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O debate sobre o futuro da leitura e da escrita na era digital e da inteligência artificial examina se a tecnologia está efetivamente a destruir a cultura escrita ou se representa apenas uma nova fase de transformação cultural. Embora dados recentes como o estudo PISA e avaliações da OCDE revelem uma degradação gradual nas competências de literacia, os especialistas argumentam que estes problemas derivam sobretudo de fatores socioeconómicos e estruturais, e não exclusivamente dos dispositivos eletrónicos. Paralelamente, o surgimento de conteúdos gerados por máquinas desafia os métodos tradicionais de ensino e a própria noção de autoria literária, exigindo que as escolas valorizem a argumentação e a criatividade humana. Em vez de ceder ao alarmismo, a reflexão sugere que a democratização tecnológica deve ser encarada como uma oportunidade para promover melhores condições de aprendizagem e incentivar a imaginação artística.





