

Ele acordava às 4h para estudar. Hoje, está entre os primeiros da Polícia Legislativa | Lukas Leite
Lukas Silva Leite cresceu na periferia de Brasília, em uma família simples. Na infância, chegou a morar em um barraco de fundo, e houve períodos em que a família precisou contar com cestas básicas e programas de distribuição de alimentos.Mesmo com pouco, os pais sempre acreditaram que o estudo poderia mudar aquela realidade. Foi o pai de Lukas quem, com muito esforço, pagou um curso de informática para o filho. Aos 15 anos, ele começou a trabalhar como professor de informática, ganhando cerca de 230 reais por mês. Para economizar no transporte e ajudar em casa, caminhava seis quilômetros por dia.Depois, trabalhou como técnico de suporte de TI e chegou à Justiça Federal. Foi ali, convivendo com servidores e magistrados, que começou a enxergar o serviço público como uma possibilidade concreta de mudar de vida. Mas o caminho até as aprovações não foi linear. Vieram reprovações, inclusive na PMDF, que acabaria se tornando um dos maiores pontos de virada da sua trajetória. Depois vieram aprovações na PMMG, PMSC onde ficou por 4 anos, PPGO, e a PPDF - aprovação que permitiu seu retorno a Brasília e, finalmente, a realização de um sonho que carregava desde o ensino médio: cursar Direito.E, em 2026, mesmo trabalhando e estudando Direito, Lukas acordava às quatro da manhã para se preparar para um novo desafio: o concurso para Policial Legislativo Federal. Na prova discursiva, conquistou o primeiro lugar e saltou da 140ª para a 19ª colocação na lista de cotas, seguindo para as fases finais.Em todos os certames, Lukas se preparou com os materiais do Gran. E é sobre tudo o que aconteceu antes desse resultado que vamos conversar agora.


















