificação dos brasileiros a partir de perfis ideológicos e também pelas gerações, assim como mostra os riscos da ilusão do conhecimento no Brasil e os principais impactos sobre a democracia.

  • June 11 · 53 min

    EP#142: Economia Política, com Maria de Lourdes Rollemberg Mollo

    No episódio, Ana Frazão conversa com Maria de Lourdes Rollemberg Mollo, Professora Titular de Economia da Universidade de Brasília - UnB sobre Economia Política. A entrevistada explica por que a economia é sempre política, os meios pelos quais se tentou despolitizá-la a partir da revolução marginalista e como a Economia Política foi crescentemente recuperando o seu prestígio ao longo do século XX. A professora trata também das principais diferenças entre as visões ortodoxa, marxista e pós-keynesiana na compreensão dos principais assuntos vinculados à Economia Política, como a relação entre economia real e economia monetária, o papel do Estado e da política econômica para o controle da inflação e do desemprego, e os efeitos da financeirização. Na parte final, a professora aborda as discussões mais recentes sobre desenvolvimentismo e políticas econômicas alternativas.

  • #141
    May 28 · 53 min

    EP#141: Economia Política e do Desenvolvimento, com Cláudio Ferraz

    No episódio, Ana Frazão conversa com Claudio Ferraz, Professor da Vancouver School of Economics, University of British Columbia, e do Departamento de Economia da PUCRJ sobre seu eixo de pesquisa e produção científica, centrado na Economia Política e do Desenvolvimento. O professor Cláudio explica as razões pelas quais a economia é necessariamente política e os desdobramentos disso para as reflexões econômicas atuais. Nesse sentido, explora as relações entre democracia e mercados, bem como entre desigualdade econômica e erosão democrática. Na segunda parte da conversa, o professor explica as dificuldades enfrentadas pelo Brasil para o crescimento econômico. Por fim, o professor trata dos seus estudos e pesquisas sobre a corrupção, mostrando os custos do combate à corrupção, os tradeoffs envolvidos e as formas mais eficientes para o seu combate. Também trata dos incentivos para que os políticos sejam melhores e menos corruptos, assim como o problema das dinastias políticas no Brasil.

  • #140
    May 14 · 57 min

    EP#140: Fundações do pensamento político brasileiro, com Christian Lynch

    No episódio, Ana Frazão conversa com Christian Lynch Doutor em Ciência Política (Ciência Política e Sociologia) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), Professor Associado do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) e Pesquisador da Fundaçao Casa de Ruy Barbosa sobre o seu novo livro “Fundações do pensamento político brasileiro”. O autor aborda desde a metodologia da pesquisa, explorando o papel da história e da historiografia para a compreensão dos fenômenos políticos, assim como a nova historiografia e como fazer as adaptações para o contexto periférico. Ao tratar dos principais achados do livro, o autor explica como foi a construção intelectual do Estado no Brasil independente e como se deu a a passagem do mundo colonial para o Império. Aborda igualmente os aspectos mais importantes da construção intelectual do estado português e quais as suas principais reverberações no Brasil, as principais características do pensamento politico ibero-americano, as repercussões do seu maior sentido prático e da centralidade da retórica e a crítica que faz a Raymundo Faoro no livro “Os donos do poder”.

  • #138
    April 30 · 46 min

    EP#139: Mercados de trabalho, com Daniel Duque

    No episódio, Ana Frazão conversa com Daniel Duque, Economista e Pesquisador em Desigualdade, Mercados de Trabalho e Educação. O entrevistado aborda os resultados do ano de 2025, que tem sido visto como o melhor para o trabalho desde que o IBGE começou a série história em 2012: tivemos a menor taxa de emprego em 13 anos (5,6%), mas há sinais de que esses resultados não se manterão. O professor Daniel também explora o problema demográfico, seja para mostrar que há um déficit estrutural de jovens no mercado de trabalho, seja para mostrar que o envelhecimento do Brasil vai pesar mais no mercado de trabalho do que o próprio Bolsa-Família. Por fim, o professor trata de questões como a possibilidade de superação da armadilha da renda média por meio da criação de empregos mais complexos, o trabalho em plataformas, a ameaça da inteligência artificial sobre os empregos e os impactos do fim da escala 6x1.

  • #138
    April 16 · 1 hr 4 min

    EP#138: Economia Brasileira na Encruzilhada, com Luiz Fernando de Paula

    No episódio, Ana Frazão conversa com Luiz Fernando de Paula, que foi Professor Titular da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ e Presidente da Associação Keynesiana Brasileira (2009-2013), sendo atualmente Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Professor Voluntário do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. O professor Luiz Fernando explica as razões que o levaram a escrever o livro “Economia Brasileira na Encruzilhada” a partir das influências do pós-keynesianismo e estruturalismo. A partir daí, o professor explica as razões pelas quais a economia brasileira parou de crescer, assim como os desafios a serem enfrentados para a retomada do crescimento e do desenvolvimento.

  • #137
    April 2 · 51 min

    EP#137: Desigualdade, Crescimento Econômico e Democracia, com Rafael Ribeiro

    No episódio, Ana Frazão conversa com Rafael Ribeiro, Professor do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (UFMG) e Pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (MADE/FEA-USP). O eixo da conversa é a desigualdade, a começar pelas diversas formas pelas quais foi justificada ao longo da história. Para o Professor Rafael, “a desigualdade extrema não é natural nem eficiente, mas sim uma falha política que corrói a democracia e freia o crescimento.” A partir daí, o professor explora as consequências econômicas e políticas da desigualdade, assim como as medidas necessárias para reduzi-la. Especial destaque è dado ao papel da tributação progressiva e justa no objetivo de redução de desigualdade, ocasião em que o professor Rafael explora também os argumentos contrários, tais como os de que haverá desincentivos ao empreendedorismo, evasão fiscal, assim como fuga de empregos e empresas.

  • #136
    March 19 · 55 min

    EP#136: Inclusão financeira e seguro-depósito: lições do Banco Master, com Rafael Schiozer e Lauro Gonzalez

    No episódio, Ana Frazão conversa com Rafael Schiozer, Professor da FGV EAESP e Pesquisador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira FGV, e Lauro Gonzalez, Professor da FGV EAESP e Coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira FGV, sobre inclusão financeira e seguro-depósito a luz do caso do Banco Master. Os entrevistados esclarecem a importância e as limitações da concorrência para a inclusão financeira não só no que diz respeito ao acesso ao crédito, mas também nos demais desdobramentos, dentre os quais poupança e investimento. Prosseguindo, discutem o papel do seguro-depósito e do Fundo Garantidor de Créditos nesse contexto, a importância do valor do seguro-depósito e a necessária calibragem deste valor para evitar excessivo risco moral. São também exploradas a mudança de regulação do Banco Central e novas propostas regulatórias - voltadas para os bancos, os intermediários (plataformas) e os usuários - que possam encontrar o equilíbrio entre os efeitos positivos pretendidos pelo seguro-depósito e a atenuação dos efeitos negativos.

  • #135
    March 5 · 1 hr 5 min

    EP#135: Capitalismo 4.0, com Paulo Ghiraldelli

    No episódio, Ana Frazão conversa com Paulo Ghiraldelli, Livre-Docente e Professor Titular Aposentado de Filosofia da UNESP. O fio condutor da conversa é o livro Capitalismo 4.0, escrito pelo entrevistado. O professor Paulo Ghiraldelli expõe o que entende por capitalismo 4.0 e vários dos fenômenos correlatos, tais como o neoliberalismo e a financeirização. Também são abordados temas como a semiotização do capitalismo, o papel da internet e das plataformas. Na segunda parte da conversa, o professor Paulo Ghiraldelli mostra os impactos do capitalismo 4.0 sobre a construção de subjetividades, explorando o que entende por subjetividade maquinica ou maquinizacao do ser humano. Na parte final, o professor aponta os riscos da ausência de diálogo entre direito, economia, ciências sociais e filosofia, bem como da utilização desmedida e crítica da inteligência artificial nos assuntos humanos.

  • #134
    February 19 · 1 hr 7 min

    EP#134: Estatísticas oficiais e capitalismo de plataforma, com Oscar Arruda d´Alva

    No episódio, Ana Frazão entrevista Oscar Arruda d’Alva, Sociólogo, Doutor em Sociologia (UFC) e Servidor do IBGE, Autor da tese “Estatísticas oficiais e capitalismo de plataforma: a transição para um regime de dataficação no Brasil”, que foi premiada como melhor tese do ano em português no campo de estudos da internet da Association of Internet Researchers (AoIR 2025), foi vencedora do Prêmio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS 2025) e recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de teses de 2025. Na conversa, Oscar Arruda d’Alva explica a importância da estatística oficial e dos dados para o mercado e para os governos, as repercussões da multiplicação de agentes quantificadores fora do âmbito estatal, a crescente importância das big techs na produção de dados. O eixo da discussão é o fato de que a introdução de fontes e métodos estatísticos baseados em critérios mercadológicos está mudando o campo da estatística, com riscos de se criar uma governamentalidade algorítmica paralela e análoga aos Estados Nacionais, ameaçando a hegemonia informacional estatal e a própria soberania. Dentre os pontos importantes da conversa, estão o contraste entre o papel dos dados para o setor público e para as big techs, as limitações dos dados das big techs , a colidência de propósitos, métodos e incentivos entre os dados oficiais e os dados de mercado, bem como a posição do IBGE e da ONU na discussão.

  • #133
    February 4 · 50 min

    EP#133: CAPITALISMO, PRECARIADO E RACISMO, com Ruy Braga

    No episódio, Ana Frazão entrevista Ruy Braga, Professor Titular do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, Diretor do Centro de Estudos da Cidadania da USP (Cenedic), Autor de diversos livros, dentre os quais ˜Capitalismo Racial”. Na conversa, o Professor Ruy explora a postura crítica da sociologia em relação ao capitalismo e os resultados do neoliberalismo, abordando as transformações do trabalho desde o século XIX até a atualidade, a fim de que se possa entender o que é o precariado na atualidade. O Professor Ruy também demonstra as razões pelas quais não há capitalismo sem racismo, considerando que o primeiro envolve uma estrutura de dominação e exploração intrinsecamente racializada. A partir do contraste do caso brasileiro com os exemplos norte-americano e sul-africano, o Professor Ruy explica as peculiaridades do capitalismo racial no Brasil e as relações entre racismo e precariado.

  • #132
    Nov 27, 2025 · 50 min

    EP#132: Impactos do bolsa-família sobre o mercado de trabalho, com Ricardo Campante

    No episódio, Ana Frazão conversa com Ricardo Campante, Economista, Técnico de Planejamento e Pesquisa no Ipea, Mestre em Economia pela USP e Doutorando em Economia no Insper. O entrevistado explica o atual estado da reflexão sobre economia, pobreza e desigualdade, procurando contextualizar a importância de políticas como o bolsa-família. Nesse sentido, destaca todos os benefícios do programa desde 2003, além de explorar os seus efeitos multiplicadores. Na segunda parte da conversa, o entrevistado mostra a pesquisa recente, que mostra que os impactos do bolsa-família sobre a saída do mercado de trabalho são menores do que o que comumente é divulgado pela grande mídia, atingindo sobretudo pessoas que já tinham uma inserção precária ou estavam desempregadas há muito tempo. Assim, não há propriamente competição com a carteira de trabalho, uma vez que os poucos efeitos identificados normalmente se concentram em pessoas que já estavam em situação de informalidade, sobretudo em mulheres com filhos pequenos no Nordeste. Ricardo Campante também procura contextualizar a pesquisa com a literatura acadêmica - inclusive estrangeira - que constata os benefícios de transferência de renda, assim como aborda pontos nos quais poderia haver ajustes e aprimoramentos na política.

  • #131
    Nov 13, 2025 · 45 min

    EP#131: Efeitos multiplicadores do salário mínimo, com Clara Brenck.

    No episódio, Ana Frazão conversa com Clara Brenck, Professora Adjunta do Departamento de Economia da UFMG, Pesquisadora Associada do Made, Doutora em Economia pela New School of Social Research, Mestre em Economia pela FEA/USP e Graduada em Economia pela UFMG. A professora Clara explica as razões pelas quais a desigualdade se tornou hoje um assunto tão central para a discussão econômica, mostrando as suas principais consequências e os equívocos das ideias de trickle down economics, que pressupõe que que o crescimento favorece a todos, e também de que primeiro precisa haver crescimento para só então se pensar em redução de desigualdade. Nesse sentido, a entrevistada explora a importância do salário mínimo para a redução da desigualdade e os pontos fundamentais da sua pesquisa sobre os efeitos multiplicadores do salário mínimo, inclusive naquilo em que minimizam o custo fiscal da medida. Na parte final da conversa, a professora Clara trata de aspectos relacionados à economia e gênero, tratando inclusive da sua experiência como mulher em um mundo da economia que é predominantemente masculino.

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