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TIC, Educação e Web · Thursday · 8 min

IA e Pensamento Crítico

Uma reportagem publicada esta semana na Nature reúne investigadores da psicologia cognitiva e da educação à volta de uma pergunta que muitos professores já fazem na sala de aula: se a inteligência artificial faz o esforço por nós, onde fica a aprendizagem? As respostas ainda estão incompletas. Mas há pistas sólidas sobre a forma como se ensina a pensar, e quase todas nos levam para o interior das disciplinas, para o desenho das tarefas e para muita prática. No início deste ano, Lixiang Yan, investigador em educação que leciona na Universidade Tsinghua, em Pequim, estava a preparar um curso online com a ajuda de um agente de inteligência artificial, o Codex. A meio do trabalho percebeu uma coisa desconfortável. O agente conseguia fazer tudo o que o curso pedia aos estudantes: resolvia as tarefas, respondia às perguntas, participava nas discussões. Um estudante podia chegar ao fim da unidade curricular sem ter pensado seriamente, uma única vez, sobre a matéria. Yan concluiu que ensinar os alunos a raciocinar pela própria cabeça se tornou mais importante do que alguma vez foi. O episódio abre a reportagem de Helen Pearson, «How to stay smart in the age of AI: the science of critical thinking», publicada na Nature a 23 de setembro. Passa-se numa universidade chinesa, mas quem dá aulas a uma turma de 9.º ano reconhece a cena sem grande esforço, só que com trabalhos de casa no lugar dos fóruns de discussão.

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Uma reportagem publicada esta semana na Nature reúne investigadores da psicologia cognitiva e da educação à volta de uma pergunta que muitos professores já fazem na sala de aula: se a inteligência artificial faz o esforço por nós, onde fica a aprendizagem? As respostas ainda estão incompletas. Mas há pistas sólidas sobre a forma como se ensina a pensar, e quase todas nos levam para o interior das disciplinas, para o desenho das tarefas e para muita prática.

No início deste ano, Lixiang Yan, investigador em educação que leciona na Universidade Tsinghua, em Pequim, estava a preparar um curso online com a ajuda de um agente de inteligência artificial, o Codex. A meio do trabalho percebeu uma coisa desconfortável. O agente conseguia fazer tudo o que o curso pedia aos estudantes: resolvia as tarefas, respondia às perguntas, participava nas discussões. Um estudante podia chegar ao fim da unidade curricular sem ter pensado seriamente, uma única vez, sobre a matéria. Yan concluiu que ensinar os alunos a raciocinar pela própria cabeça se tornou mais importante do que alguma vez foi.

O episódio abre a reportagem de Helen Pearson, «How to stay smart in the age of AI: the science of critical thinking», publicada na Nature a 23 de setembro. Passa-se numa universidade chinesa, mas quem dá aulas a uma turma de 9.º ano reconhece a cena sem grande esforço, só que com trabalhos de casa no lugar dos fóruns de discussão.

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