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Prelo · Yesterday · 35 min

Literatura e RPG

#146 – Quem diria: o role-playing-game está voltando. Na verdade, ele nunca foi embora de todo. Na pandemia, enquanto alguns assistiam a lives de banquinho & violão, outros se distraíam com transmissões ao vivo de longas campanhas fantásticas, onde elfos, druidas, anões e paladinos partiam em missões super arriscadas, masmorras adentro. É um universo imenso, que envolve cartões, tabelas e tabuleiros, um álbum de lembranças nostálgicas dos anos oitenta e noventa cheias de anglicismos – The Legend of Zelda, Final Fantasy, Ravenloft, DarkSun, Dragonlance –, e inclui dados de vinte lados, miniaturas que foram de chumbo e hoje são impressos em resina. Os livros que se desdobram desses universos são verdadeiros catataus e costumam andar em série. Quem curte fantasia lê, e lê muito. Para muitos de nós, antes da grande literatura havia um outro mundo que nascia da infância e se expandia em universos fantásticos, míticos e utópicos. Mais real que a realidade, ele carregava as contradições desta. Mas não ligávamos para isso. Ela bebeu do faz-de-conta, da inocência, mas também do teatro, do desenho, da História e das mitologias. E hoje ele é uma diversão não apenas para meninos adolescentes, mas para gente de todo gênero e idade. No papo dessa semana, conto um pouco como o RPG – mais especificamente, exercer o papel de DM (Dungeon Master) me ajudou a começar a escrever, e em que medida o retorno da fantasia pode te ajudar a escrever os seus livros. Na segunda parte do episódio, a gente vai falar sobre um traço dos personagens e que é, ao mesmo tempo, um traço humano: a agressividade em sua relação com o conflito na trama. E vamos, para isso, fazer uma análise da trama de "O senhor das moscas", clássico de William Golding. Sem dar nenhum spoiler, prometo. ​ Faça parte da comunidade: https://escritacriativa.net.br/comunidade

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#146 – Quem diria: o role-playing-game está voltando. 

Na verdade, ele nunca foi embora de todo. Na pandemia, enquanto alguns assistiam a lives de banquinho & violão, outros se distraíam com transmissões ao vivo de longas campanhas fantásticas, onde elfos, druidas, anões e paladinos partiam em missões super arriscadas, masmorras adentro.

É um universo imenso, que envolve cartões, tabelas e tabuleiros, um álbum de lembranças nostálgicas dos anos oitenta e noventa cheias de anglicismos – The Legend of Zelda, Final Fantasy, Ravenloft, DarkSun, Dragonlance –, e inclui dados de vinte lados, miniaturas que foram de chumbo e hoje são impressos em resina. Os livros que se desdobram desses universos são verdadeiros catataus e costumam andar em série. Quem curte fantasia lê, e lê muito. 

Para muitos de nós, antes da grande literatura havia um outro mundo que nascia da infância e se expandia em universos fantásticos, míticos e utópicos. Mais real que a realidade, ele carregava as contradições desta. Mas não ligávamos para isso. Ela bebeu do faz-de-conta, da inocência, mas também do teatro, do desenho, da História e das mitologias. E hoje ele é uma diversão não apenas para meninos adolescentes, mas para gente de todo gênero e idade.

No papo dessa semana, conto um pouco como o RPG – mais especificamente, exercer o papel de DM (Dungeon Master) me ajudou a começar a escrever, e em que medida o retorno da fantasia pode te ajudar a escrever os seus livros.

Na segunda parte do episódio, a gente vai falar sobre um traço dos personagens e que é, ao mesmo tempo, um traço humano: a agressividade em sua relação com o conflito na trama. E vamos, para isso, fazer uma análise da trama de "O senhor das moscas", clássico de William Golding. Sem dar nenhum spoiler, prometo.

Faça parte da comunidade: https://escritacriativa.net.br/comunidade