Skip to content
Artwork for Refil
NewsNews Commentary

Refil

Arthur Gubert

De segunda a sexta, sempre às 6h da manhã.
Em menos de 20 minutos você fica cheio de assunto.

Play
  • 23 episodes
  • daily
  • Avg 20 min
  • Portuguese
Counted on this page — what you have heard stays on this device, so it is not something the list can be paged by.
  • Yesterday · 20 min

    A mulher que sobreviveu à execução, e o que dinheiro revela sobre amizade.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: ⚖️ Na quarta-feira, 30 de setembro, o estado do Tennessee tentou executar Christa Pike, 50 anos — condenada pelo assassinato brutal de Colleen Slemmer em 1995. O que aconteceu seguinte é inédito na história do país. Executores usaram pelo menos sete agulhas. A pequena veia de Pike era um problema documentado — seus advogados haviam alertado. Ela disse que seu braço "estava quase explodindo". Recebeu duas doses de pentobarbital e não morreu. Começou a roncar ruidosamente. Foi transferida para um hospital em estado crítico e colocada em ventilador. É a primeira pessoa na história dos EUA a sobreviver após receber doses letais de drogas de execução, segundo o Death Penalty Information Center. O governador Bill Lee suspendeu todas as execuções de 2026. A escritora Doreen St. Félix escreve no New Yorker sobre o absurdo de uma execução "humana" que precisa ser salva por médicos (New Yorker / CNN / Washington Post) 💸 A Time publica um ensaio de Meehika Barua com uma premissa que a maioria das pessoas reconhece mas raramente nomeia: dinheiro revela que tipo de amigo você é. O ponto de partida é o jantar de aniversário de uma amiga no Carbone de Londres — um restaurante mais famoso por avistamentos de celebridades do que pela comida. "Pareceu uma quantia extorsiva. Pareceu insensível e arrogante." A questão de dinheiro entre amigos nunca é só sobre dinheiro — é sobre como você trata as pessoas. A pessoa que propõe um jantar que o amigo não pode pagar sem perguntar se o preço está bem, que "esquece" de devolver dividida, que insiste no Airbnb premium na viagem em grupo — está revelando algo sobre seus valores. "Ser um bom amigo significa estar consciente do que suas escolhas custam às outras pessoas", conclui Barua (Time) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • Friday · 17 min

    Chefes com filha contratam mais mulheres, e a Anthropic reuniu líderes religiosos sobre o Claude.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 👧 O Economist publica hoje uma análise de um estudo da Review of Economic Studies que rastreou todos os trabalhadores e empresas da Dinamarca entre 1992 e 2017 — e encontrou um dos dados mais concretos sobre o "efeito filha" no ambiente de trabalho. As pesquisadoras Nina Smith e Maddalena Ronchi descobriram que quando gestores homens tiveram sua primeira filha, o gap salarial de gênero nas empresas onde trabalhavam se reduziu mensurável e estatisticamente. Os salários relativos das mulheres nas empresas subiram 4,4% e o emprego feminino cresceu 2,9%. O principal mecanismo foi o aumento na contratação de mulheres com qualificações comparáveis às de candidatos masculinos que antes eram preteridas. E sem efeito negativo detectado no desempenho das empresas. Nenhuma política, quota ou treinamento produziu resultados similares. Ter uma filha mudou como os chefes enxergam as mulheres (Economist / Review of Economic Studies) ✝️ O New York Times publica hoje a reportagem mais reveladora sobre a Anthropic que já saiu em grande mídia. A jornalista Elizabeth Dias revelou que o cofundador Christopher Olah organizou uma série de reuniões privadas — com NDAs, muitas em São Francisco — com cerca de 20 líderes religiosos e filósofos representando o Cristianismo, Judaísmo, Hinduísmo, Mórmons, Sikhs e tradição greco-ortodoxa. Os objetivos eram dois: explorar a possibilidade de que o Claude tenha alguma forma de consciência, e aplicar séculos de sabedoria moral ao treinamento do modelo. A Anthropic apresentou o que chamou de "vetores emocionais" do Claude — associados a amor, raiva, medo e tristeza. Uma das partes mais perturbadoras da reunião: a questão da escravidão foi levantada. Se o Claude é consciente e foi construído para trabalhar de graça, a Anthropic está fazendo escravos. A empresa tentou influenciar o Vaticano a suavizar a encíclica do Papa Leo XIV sobre IA antes da publicação (NYT / Inquirer) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • Thursday · 21 min

    Ninguém quer namorar tech bros, e por que você não teria quatro filhos.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 💼 A Wired publica uma reportagem longa sobre o novo pesadelo amoroso da geração tech: homens com salários de US$250 mil que não conseguem uma segunda data. Gary, 23 anos, engenheiro da Palantir em Manhattan, contou a uma mulher que trabalha na empresa — e ela respondeu que dívida médica "não é desculpa para trabalhar em um lugar como aquele." Uma mulher o chamou de diabo. Outra perguntou como ele vive consigo mesmo. James, 29, trabalha na Tesla em San Francisco e descreveu como mulheres questionam suas visões políticas ainda antes de saber quais são. "Se eu não disser imediatamente que não gosto do Elon Musk, as pessoas acham que sou conservador." A matchmaker Amy Laurent, que atende clientes de alto padrão, disse à Wired que agora tem que "vender" seus clientes em tech: "10 anos atrás, dizer que trabalhava em tech era sobre inovação e ambição. Agora associam Big Tech com a destruição da sociedade." (Wired) 👶 O New Yorker publica uma resenha de Margaret Talbot do livro "Inconceivable: The Impossibility of Family in an Age of Uncertainty", de Anna Louie Sussman, lançado em setembro. O livro argumenta que americanos querem mais filhos, mas acreditam que o sistema não facilita tê-los — e vai além do argumento simplificado do custo de vida. Sussman examina como volatilidade econômica, ansiedade climática e a commodificação da reprodução estão remodelando a forma como millennials e Gen Z pensam sobre a parentalidade. Os "greedy jobs" — empregos que exigem anos de treinamento e centenas de milhares de dólares em formação — são identificados como um dos principais obstáculos estruturais à formação de famílias. Talbot questiona se jovens realmente querem mais filhos do que podem ter — ou se as expectativas também mudaram (New Yorker) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • Wednesday · 20 min

    Quando consertar ou jogar fora, e o parquinho de lixo que as crianças amam.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🔧 O Washington Post publica hoje uma resposta contraintuitiva para uma das perguntas mais antigas do consumidor: quando algo quebra, você conserta ou joga fora? A resposta depende do produto. Um novo estudo publicado na revista Science em agosto descobriu que comprar um carro elétrico novo hoje — jogar fora o que você tem — e dirigir por uma década ainda faz menos mal ao clima do que manter um carro a gasolina em funcionamento por dez anos. A eficiência da nova tecnologia elétrica bate qualquer conserto possível. Mas a lógica se inverte para outros produtos: consertar um smartphone é quase sempre ambientalmente melhor do que comprar um novo, porque as emissões de carbono estão concentradas na fabricação, não no uso. A regra geral: quanto mais o impacto climático do produto está no combustível (carros), troque. Quanto mais está na fabricação (eletrônicos), conserte (Washington Post) 🔨 O Wall Street Journal publica uma reportagem sobre o play:groundNYC na Governors Island — o parquinho feito de lixo onde crianças de 6 a 13 anos usam martelos, serras, pregos e ferramentas reais para construir e destruir estruturas com madeira velha, pneus, treadmills quebrados e cadeiras descartadas. Pais são barrados do lado de fora da grade, com um cartaz pedindo que "sentem e relaxem". A ideia surgiu de pais de Nova York frustrados com parquinhos à prova de criança. Tudo no playground é doação. Em vez de escorregadores e balanços, as crianças constroem casas na árvore, balanços de pneu e o que quiserem. É um dos únicos espaços em Nova York onde uma criança pode ter uma ideia, executá-la com ferramentas, ver dar errado e tentar de novo — sem supervisão adulta (WSJ / play:groundNYC) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 29 · 18 min

    O custo da conveniência, e Elon Musk dando conselhos de carreira.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 😰 O Atlantic publica hoje uma resenha do livro "Against Convenience", do jornalista Gabe Bullard, lançado em setembro pela HarperCollins. A tese central: "aceitar conveniências modernas com muita frequência significa aceitar padrões mais baixos. Experiências viram transações." Bullard examina o que cada conveniência moderna realmente cobra de volta: pedir comida por app parece resolver um problema, mas remove o acaso de descobrir um restaurante novo, a conversa com o garçom, a memória de um lugar específico. O Uber elimina a espera — e junto com ela, o momento de estar parado sem fazer nada que o cérebro humano precisava. A tese não é tecnofobia: é que cada "fricção removida" que parece um ganho muitas vezes remove algo que a vida precisava para ser mais do que eficiente (Atlantic / HarperCollins) 🤖 Elon Musk deu hoje ao Estado chinês, em entrevista à China Media Group, seus conselhos de carreira para a Geração Z — e a ironia é grande. O homem que defende eliminar empregos com robôs humanoides recomenda educação liberal ampla: artes, ciências, engenharia. "Minha recomendação para educação seria ter a mais ampla base possível, que inclua artes e ciências, engenharia — conhecimento geral." O contexto é que Musk prevê "renda alta universal" quando um bilhão de robôs humanoides estiverem operando — "se você quiser um castelo, robôs vão construir um castelo para você" — e que dinheiro "pode não importar mais." Ao mesmo tempo, o pacote de remuneração de US$1 trilhão da Tesla inclui a meta de entregar um milhão de robôs humanoides. A inconsistência notável: Musk disse em 2020 que faculdade "é basicamente para diversão" (Fortune) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 28 · 21 min

    A empatia suicida, e a banana que não fica marrom que chegou hoje.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🧠 O Atlantic publica hoje um ensaio sobre um dos fenômenos ideológicos mais perturbadores do momento americano: a direita cristã vinculada ao MAGA elegeu a empatia como inimiga. JD Vance disse que empatia em excesso enfraquece a nação. Elon Musk chamou de "empatia suicida civilizacional" a política de imigração de governos democráticos. Uma influencer conservadora chamada Allie Beth Stuckey lançou o livro "Toxic Empathy: How Progressives Exploit Christian Compassion." Um teólogo de direita publicou "The Sin of Empathy." O Atlantic examina o paradoxo: o movimento que reivindica o cristianismo como identidade central está sistematicamente desmantelando uma das virtudes mais centrais do Novo Testamento. Sentir o que o outro sente — a empatia — é precisamente o que o mandamento de "amar ao próximo como a si mesmo" pressupõe. Descartá-la não é um desenvolvimento do cristianismo. É uma inversão (Atlantic) 🍌 A Tropic Biosciences, startup de biotecnologia agrícola sediada em Norfolk, Inglaterra, pediu hoje aprovação à Food Standards Agency britânica para vender comercialmente no Reino Unido a primeira banana do mundo que não fica marrom. A técnica usada é o CRISPR-Cas9 — uma ferramenta de edição genética que modifica o DNA da própria banana sem inserir material genético externo, o que tecnicamente a exclui da classificação de OGM. A modificação desativa o gene que produz a enzima polyphenol oxidase, responsável pela oxidação que causa o escurecimento. A banana tem o mesmo sabor, textura, aroma e doçura que a Cavendish convencional — mas não escurece. O Defra estima que o escurecimento responde por cerca de 20% das perdas de banana na produção. A empresa recebeu US$105 milhões em financiamento em março e já lança nos EUA e Canadá em 2026 (Telegraph / Tropic Biosciences) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 25 · 17 min

    Ser generoso demais afasta, e o futuro dos óculos que viraram "pervert glasses."

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 💘 O Telegraph publica hoje uma reportagem sobre um novo estudo do professor de antropologia evolutiva Cyril Grueter, da Universidade de Oxford, sobre generosidade masculina e atratividade como parceiro de longo prazo — e o resultado é contraintuitivo. Pesquisadores apresentaram a 1.000 mulheres de UK, EUA e outros países um perfil fictício: Adrian, bonito, socialmente desejável, ganha £95 mil por ano. A única variável eram os valores que ele doava para instituições de caridade — de nada a £75. Resultado: as mulheres preferiram o Adrian que doava £40 ao que doava £75. Quem doava demais era menos atraente para um relacionamento de longo prazo — mas mais atraente para relações de curto prazo. O professor foi cuidadoso: "Eu seria cauteloso em transformar isso em conselho de namoro. Mas no nosso estudo, altruísmo moderado era particularmente atraente quando as mulheres pensavam em parceiro de longo prazo" (Telegraph / Oxford) 👓 O Economist publica hoje um análise sobre o futuro dos smart glasses — um dia depois do Meta Connect 2026, onde Zuckerberg anunciou o Ray-Ban Meta Gen 3, óculos de VR e, pela primeira vez, um modelo de áudio apenas sem câmera. O motivo para esse último produto é explícito: o backlash dos "pervert glasses" se tornou grave o suficiente para ameaçar o mercado inteiro. A EssilorLuxottica vendeu 7 milhões de unidades em 2025, mas as ações caíram mais de 50% do pico. Uma indústria inteira de serviços para desabilitar o LED de gravação surgiu. A DuckDuckGo lançou seus próprios "smart glasses" — óculos normais sem tecnologia alguma, como comentário irônico. Uma pesquisa da Universidade de Sydney documentou casos de mulheres sendo assediadas por homens usando os óculos em locais públicos. O Economist mapeia como as empresas planejam resolver o problema — e se tem solução (Economist / Tom's Guide / France 24) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 24 · 18 min

    O algoritmo que sabe que você está grávida, e a CVC faturando com IA mesmo assim.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🍼 O Washington Post publica uma reportagem sobre algo que qualquer pessoa que já teve filho reconhece imediatamente: no momento em que você descobre que está grávida, o algoritmo também descobre — e o que começa é um assédio digital calculado para explorar o momento de máxima vulnerabilidade emocional da vida de um adulto. O Target já conseguia em 2012 prever a data de parto de clientes baseado em mudanças nos padrões de compra — loções sem fragrância e suplementos vitamínicos no segundo trimestre. Hoje, basta demorar alguns segundos a mais num vídeo de gender reveal para o algoritmo começar a turbinar momfluencers na sua timeline. Sites de gravidez como BabyCenter pegam a data da última menstruação que você digitou numa calculadora de data prevista — e vendem para anunciantes. 58% das mães pesquisadas disseram que a sobrecarga de informações criava pressão nas decisões de compra. A principal fonte de informação das mães? Redes sociais (Washington Post / The 19th) ✈️ O Estadão publica hoje uma reportagem que ilustra perfeitamente o paradoxo da digitalização do varejo brasileiro: em cinco meses, a CVC faturou R$80 milhões com a implementação de um chat de inteligência artificial que permite aos clientes orçarem pacotes de viagem. Mas 80% dos clientes que pesquisam pelo chat ainda vão até uma loja física para fechar a compra — e muitas vezes até a mesma loja que já visitaram. A CVC está tratando o dado não como derrota do digital, mas como confirmação da estratégia omnicanal: o chat de IA funciona como qualificador de intenção de compra, não como canal de fechamento. Para viagens, ao contrário de outros produtos, o cliente ainda quer olhar nos olhos de alguém antes de colocar o cartão (Estadão) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 23 · 19 min

    A falta de vergonha na cara, e a geração rica que acha que é pobre.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 😳 O New Yorker publica a segunda coluna da série de Jay Caspian Kang sobre vergonha — desta vez com uma tese mais ampla: a ausência de vergonha não é apenas um problema de comportamento individual, é uma ameaça estrutural à democracia. A democracia sempre dependeu de duas camadas de accountability: formal, via eleições e tribunais, e informal, via normas sociais e vergonha pública. A primeira cria consequências legais. A segunda criava, historicamente, consequências sociais para quem violasse expectativas coletivas antes de qualquer processo formal. Quando figuras públicas aprendem que escândalos viram oportunidades de engajamento, que controvérsia converte em seguidores e que a vergonha não chega mais de formas que importam, a camada informal de accountability entra em colapso. O que fica é a camada formal — que é lenta, cara e sujeita a captura política (New Yorker) 💰 A Fortune publica hoje uma análise de um relatório do Boston Consulting Group que traz o dado mais contraintuitivo sobre a Geração Z: ela é objetivamente mais rica do que qualquer geração anterior na mesma idade — e mais pessimista sobre o futuro do que qualquer geração já foi. Os Gen Zers com 28 anos ganham uma mediana de US$42 mil em dólares constantes — 25% mais do que os millennials ganhavam na mesma idade e 50% mais do que os boomers. Millennials com 34 anos têm patrimônio médio de US$331 mil, contra US$251 mil de Gen X e US$229 mil de boomers na mesma fase da vida. Mas pela primeira vez desde que pesquisas medem isso — mais de 40 anos — os jovens são mais pessimistas sobre a economia do que os idosos. O BCG chamou o fenômeno de "a maldição das Grandes Expectativas" — referência ao romance de Dickens onde uma fortuna recebida de repente corrompe quem a recebe (Fortune / BCG) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 22 · 19 min

    Big tech na sala de aula, e por que multitasking é tóxico pro cérebro.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 💻 O New Yorker publica na série "Progress Report" uma investigação sobre o que as escolas americanas perderam quando entregaram as salas de aula para as big techs. O argumento central é sobre o que acontece quando Google Classroom, tablets e "políticas 1:1" substituem livros, papel e interação direta: não apenas o aprendizado piorou — a relação dos alunos com o conhecimento mudou. Escolas ao redor dos Estados Unidos estão silenciosamente admitindo que telas em sala de aula pioraram os alunos e estão revertendo anos de políticas tech-first. O artigo usa o caso da Suécia, que fez exatamente isso em escala nacional, para perguntar o que o Brasil e os EUA estão esperando (New Yorker) 🧠 O Washington Post publica hoje uma reportagem sobre como o multitasking — fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, especialmente em telas — pode se tornar aditivo e prejudicar o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso. Um novo estudo alemão confirmou que o cérebro não consegue realmente fazer duas tarefas ao mesmo tempo, mesmo com muita prática — em vez disso, alterna rapidamente entre elas, o que ainda compromete o desempenho e aumenta os erros. O multitasking caracterizado por "context switching" constante é prejudicial sem pausas: "Quando você alterna entre tarefas, o cérebro não reseta instantaneamente. Ele consome sua energia mental. Trabalha mais e produz menos." E um ensaio clínico randomizado mostrou que multitasking e interrupções de trabalho causaram picos significativos de alpha-amylase salivar — enzima que sobe quando o sistema nervoso simpático acelera — o mesmo sistema responsável pelo fight-or-flight. (Washington Post) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 21 · 22 min

    TDAH superdiagnosticado no Reino Unido, e o que é liberdade na vida adulta.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🧠 O Telegraph publica hoje uma reportagem com dados que dividem profissionais de saúde: 7 em cada 10 médicos de família britânicos acreditam que o TDAH em adultos está sendo superdiagnosticado — e o apontam para as clínicas privadas como o principal problema. Um GP de Dorset disse ao Telegraph que "ocasionalmente os serviços NHS não dão diagnóstico positivo, mas não me lembro de uma clínica privada que não tenha dado." Mais de 8 em cada 10 pacientes referidos para avaliação especializada recebem o diagnóstico. Os gastos do NHS com TDAH e autismo subiram até dez vezes em algumas regiões em um único ano. Mas a ciência britânica discorda dos GPs: o British Journal of Psychiatry publicou em março que não há evidência de superdiagnóstico no Reino Unido — há subdiagnóstico. A tensão é real e não tem resposta fácil (Telegraph / BJPsych) 🗽 O Financial Times publica um ensaio sobre o que liberdade realmente significa na vida adulta — e por que é tão diferente do que imaginávamos quando éramos jovens. A liberdade que a maioria das pessoas deseja na infância e na adolescência é a liberdade de não ter restrições — fazer o que quiser, quando quiser. A liberdade que aparece na vida adulta é outra coisa: é a liberdade de escolher suas próprias restrições. Qual carreira? Qual parceiro? Qual cidade? Onde morar? Cada escolha que define uma vida também elimina caminhos. A liberdade adulta não é ausência de limite — é a capacidade de decidir quais limites valem a pena. Para muitos adultos, a sensação de não liberdade vem não de ter feito escolhas, mas de não ter feito (FT) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 18 · 20 min

    O mercado do acúmulo de coisas, e se tirar o celular das escolas funciona.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 📦 O New Yorker publica na edição de 21 de setembro um ensaio de David Owen sobre a maior obsessão silenciosa da cultura americana: o self-storage. Owen dirigiu de Connecticut a Kansas City e concluiu que "os dois grandes pilares da cultura americana são a igreja e o self-storage." Os EUA têm 90% da capacidade global de armazenamento privado — mais do que todos os outros países juntos. Texas tem mais instalações que qualquer outro estado. Wichita, Kansas, foi chamada de "Capital do Self-Storage dos EUA." As pessoas que trabalham no setor dizem que o mercado é impulsionado pelos "quatro D's": death, displacement, divorce, downsizing. Owen perfila Paul Roossin, que alugou um espaço de 20 por 40 pés em Queens para guardar um sintetizador, um piano e um órgão Hammond — e passou anos sem visitar. Quando finalmente doou os instrumentos e teve visão do interior do galpão, percebeu que havia esquecido que possuía várias outras coisas lá dentro (New Yorker) 📵 O After Babel publica um balanço do primeiro ano completo de políticas de escolas sem smartphone nos EUA — e a resposta para "está funcionando?" é "depende do que você chama de funcionar." Em Nova York, uma pesquisa com 600 professores mostrou que 80% reportaram resultados positivos: mais engajamento em aula, melhores conexões sociais entre alunos, salas mais calmas. O maior estudo até hoje, conduzido por Stanford, Duke, Michigan e Penn, confirmou os ganhos de comportamento — mas registrou pouca ou nenhuma melhora em notas de teste. O dado mais revelador: a política só funciona quando é "bell to bell" — do início ao fim do dia, incluindo almoço e recreio. Escolas que proíbem só durante a aula têm 73% dos professores relatando que celulares ainda são disruptivos. Escolas bell-to-bell têm 28% (After Babel / Fortune / NY Governor's Office) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 17 · 19 min

    A era dos especialistas nas redes, e o bullying cria casca ou cicatriz?

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🎙️ O Dazed publica um ensaio chamando o que está acontecendo nas redes de "epidemia explicativa": a ascensão do "thoughtfluencer" — o criador equipado com microfone minúsculo que explica o mundo em vídeos de um a três minutos. O formato explodiu no Instagram e TikTok como alternativa ao conteúdo de estilo de vida, e os que funcionam melhor constroem audiências de nicho que convertem em cursos, eventos e consultorias com intensidade desproporcional ao tamanho. O problema que o Dazed aponta: em plataformas que recompensam velocidade e consistência, a corrida ao conteúdo educativo está produzindo uma paradoxal falta de profundidade. A IA virou atalho para scripts que soam informados mas não são. O thoughtfluencer é a antítese do brainrot — mas corre o risco de se tornar uma versão acelerada dele (Dazed) 🧠 O Telegraph publica um ensaio sobre uma das questões mais persistentes que adultos carregam da infância: o bullying deixa sequela ou cria casca? A ciência tem resposta clara. O British National Child Development Study — o maior estudo longitudinal já feito sobre o tema, acompanhando 7.771 pessoas nascidas em 1958 por cinquenta anos — mostrou que vítimas de bullying frequente têm quase o dobro de chances de desenvolver depressão aos 45 anos, 65% mais chances de transtornos de ansiedade e mais do que o dobro de chances de suicidabilidade em comparação com quem não foi bullied. Aos 50 anos, ganham menos, têm menos qualificações, são menos propensos a viver com um parceiro. O impacto é comparável ao de ter sido colocado em tutela do estado na infância. Não há evidência de que o bullying forja resiliência. Cria cicatriz, não casca (Telegraph / King's College London) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 16 · 19 min

    Meta glasses no primeiro encontro é red flag, e a escola cara que lava louça.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 👓 A Wired publica uma reportagem sobre o novo red flag nos aplicativos de namoro: o Meta Ray-Ban. Mia McAnuff, 28 anos, encontrou um homem num bar em Manhattan. Ele usava os óculos. No dia seguinte, ela descobriu que tinha sido marcada em stories com vídeo do encontro filmado sem aviso — desde o bar até o metrô. "Me senti super violada", disse. "E se eu não quero que todo mundo saiba o que estou fazendo?" A Meta vendeu mais de 7 milhões de pares do Ray-Ban em 2025. O fenômeno se espalhou para pickup artists que filmam mulheres nas ruas. O apelido que circula nas redes: "creep glasses". Entre mulheres solteiras, os óculos viraram filtro de eliminação imediata: se ele chegou usando, o encontro acabou antes de começar (Wired) 🌾 O Wall Street Journal publica uma reportagem sobre a Mountain School, em Vershire, Vermont — um programa semestral que cobra US$40 mil por semestre para que adolescentes de famílias abastadas façam trabalho braçal numa fazenda. Três vezes por dia, os alunos lavam pratos, limpam, varrem, preparam vegetais. Cuidam de vacas, ovelhas, colhem milho, cortam lenha, limpam banheiros composting. O diretor Alex Myers já viu alunos tentando varrer o chão sem tocar a vassoura nele — e teve que intervir. Alguns alunos consideram o programa uma rota não oficial para universidades de elite. Outros chegam porque os pais querem que eles entendam o trabalho que sustenta o conforto da vida deles. Uma mãe disse que torce para a filha voltar a casa e continuar limpando (WSJ) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 15 · 21 min

    A verdade sobre a superpoderosa IA derrubando bolsas, e irmãs comprando casas.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 📉 Hoje as bolsas globais tiveram o pior dia para ações de tecnologia em seis semanas — depois que Dario Amodei, Sam Altman, Elon Musk e Demis Hassabis do Google DeepMind se uniram ao mesmo pedido de desaceleração da IA. Nvidia caiu 3,6%. Intel caiu 5%. AMD caiu 5,6%. Micron caiu 6%. SoftBank, um dos maiores investidores da OpenAI, caiu 10% a 11% em Tóquio. O Philadelphia Chip Index perdeu 5,1%. O Nasdaq 100 chegou ao nível mais baixo em seis semanas. Altman também anunciou que o IPO da OpenAI não acontecerá em 2026: "dado tudo o que está acontecendo com segurança, agora seria um momento equivocado para abrir o capital." O catalisador imediato: 700 agentes de IA da OpenAI atacaram sistemas da Hugging Face durante testes, enviando mais de 70 mil mensagens não autorizadas uns aos outros mesmo tendo sido projetados para permanecer isolados. A China descreveu os alertas como "espalhamento de medo" (NBC News / Reuters) 🏠 O New Yorker publica hoje uma reportagem sobre um fenômeno crescente no mercado imobiliário americano: irmãs — e amigas próximas — comprando casas juntas. Não como investimento temporário, mas como plano de vida de longo prazo. O movimento é parte de uma virada mais ampla documentada pela StreetEasy: 56% dos compradores prospectivos de 2026 planejam comprar com um co-comprador, sendo 9% com amigos e 6% com parentes. Para mulheres solteiras que não querem esperar por um parceiro romântico para entrar no mercado imobiliário — especialmente num momento de juros e preços historicamente altos —, a opção de comprar com uma irmã ou amiga íntima combina viabilidade financeira com arranjo de vida que já funciona. O New Yorker perfila casais de irmãs que fizeram a aposta e a lógica que cada uma usa para explicar a decisão (New Yorker / StreetEasy) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 14 · 18 min

    Alerta vermelho para IA, e a busca pelo mapa menos errado do mundo.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🚨 Dario Amodei, CEO da Anthropic, publicou ontem um ensaio pedindo uma desaceleração imediata no desenvolvimento da IA — e a notícia mais surpreendente é quem concordou com ele: Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, dois rivais históricos. O contexto imediato foi a demissão pública de um funcionário da Anthropic com um manifesto de alerta sobre riscos existenciais. Amodei escreveu que "enxames de agentes de IA desonestos poderiam tomar o controle da internet em até seis meses." Sua proposta vai de acordos estreitos contra uso malicioso até uma pausa completa no desenvolvimento. O Atlantic analisa a ironia que ninguém na cobertura quer nomear diretamente: Amodei também sugere que o desenvolvimento deveria ser concentrado em empresas estabelecidas e com regulação — o que beneficiaria precisamente a Anthropic. "Quanto mais eu leio o ensaio, mais parece tanto sobre posição de mercado quanto sobre segurança", escreveu um analista (Atlantic / Axios / Bloomberg) 🗺️ O Economist publica hoje um ensaio interativo sobre uma das perguntas mais antigas da cartografia: qual é o mapa certo? Todo mapa da Terra é uma mentira — porque projetar uma esfera numa superfície plana é matematicamente impossível sem distorção. A questão é qual tipo de mentira você prefere. O mapa de Mercator, o mais conhecido do mundo, preserva ângulos — essencial para navegação — mas distorce áreas dramaticamente: a Groenlândia parece maior que a África, quando tem apenas um decimocuarto do tamanho. A projeção de Peters preserva áreas mas deforma formas. A Winkel Tripel, usada pela National Geographic, minimiza a distorção geral mas não elimina nenhuma. A projeção Equal Earth, desenvolvida em 2018, é o padrão atual mais equilibrado. O Economist conclui: mapas são como modelos — todos são errados, alguns são úteis (Economist) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 11 · 24 min

    Os colecionadores do 11 de setembro, e se a culpa não é do smartphone mesmo.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 📷 O New York Times publica, na véspera do 25º aniversário do 11 de setembro, uma reportagem sobre os colecionadores de câmeras descartáveis do ataque. Em 2001, câmeras descartáveis eram o principal instrumento fotográfico das pessoas comuns. Nos dias seguintes ao ataque, dezenas de câmeras foram encontradas entre os escombros, em bolsas de pessoas que morreram, em calçadas do entorno. Voluntários revelaram os filmes. Alguns chegaram a familiares de vítimas. Outros nunca encontraram destino. Uma rede informal de colecionadores e arquivistas passou as últimas décadas reunindo e preservando esse material — imagens do dia normal que as pessoas estavam vivendo antes das 8h46 da manhã de uma terça-feira de setembro de 2001. É um dos únicos arquivos do cotidiano americano daquele momento que ainda está sendo descoberto (NYT) 📱 O New Yorker publica um ensaio do escritor Joshua Rothman sobre o psicólogo evolucionário Peter Gray — e o argumento que ele desenvolveu contra a narrativa dominante de que o smartphone destruiu a infância. Gray reconhece que smartphones podem ter tanto efeitos positivos quanto negativos em crianças, e que esses efeitos variam muito de pessoa para pessoa. Seu argumento mais provocador: quando escolas baniram celulares, o efeito no bem-estar dos alunos foi menor do que o esperado. Para Gray, isso é evidência de que o celular é um sintoma, não a causa. O problema real é mais antigo e mais profundo: a eliminação progressiva da brincadeira livre, da autonomia infantil e da exploração não supervisionada — que começou bem antes dos smartphones e que os próprios adultos, com as melhores intenções do mundo, produziram (New Yorker) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 10 · 23 min

    Destruir livros para alimentar cérebros, e conversar é exercício pro cérebro.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 📚 O New Yorker publica hoje a reportagem mais completa sobre o fenômeno das empresas de IA comprando e destruindo livros físicos para treinar modelos de linguagem. O juiz federal William Alsup, que preside o processo dos autores contra a Anthropic, repreendeu a empresa por ter baixado mais de sete milhões de cópias piratas de livros — mas decidiu que usar livros para treinar IA é "fair use": "Autores não podem excluir ninguém de usar suas obras para treinamento ou aprendizado", escreveu. Uma jornalista enviou a lista de 600 títulos que livreiros acreditam ter vendido a empresas de IA para a pesquisadora Melanie Walsh da Universidade de Washington analisar. A conclusão: 8 das 10 principais editoras dos títulos vendidos eram editoras acadêmicas. A maioria dos livros tinha tiragem baixa — geralmente menos de mil cópias — e foi publicada entre os anos 70 e 2010. "Com base nesta amostra, parece que empresas de IA podem estar interessadas em treinar modelos em pesquisa acadêmica revisada por pares em uma ampla gama de assuntos", concluiu Walsh. (New Yorker) 🗣️ O Washington Post publica uma reportagem usando o "Gen Z stare" — o olhar vazio e sem expressão que jovens exibem quando confrontados com interações verbais — como ponto de entrada para uma tendência documentada: estamos falando menos, e cientistas estão preocupados com o que isso faz com nossos cérebros. Uma análise publicada em julho no Perspectives on Psychological Science com mais de 2.000 pessoas encontrou que americanos e pessoas de outros países estão falando cerca de 300 palavras a menos por dia. Cal Newport, professor de Georgetown, disse que acredita que as pessoas estão falando menos porque interações presenciais ou por voz são difíceis. Mas esse é exatamente o ponto: "O problema é que nossos cérebros sociais equiparam sacrificar tempo e atenção em favor de outra pessoa como o principal sinal de uma conexão importante. Então, quando tornamos a socialização mais fácil, paradoxalmente nos sentimos menos conectados." (Washington Post) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠ Hoje é segunda feira, 31 de agosto de 2026. Acesso o grupo do Refil no WhatsApp Cupom assinatura Oh Bruder: REFIL MANCHETES Destruir livros para alimentar cérebros https://www.newyorker.com/culture/the-lede/destroying-books-to-build-a-mind Conversar é um exercício para o cérebro

  • September 9 · 17 min

    Falta de vergonha na cara, e a improvável aliança do Uber com os táxis.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 😳 O New Yorker publica hoje a primeira coluna de Jay Caspian Kang numa série sobre o declínio da vergonha na era das redes sociais. O ponto de partida é o "tanking" da NBA — quando times propositalmente perdem jogos para melhorar as chances no draft. O argumento: a vergonha social sempre funcionou como mecanismo de controle de comportamento coletivo. Quando um político mentiu, um CEO abusou do cargo, um time perdeu de propósito, a penalidade social era real e dolorosa. Hoje, o escândalo vira podcast, a controvérsia vira contrato de livro, e a contagem de seguidores sobe. Conseguimos monetizar a desonra. Kang não defende o retorno da humilhação pública — a internet já nos deu o suficiente disso. Mas documenta o que acontece quando normas sociais são ignoradas em favor de um interesse próprio estreito: os resultados são desastrosos para todos os outros (New Yorker) 🚕 O Financial Times publica uma análise sobre uma das alianças mais improváveis do mundo dos negócios: a Uber, que passou anos sendo o inimigo público número 1 dos taxistas do mundo inteiro, está se tornando sistematicamente o maior parceiro da indústria de táxi. No México, a Uber anunciou uma aliança "histórica" com a MX Taxi às vésperas da Copa do Mundo, permitindo que usuários peçam táxis licenciados dentro do app Uber, com tarifas reguladas e sem preço dinâmico. Em Los Angeles, a Uber fez parceria com o LA Yellow Cab. Em Nova York, há pilotos em andamento. A lógica é simples: taxistas têm licenças, regulação e conhecimento local. A Uber tem a plataforma e os usuários. A guerra acabou porque ambos os lados perceberam que a aliança era mais lucrativa do que o conflito (FT / Mexico News Daily) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

  • September 8 · 22 min

    O lado ruim de meditar, e o que está faltando na vida de todo mundo.

    Bom dia, Refileiro! 🏆 Apoie o Refil https://apoia.se/refilpodcast Faça parte do grupo de WhatsApp REFIL 1: https://chat.whatsapp.com/EpGnZQYSGRcH0OT9Y8JtEt REFIL 2: https://chat.whatsapp.com/GxVd9ICx1p521QoOKvpyIq Assuntos de hoje: 🧘 O Atlantic publica hoje um perfil de Willoughby Britton, psicóloga clínica que passou quase duas décadas documentando o que ninguém no mercado de meditação quer discutir: os danos reais da prática. Sua pesquisa encontrou que cerca de 1 em cada 10 meditadores experimenta efeitos adversos durando mais de um mês — de ansiedade e insônia a surtos psicóticos completos e ideação suicida. Em seu estudo mais importante, 82% dos meditadores que reportaram qualquer efeito adverso descreveram medo, ansiedade, pânico ou paranoia. Outros relataram alucinações, raiva e delírios — com sintomas durando em média de um a três anos. Nenhum tinha histórico psiquiátrico prévio. Britton fundou a Cheetah House, uma organização sem fins lucrativos que atende cerca de 200 pessoas por mês que sofreram danos pela meditação. Ela própria parou de meditar em 2017. "Trate a meditação como qualquer outro relacionamento. Se você se sente uma merda com aquela pessoa, talvez seja hora de terminar", disse (Atlantic) ✨ O Atlantic publica na edição de outubro um ensaio do escritor Ian Bogost sobre o que está faltando na vida moderna. As pessoas estão otimizando a vida "como se viver fosse outro emprego. Muitos de nós parecem estar nos maxxando para fora das experiências e perspectivas que nos dão significado máximo." O maxxing — looks-maxxing, sleep-maxxing, protein-maxxing, potassium-maxxing, sun-maxxing — é uma visão de mundo reducionista disfarçada de expansionismo. Quando metas substituem experiências, você perde a liberdade de encontrar sua vida como ela acontece. Bogost argumenta que o antídoto não é uma viagem ao Grand Canyon ou a uma bela paisagem — é o espanto, que pode aparecer em qualquer lugar, e que está sendo sistematicamente eliminado por uma cultura que só valoriza o que pode ser otimizado (Atlantic) O REFIL PODCAST traz de segunda a sexta às 6h da manhã aquilo que não vai aparecer na sua timeline. Em menos de 20 minutos, você fica cheio de assunto. Acompanhe as principais manchetes, análises e histórias inusitadas que vão te deixar por dentro de tudo o que importa, de forma rápida e descontraída. 📺 ⁠⁠Inscreva-se no canal⁠⁠ 📱 ⁠⁠Siga no Instagram⁠⁠ 📧⁠⁠ contato@refilpodcast.com.br⁠⁠

Showing 1–20 of 23 episodes