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Em 23 de fevereiro deste ano, um post de blog apagou US$ 40 bilhões do valor de mercado da IBM em uma tarde — a maior queda diária da ação em 25 anos. O gatilho foi um texto técnico mostrando que uma ferramenta de IA ajuda a modernizar COBOL. O mercado leu, fez a conta de cabeça e fechou o caso: a IA matou o mainframe.
Os dois lados dessa leitura estão errados. Quem comemorou a morte do COBOL e quem disse que nada mudou cometeram o mesmo erro — acharam que a parte difícil era o código. Nunca foi.
Nesta Bancada eu conto por que o COBOL nunca foi o gargalo, e o que a IA de fato mudou: não o problema, mas a economia do problema. Também não escondo o que deu errado no caminho — a primeira tentativa dos meus times de transformar legado com IA foi inútil, e explico por quê, e o que passou a funcionar quando paramos de pedir tradução e começamos a extrair regra de negócio.
É uma conversa para quem lidera tecnologia em banco e já sabe que a decisão de modernizar não é técnica — é de sequência, de convivência e de talento que está indo embora. Sem o hype de “trimestres em vez de anos”, e sem o luto precoce pelo mainframe.
O erro não é ter COBOL. O erro é não saber em que ordem desmontá-lo.
A Bancada escrita completa está na Sala das Máquinas, no Substack — com as Notas Marginais, a versão anotada onde mostro a fonte por trás de cada número que você ouve aqui, inclusive os que eu acho que estão inflados.
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