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Artwork for Geração 60

Geração 60

Conceição Lino

Nasceram na ditadura, cresceram na democracia e saborearam a liberdade. Tiveram possibilidades que os pais e os avós não conheceram. Assistiram a mudanças sociais mais justas, a grandes inovações e ao arranque da transformação tecnológica. Perante os desafios do mundo atual, o que têm a dizer os que acreditaram no progresso e na conquista de direitos?

Depois da Geração 70, com Bernardo Ferrão, da Geração 80 com Francisco Pedro Balsemão, e da Geração 90, com Júlia Palha, chega em 2025 a Geração 60, o podcast em que Conceição Lino conversa com quem nasceu numa altura em que o único ecrã era o da televisão a preto e branco.

Geração 60 tem o apoio da KPMG.

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  • 20 episodes
  • Avg 37 min
  • Portuguese
  • July 17 · 51 min

    Especial ao vivo com Álvaro Covões: “Não gosto de trabalhar com ‘yes men’, não gosto de pessoa que dizem que sim a tudo”

    Figura incontornável do mundo da cultura, Álvaro Covões dispensa apresentações. Responsável pelo festival NOS Alive, não poupa críticas à gestão cultural que é feita no nosso país: “Eu acredito na bondade dos política, mas a cultura política em Portugal não tem mudado nos últimos anos”. Considera que os espetáculos são como as pequenas empresas, têm um círculo de vida muito curto e quando acabam não há forma de recuperar o investimento. A nível pessoal, diz que não gosta de trabalhar com quem diz que sim a tudo, prefere ser confrontado. Quanto ao futuro, Álvaro Covões é peremptório: “É preciso uma sociedade com um poder de compra superior para que possamos ter um maior consumo de cultura”. Esta conversa foi conduzida por Conceição Lino e gravada ao vivo no festival NOS Alive dia 10 de julho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E1
    July 4 · 34 min

    “GTA”, com Diogo Piçarra e João ‘Retro Raider’ Mateus. Oiça aqui a estreia do Geração Gamer

    Imagina um mundo onde a liberdade é quase total e o caos é uma opção. Bem-vindo ao universo de Grand Theft Auto, uma das maiores e mais influentes franquias da história dos videojogos. Desde a estreia, em 1997, o GTA revolucionou a forma de jogar ao criar cidades abertas, inspiradas na realidade, onde a sátira, a crítica social e a liberdade do jogador se tornaram marcas da saga. Liberty City, Vice City, San Andreas e Los Santos transformaram-se em cenários icónicos que atravessaram gerações e passaram a fazer parte da cultura popular. Neste episódio de estreia do Geração Gamer, revisitamos a evolução de uma série que redefiniu o conceito de mundo aberto, recordamos as histórias, personagens e momentos que marcaram milhões de jogadores e olhamos para o futuro, com a chegada do muito aguardado GTA VI, prevista para 2026. Para esta viagem entre nostalgia, inovação e cultura gaming, Cristiana Reis recebe dois fãs da franquia: o músico Diogo Piçarra e o criador de conteúdos João ‘Retro Raider’ Mateus, para uma conversa sobre o impacto de um jogo que continua a reinventar-se geração após geração. (0:00) Introdução ao jogo (7:25) Apresentação dos convidados (8:10) Conversa See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • June 27 · 53 sec

    Os videojogos são memórias, histórias e cultura. Quais os jogos que nos unem? Oiça aqui o trailer de “Geração Gamer”, o novo podcast da SIC Notícias

    Quais são os jogos que jogamos? A partir de 4 de julho, os videojogos chegam aos podcasts da SIC Notícias com “Geração Gamer”, de Cristiana Reis. As franquias mais icónicas unem gerações em conversas que vivem da experiência dos gamers. Neste podcast, fazemos uma viagem até aos videojogos que moldam quem somos: os que nos acompanharam durante a infância, os que ainda hoje nos desafiam e os que nos fazem imaginar o futuro. Este é um espaço para todos. Para os que sempre jogaram, para os que pararam e voltaram, para os que têm apenas recordações e até para os curiosos. Histórias, memórias, cultura e curiosidades: tudo cabe aqui. Vamos jogar? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E1
    April 1 · 44 min

    Rui Pedro Silva na estreia de Geração 2000: “O que é bom no meu tempo é a mudança, é a vontade de mudar”

    Na estreia do podcast Geração 2000, Manel Rosa senta-se à conversa com Rui Pedro Silva, 22 anos, nascido em Oliveira do Douro, e já com um percurso que desmente qualquer ideia de que esta geração anda à deriva. Entre memórias de um primeiro contacto com o teatro num campo de férias — ainda sem saber bem ao que ia, mas com vontade de tentar — e a estreia profissional no Centro Cultural de Belém, o ator revisita um caminho feito de tentativa e erro, onde a curiosidade falou sempre mais alto do que o medo. Foi esse impulso que o levou até ao cinema, com “Restos do Vento”, de Tiago Guedes, apresentado no Festival de Cannes, e a um improvável “encontro de segundo grau” com Ethan Hawke. Mas é na televisão que o país o reconhece: do fenómeno do remake de “Morangos com Açúcar” às nomeações para os Globos de Ouro, passando pela novela “Herança”, onde a história de “Teresinha e Bernardo”, com Laura Dutra, se tornou viral e conquistou milhões. De regresso ao palco, com “Brokeback Mountain” e em breve “O Clube dos Poetas Mortos”, no Teatro da Trindade, Rui Pedro Silva mostra que esta geração não espera por oportunidades: cria-as. Um episódio sobre começos, exposição, pressão e ambição, na estreia do Geração 2000, todas as quartas-feiras, no site da SIC, SIC Notícias e Expresso, e em todas as plataformas de podcast. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • March 25 · 37 sec

    Geração 2000: oiça aqui o trailer do novo podcast de Manel Rosa

    A geração que inaugurou o século XXI cresceu entre dois mundos: começou com Nokias 3310 e hoje vive com smartphones sempre na mão. Foi a primeira a descobrir a Internet em casa, a levar para a escola o computador Magalhães e a trocar a televisão pelo YouTube. Também foi a geração que ouviu falar da troika ainda em criança e que cresceu num mundo que muda cada vez mais depressa. Neste Geração 2000, Manel Rosa conversa com os jovens que querem mudar o mundo à semelhança do seu tempo... rapidamente. Todas as quartas-feiras, episódios com artistas, ativistas, atletas, empreendedores e académicos, que traçam o retrato de uma geração marcada por profundas transformações tecnológicas, sociais e culturais. Entre memórias de infância e ambições de futuro, mostrando que os nascidos a partir do ano 2000 não só acompanham a mudança, como já estão a transformá-la. Não perca em todas as plataformas de podcast, e no site da SIC, SIC Notícias e Expresso. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E1
    February 12 · 48 min

    Maria João Avillez no Geração 40: “Um jornalista é curioso, a curiosidade é um instrumento que se tem ou não se tem. Ser bisbilhoteiro é completamente diferente”

    Nasceu em Lisboa no final da 2ª Guerra Mundial. Cresceu no seio de uma família grande, de origem aristocrática, numa casa que conserva grandes memórias. São três irmãs que seguiram caminhos diferentes, e o caminho de Maria João Avillez estava destinado à comunicação social. Estreou-se em televisão aos 17 anos, fundou jornais, fez rádio e entrevistou protagonistas, viveu e presenciou os grandes acontecimentos dos últimos 50 anos. Maria João Avillez é a convidada da estreia de Geração 40, o novo podcast conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • February 5 · 1 min

    Geração 40: oiça aqui o trailer do primeiro podcast original de Júlio Isidro

    Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que cresceu com os racionamentos e a sombra da guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital. Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram? “Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. Todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida. O primeiro episódio sai no dia 12 de fevereiro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. A canção tornou-se um dos maiores sucessos da carreira de Milu e foi muito difundida na rádio. Décadas depois, ganhou nova vida com a versão rock dos Xutos & Pontapés, o que a levou a ser conhecida por várias gerações, dos mais velhos aos mais novos. Não há mote mais transversal do que este para voltarmos aos anos 40 em 2026. Acompanhe-nos nesta viagem! See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • Nov 10, 2025 · 1 hr

    Especial ao vivo no Tribeca com Luísa Cruz e José Raposo: “Conhecemo-nos na banda. Era esta senhora ainda uma moçoila”

    No episódio do podcast Geração 60, gravado ao vivo no Tribeca Film Festival em Lisboa, Conceição Lino conversa com Luísa Cruz e José Raposo sobre infância, liberdade, arte e envelhecimento. Ambos recordam as origens e o impacto do 25 de Abril nas suas vidas, revelando como o teatro se torna um espaço de descoberta e de emancipação. Os atores partilham memórias de infância e refletem sobre o poder transformador da arte, a importância da empatia e o papel do riso como resistência. José Raposo vê a representação como um ato de amor e partilha, uma forma de estar no mundo que exige entrega e empatia. Luísa Cruz acrescenta que o trabalho do ator é um exercício de esquizofrenia controlada, uma fusão entre verdade e ilusão que só é possível se mantiver viva a criança interior. Para ambos, a criatividade nasce da inocência e da curiosidade. Nesta conversa com público, discutem as mudanças sociais e tecnológicas em Portugal, a perda de proximidade humana e o crescimento dos extremismos, e falam das famílias, da passagem do tempo e da forma como o palco os mantém vivos e curiosos. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • Sep 30, 2025 · 47 sec

    Trailer: Júlia Palha regressa com o Geração 90

    Na nova temporada do Geração 90, Júlia Palha volta a abrir as portas à geração que cresceu com a revolução digital e que vive ansiosa em relação ao futuro. Neste podcast, fala-se de forma leve do peso que acarretam os sonhos e as expectativas. Estreia-se a 07 de outubro, com novas conversas todas as semanas. O Geração 90 tem o apoio do Novo Banco. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E22
    Jul 28, 2025 · 48 min

    Fernanda de Almeida Pinheiro: “A minha avó Maria Eugénia nem apelidos tinha. As mulheres não tinham um para além do nome próprio. Era sempre Maria. Todas as mulheres da minha família têm o nome de Maria, mas não um apelido”

    Nasceu em Caldas da Rainha em outubro de 1969. A mãe esperava que a segunda filha fosse uma menina prendada, mas ela aprendeu a bordar a contragosto. Não gostava de brincar com bonecas e não hesitava em dar opiniões. "Já contestava aquela injustiça de só as meninas terem tarefas domésticas. Venho de uma linha de mulheres poderosas que, não tendo sido empoderadas, tornaram-se a si próprias poderosas. A minha avó foi uma delas", conta. Era boa aluna, mas quando chegou a altura de ir para a faculdade, os planos foram adiados porque não havia como pagar um curso superior. Foi como trabalhadora estudante que se matriculou seis anos depois em Direito, na Universidade Autónoma, por sugestão da irmã mais nova. Até conseguir ser advogada em nome individual, trabalhou em empresas como secretária de Administração, Técnica de Recursos Humanos e contencioso. Foi com este percurso pouco comum que chegou a bastonária da Ordem dos Advogados: "a advocacia permite-nos mudar o mundo, nem que seja pessoa a pessoa". "Durante muitos anos fui absolutamente contra as cotas porque achava um despautério. Como se a sociedade fosse baseada no mérito. Deveria ser, mas é completa treta. E vendem-nos isto como se fosse verdade" desabafa Fernanda de Almeida Pinheiro no último episódio da temporada de Geração 60, de Conceição Lino. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E21
    Jul 21, 2025 · 50 min

    Miguel Monjardino: “Fomos muito educados à mesa, havia muita conversa, não havia telemóveis, não havia televisão. Só tive televisão aos 14 anos, pertenci a uma sociedade que se educava através dos livros e da palavra escrita”

    Nasceu em 1962 nos Açores, recorda a infância passada numa ilha. Cresceu rodeado de livros e conversas profundas, e foi marcado pela influência distinta dos pais, uma mãe mais artística e um pai ligado às ciências sociais. Desde cedo, aprendeu o valor da palavra, da leitura e da curiosidade, elementos que moldaram o seu percurso intelectual. As refeições em família, regadas com discussões em francês e sem distrações tecnológicas, foram verdadeiras aulas de formação cívica e cultural. A infância e adolescência em Angra do Heroísmo, apesar da insularidade, nunca foram limitadoras. Pelo contrário, o contacto com os Estados Unidos e a influência cultural da Base das Lajes despertaram-lhe uma visão mais cosmopolita do mundo. A experiência nos EUA aos 16 anos foi transformadora e solidificou a sua vontade de estudar e viver no estrangeiro. Lisboa, quando chegou, pareceu-lhe cinzenta e fechada, um contraste abrupto com aquilo a que já tinha acesso fora de Portugal. Percorreu universidades em Inglaterra e nos Estados Unidos antes de regressar à sua ilha. Foi jornalista, analista político e académico, sempre guiado pela convicção de que só é possível interpretar o presente com um profundo conhecimento do passado. Essa visão está na base da “República das Letras”, um programa que criou para ensinar jovens a pensar criticamente, combinando caminhadas físicas na natureza com leituras dos clássicos gregos. Crítico da superficialidade da cultura digital e da desvalorização das humanidades, defende que a História, a Literatura e a Filosofia são essenciais para formar cidadãos informados e capazes de reagir aos desafios do mundo atual. Com uma visão clara das transições históricas em curso, alerta para o risco da desordem, do populismo e da erosão institucional, mas acredita que o sistema democrático ainda tem energia para se reinventar. Apesar de ver um futuro turbulento, mantém uma nota de otimismo: acredita no poder da educação, da memória histórica e da renovação geracional para enfrentar os tempos difíceis. Aponta como essencial o diálogo entre gerações e a escuta atenta das comunidades fora dos centros urbanos. É na conjugação entre conhecimento clássico, experiência vivida e ação política informada que poderá surgir uma nova ordem mais justa e resiliente, conta Miguel Monjardino a Conceição Lino, neste episódio do podcast Geração 60. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E20
    Jul 14, 2025 · 49 min

    Nini Andrade Silva: “É uma honra Portugal ter-me convidado para escolher tudo o que vamos levar para a semana do Design de Paris. Faz-me pensar que comecei há 40 anos quando o design ainda não era nada e agora estamos a dar a volta ao mundo”

    Nasceu em julho de 1962, no Funchal, Madeira. Desde criança que queria trabalhar no mundo e via no mar, à volta da ilha, uma imensa liberdade. A família sempre acreditou nela, mesmo quando se revelou uma aluna mais interessada em sonhar e criar do que em decorar as matérias. Depois do curso de Design no IADE de Lisboa mudou-se para Nova York para continuar a estudar e trabalhar. Passou ainda por, Londres, Paris, África do Sul e Dinamarca. Foi no design de interiores que se tornou um dos nomes incontornáveis entre os melhores designers do mundo. Hotéis, casas privadas, joias, mobiliário e equipamentos em diferentes continentes, tem uma marca e estilo próprio que recebeu o nome de “minimalista” e que lhe trouxe prémios nacionais e internacionais ao longo de mais de 35 anos de carreira. Nini Andrade Silva é a convidada do novo episódio do Geração 60, conduzido por Conceição Lino. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E19
    Jul 7, 2025 · 45 min

    Arlindo Oliveira: "O primeiro computador a que tive acesso no secundário e que me viciou era o Spectrum, umas máquinas ridículas pelos padrões de hoje. Quando se desligavam e tornavam a ligar não tinham nada. Não havia ficheiros guardados"

    Nasceu a 4 de junho de 1963 em Gaja, em Angola, onde viveu até aos dois anos, altura em que os pais regressaram a Portugal. Foi no Montijo que passou a infância até aos 11 anos, altura em que a família fez mais uma mudança para África. Desta vez, o destino foi Moçambique. Viveu lá um ano, a seguir à Revolução de 1974. Desde cedo, mais interessado nas ciências do que nas humanidades. Tirou o curso de engenharia no Instituto Superior Técnico em Lisboa, numa altura em que os computadores eram considerados objetos da ficção científica. Foram os computadores que o levaram aos Estados Unidos para fazer um doutoramento na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Tornou-se um português reconhecido internacionalmente na área da inteligência artificial. Não sabe o que ela irá trazer no futuro, mas tem a certeza de que só vai servir bem à humanidade se for gerida com valores éticos, culturais e filosóficos. Arlindo Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico e investigador no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, é o convidado do novo episódio do Geração 80. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E18
    Jun 30, 2025 · 49 min

    Álvaro Covões: "A minha geração foi a que mais valorizou a democracia, porque acabou por conhecer os dois lados da moeda, uma ditadura de direita e uma de esquerda. Temos uma abertura de espírito como as novas gerações não têm"

    Nasceu em março de 1963, em Lisboa. Cresceu numa família que é proprietária do emblemático Coliseu dos Recreios, há mais de um século, e desde criança que começou a ter contacto com o mundo do espetáculo. Foi no Coliseu dos Recreios que começou a trabalhar ainda na adolescência. Os pais queriam que seguisse medicina, mas foi no curso de Gestão que conheceu o mundo financeiro. Aos 22 anos organizou o primeiro espetáculo. “O Fado de Amália” foi o início de um percurso de festivais que colocaram Portugal na rota de artistas com um sucesso planetário. O “NOS Alive” é o maior dos festivais que já organizou nos últimos 30 anos. Crítico da política cultural do país, o promotor de espetáculos e fundador da empresa Everything is New, Álvaro Covões é o convidado do novo episódio do Geração 60 See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E17
    Jun 23, 2025 · 44 min

    Elvira Fortunato: “A memória mais antiga que tenho é das minhas aulas de biologia em que vi as células da cebola ao microscópio óptico. Isso fascinou-me e abriu-se um mundo. Fascinou-me estar a ver coisas que o meu olho não conseguia ver”

    Nasceu a 22 de julho de 1964, em Almada. É ainda hoje à margem sul que a vida profissional e pessoal está ligada. Foi sempre uma criança curiosa que gostava muito de ficção científica e foi como cientista que desenvolveu o primeiro ecrã do mundo totalmente transparente e com materiais sustentáveis. Elvira Fortunato tem uma carreira com dezenas de prémios nacionais e internacionais e diz que nunca teve complexos de superioridade nem de inferioridade. Continua a acreditar que a ciência portuguesa tem capacidade de ir muito mais longe do que se possa pensar, até porque: “os eletrões são iguais em qualquer ponto do planeta”. Ouça aqui o novo episódio do Geração 60, conduzido pela Conceição Lino. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E16
    Jun 16, 2025 · 42 min

    Maria João Luís: “Cantei o 'Bairro Negro' do Zeca Afonso, ainda na primária. A professora tirou-me o microfone da mão. Quando cheguei a casa disse aos meus pais: 'Estou a chorar porque não me deixaram cantar.' Os meus pais ficaram em pânico, durante 15 dias não se podia ouvir passos na escada, ficavam em pânico. Esta era a realidade antes do 25 de Abril”

    Maria João Luís nasceu a 30 de dezembro de 1963 em Lisboa, mas foi em Alhandra e Vila Franca de Xira que cresceu. Quis ser agricultora e aprendeu a cavar, plantar batatas e até teve uma horta. Antes de pisar um palco, ainda Portugal vivia a efervescência do pós 25 de Abril, começou por ler poesia na rua. A adolescência trouxe-lhe uma rebeldia que a levou a fugir de casa para Madrid, à boleia, e mais tarde para a Alemanha com amigos que conheceu numas férias de verão. Hoje tem os pés mais assentes na terra e é esse o nome do teatro que criou com o marido em Ponte de Sor. Tem-se desdobrado nos papeis de encenadora e atriz no cinema e televisão, mas diz que é o palco que a faz sentir-se viva. Maria João Luís é a convidada do novo episódio do Geração 60. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E15
    Jun 9, 2025 · 38 min

    Clara Andermatt: “Esta geração teve a sorte de viver momentos de uma perspectiva muito alargada e de liberdade. Hoje as pessoas e os jovens estão um bocadinho à toa. Cada vez há menos tempo para pensar”

    Nasceu em agosto de 1963, em Lisboa. Filha de mãe bailarina, a dança foi incontornável desde o primeiro momento. Foi com a mãe que começou os estudos, mas aos 17 anos uma bolsa levou-a para a Inglaterra, onde se formou na London Studio Centre. Não foi a única bolsa que conseguiu, num percurso que a levou a diferentes países e a enriqueceu com diferentes experiências. Mudou-se para os Estados Unidos e mais tarde em Barcelona, Espanha, quando o país onde nasceu se revelou demasiado pequeno para chegar onde sempre sonhou. A bailarina e coreógrafa, Clara Andermatt é a convidada do novo episódio do Geração 60, conduzido por Conceição Lino. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E14
    Jun 2, 2025 · 45 min

    Luísa Salgueiro: "Uma grande justificação para a falta de mulheres nos lugares de liderança é que quando nós somos confrontadas com a possibilidade de ocupar o cargo passamos a vez e deixamos que seja outro a ocupar"

    Nasceu a 2 de janeiro de 1968, em São Mamede de Infesta, Matosinhos. Cresceu sem pensar que iria parar à política. Mimada pelos pais, sempre gostou de ser filha única e só teve uma filha por opção. Em pequena só quis ser duas coisas: cabeleireira e advogada. Quando andava no liceu, sempre que não tinha aulas, ia para o tribunal assistir a sessões de julgamentos. Ainda esteve um tempo na advocacia, mas percebeu depois que era na política que podia fazer caminho. Foi deputada do PS durante 12 anos. É presidente da Câmara de Matosinhos e a primeira mulher presidente da Associação Nacional de Municípios. Luísa Salgueiro é a convidada do novo episódio do Geração 60, conduzido por Conceição Lino. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E13
    May 26, 2025 · 44 min

    Margarida Rebelo Pinto: “O meu pai foi despedido porque nao aceitou ser informador da PIDE, mas ouvia o Avante!. Dizia que era tão importante os filhos ouvirem Tchaikovsky ou Chopin, como o hino do PCP. Nunca mais me esqueci disto”

    Nasceu em junho de 1965, em Lisboa. Em criança gostava de livros e já dizia que queria ser escritora. É a mais nova de três irmãos e como diz a “preferida” do pai. Começou a tirar o curso de Direito e foi nessa altura que teve a certeza que o caminho não era aquele. Teve vários trabalhos e com 19 anos já fazia trabalhos com manequim. Lançou o primeiro romance aos 33 anos e admite que “para o bem e para o mal” será sempre uma “escritora do amor”. Tornou-se um fenómeno numa profissão que estava fechada a novos autores e onde era difícil viver dos livros. Lançou mais de 29 publicações com vendas que ultrapassaram o milhão de exemplares. Margarida Rebelo Pinto é a convidada do novo episódio do Geração 60, diz que não se imagina sem escrever mas que viver é o mais importante. Ouça aqui a conversa com Conceição Lino. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E12
    May 19, 2025 · 41 min

    Ricardo Conde: “Não há pedaço da Terra que não esteja descoberto. Temos potências a conquistar outras e por isso é que olhamos para o espaço com perspectiva de conquista e as motivações continuam a ser as mesmas dos anos 60"

    Nasceu a 18 de junho de 1965 em Cabinda, Angola. Filho de pais portugueses, cresceu entre o Minho e Angola até regressar definitivamente para Portugal na vaga de retornados que fugiram da Guerra Civil nas ex-colónias em África a partir de 1975. Tem mais de três décadas no setor industrial e do espaço, um percurso que começou com o curso de Eletrotecnia no Instituto Superior Técnico. Mas do que mais se orgulha no currículo é das duas filhas, para quem teve de ser pai e mãe. O presidente da Agência Espacial Portuguesa, Ricardo Conde, é o convidado do novo episódio do podcast Geração 60. Gosta de agricultura e é fascinado pelo espaço, mas diz que tem os pés bem assentes na terra See omnystudio.com/listener for privacy information.

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