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Artwork for Geração 40

Geração 40

Júlio Isidro

Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e da sombra da II Grande Guerra. Viram um país fechado abrir-se à Europa. Assistiram ao salto do analógico para o digital.
Hoje olham de frente para a era da Inteligência Artificial. O mundo transformou-se. Mas será este o futuro que imaginaram?

“Geração 40” é uma viagem, entre memórias e desafios do presente, conduzida por Júlio Isidro. O genérico do Geração 40 é composto pela canção portuguesa de 1943 “A Minha Casinha”, estreada pela atriz e cantora Milú no filme “O Costa do Castelo”. 

Um novo episódio todas as quintas-feiras nos sites da SIC Notícias, SIC e Expresso ou na sua plataforma de podcasts preferida. 

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  • 23 episodes
  • weekly
  • Avg 51 min
  • Portuguese
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  • S1 · E29
    Thursday · 52 min

    João Botelho: “Fugia todas as noites para o cinema, para ver filmes maus, bons, assim, assim”

    Nasceu em Lamego, no dia 11 de Maio de 1949, um dos cineastas mais produtivos do cinema português. Poderia ter sido engenheiro. E não foi por um triz, porque não quis. Poderia ter sido artista gráfico com talento para o desenho, fez ilustrações e mais algumas coisas, mas ficou-se por aí. Gostava de ver cinema. Escreveu sobre cinema. Andou à boleia pela Europa para ganhar dinheiro para ir ao cinema e o 25 de Abril abriu lhe as portas do cinema. Diz que, como não sabe fazer policiais franceses, comédias espanholas ou entretenimento à americana, faz cinema português. Tem um culto especial por Manoel de Oliveira e aprendeu muito com o Mestre. Para João Botelho, os filmes são histórias e o cinema é a forma de mostrar. Gosta da noite, do Benfica, das pessoas, da alegria. Não deixa nada por dizer e afirma que vivemos um tempo em que os ignorantes são arrogantes, chegam ao poder e mandam. João Botelho é o convidado desta semana de Geração 40, com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E28
    August 20 · 58 min

    António Bessone Basto: “Estava sempre queimado e dentro de água, até me chamavam o choco”

    António Moutinho de Almeida Bessone Basto nasceu em Algés, às 07h00 do dia 9 de Novembro de 1945. A parteira Dona Cesaltina salvou o menino que trazia o cordão umbilical à volta do pescoço. Foi a primeira vitória deste atleta nascido para vencer. Meia hora após chegar a este mundo, já estava inscrito como sócio do Sport Algés e Dafundo. Neto do fundador do clube e filho de desportistas, o 'Tony' só podia vir a ser o que foi: um caso único de atleta completo em várias modalidades, desde o andebol, o râguebi, atletismo, basquetebol, hóquei patins, ginástica, pesca desportiva, judo, karaté e, claro, a natação, onde tem inúmeros recordes. É o atleta mais medalhado do país, ostentando mais de 1500 troféus. O menino que foi, ou tentou ser, o melhor em tudo, menos na escola, atravessou o Tejo a nado com oito anos, entre Trafaria e Algés, à frente de muitos séniores. Participou nos Campeonatos da Europa em Leipzig, em 1961, e nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. No andebol pelo Sporting, foi guarda redes e esteve na conquista de cinco campeonatos nacionais, duas Taças de Portugal e um Campeonato Regional. No Geração 40 de hoje, mergulha com Júlio Isidro nas águas da memória. Oiça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E27
    August 13 · 59 min

    João David Nunes: “A rádio vai ser o meio que vai sobreviver com mais facilidade. Prolonga-se pelos podcasts, pela internet. É o menos intrusivo que existe, as pessoas podem ouvir e fazer outras coisas”

    Nasceu em Lisboa em 1947. Cresceu e bem por aqui, e depois da escola de que iremos falar, foi parar ao nosso Liceu Camões, onde, para além de cantar no Orfeão, lia a preceito os textos da aula de Religião e Moral. No Liceu, foi mordido pelo saudável vírus que, ao circular nas veias, desenvolve uma paixão pela rádio, doença autoimune para toda a vida. Da equipa radiofónica de emissão do Camões à Rádio Universidade foi outro passo que lhe aconteceu até à estreia, ainda só com 16 anos, no programa Ritmo 64 do Rádio Clube Português. João David Nunes está inscrito por mérito próprio e muito trabalho na história da rádio em Portugal. Locutor com uma voz inconfundível, produtor, realizador de inúmeros programas, alguns dos quais tão originais e inovadores, que só teriam lugar na rádio quando a lei ainda não era a dos números e do consumo. A criação da Rádio Comercial, em março de 1979, abriu uma janela de criatividade e inovação, onde tanta coisa aconteceu na companhia de antigos, novos e, na altura em plena atividade, reconhecidos profissionais. Nasceu para liderar equipas em diversas atividades, todas elas ligadas à comunicação social. É ele ainda a voz do cinema, tantos os trailers de filmes que promove de forma inconfundível. É ele, que dedica muito do seu tempo ao Centro Nacional de Cultura. É com ele que Júlio Isidro conversa neste episódio de Geração 40. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E26
    August 5 · 56 min

    António Homem Cardoso: “O fantástico da fotografia é concentrar a história toda numa imagem. A aflição, a ternura, o ódio, o amor, tudo num fotograma”

    António Homem Cardoso nasceu num lugar de São Pedro do Sul, no dia 11 de Janeiro de 1945. Aos dez anos, desceu à grande cidade para viver com a madrinha e servir como marçano numa mercearia. Não era essa a vida que parecia estar destinada num clique daqueles que mudam a vida, assistiu à rodagem de um filme estrangeiro e foi apadrinhado pelo actor principal que lhe ofereceu a primeira máquina fotográfica. Foi fotógrafo vadio e fez instantâneos da vida de Lisboa. Como a sorte dá muitas vezes a mão aos lutadores, viu duas fotografias suas serem publicadas. E assim começou a travessia de um dos maiores fotógrafos portugueses, aprendendo sozinho e olhando para o mundo através do visor da sua máquina. É incomensurável a obra do menino que se fez homem, a registar no objectiva as almas de tantas celebridades. Também o número de livros publicados, com imagens e até textos seus, vai já para além, muito para além de uma centena. A música portuguesa tem nos seus intérpretes muitas capas com fotos por si assinadas. Monárquico convicto, é o fotógrafo oficial da Casa Real Portuguesa, de quem tem uma alta condecoração, mas também é comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, título outorgado por um Presidente da República. Registou Amália, Marcelo Rebelo de Sousa, José Saramago ou o Papa João Paulo II, é um manancial de milhares de vidas numa só vida. Ouça a história de António Homem Cardoso no Geração 40, de Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E25
    July 30 · 57 min

    Embaixador Francisco Seixas da Costa: “Saio de Vila Real, filho único, lançado às feras no Porto. Para mim aquilo era Nova Iorque, Paris, Londres. Foi assim uma coisa deslumbrante”

    Nasceu em Vila Real em janeiro de 1948. Embaixador durante 40 anos e com uma vida preenchida de cargos que desempenhou sempre com entusiasmo e competência. Estudou no Liceu de Vila Real e foi durante a tentativa de ser engenheiro eletrotécnico que pressentiu que a carreira passaria por outros circuitos. Diz que a graça da vida está no “improviso”, fez rádio, jornalismo e licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas, entrando na carreira diplomática sem que isso tivesse sido um projeto de vida. Estava na tropa quando se deu o 25 de Abril, não se considera “herói da Revolução”, mas deu uma mão. Teve uma mão ativa nos tratados de Amesterdão e Nice e no Acordo de Schengen no âmbito da construção da União Europeia. E estava em Nova Iorque quando aconteceram os atentados de 11 de setembro de 2001. O embaixador Francisco Manuel Seixas da Costa é o convidado do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E24
    July 23 · 1 hr 2 min

    Lia Gama: “Era uma criança muito solitária e brincava sozinha. Ia para a marquise, sentava-me com os pés numa cadeira e fazia diálogos, personagens. Não queria ser atriz, queria ser artista”

    Nasceu em maio de 1944, na freguesia da Barroca, no concelho do Fundão, e foi registada com o nome de Maria Isilda da Gama Gil. Com pouco mais de um ano veio para Lisboa. Com 14 anos, deixou a casa do pai e da madrasta. Sempre quis ser aquilo que viria a ser - atriz. Começou por oferecer violetas na promoção da peça Margarida da Rua, no Teatro Monumental, “Em Boa Verdade”, e na peça “Vamos Contar Mentiras”, que estreia ao lado de Florbela Queiroz e Raul Solnado. Muito da aprendizagem de cultura, teatro e de vida aconteceu numa “universidade” chamada Café Monte Carlo, mesmo ao lado do teatro onde cresceu. Aventureira e lutadora, com 21 anos estudou representação em Paris, aprendizagem que acumulou com as dignas tarefas de limpar casas e lavar pratos em restaurantes. O país conhece-a como Lia Gama e reconhece-a como uma das mais talentosas atrizes do nosso teatro, cinema, televisão e canção. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E23
    July 16 · 48 min

    Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”

    Vitorino Salomé Vieira nasceu no Redondo a 11 de junho de 1942, com muita música em casa. Os pais, tios, os quatro irmãos e até o barbeiro se faziam ouvir e cantar. Cantavam uns com os outros. Ouvia-se muito fado de Coimbra no Alentejo, pelo pai de Vitorino. O cantor estava destinado para as artes, com os seus anseios de criatividade e liberdade. Meio século de cantigas em muita vida deste homem do Sul. Com memórias luminosas e uma lua extravagante, o cantautor Vitorino Salomé é o convidado deste episódio especial de Geração 40 de Júlio Isidro, gravado no festival NOS Alive. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E22
    July 9 · 54 min

    Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”

    Nasceu no dia 4 de junho de 1948, em Lisboa, e foi registada com o nome de Olinda Maria Carvalheiro Costa. Cresceu entre Portugal e Angola e guarda memórias e cheiros de cá e de lá. É a quinta filha e foi sempre a “boneca” das irmãs que lhe faziam penteados e lavavam o cabelo com chá de cebola. Quando nasceu a família já tinha dinheiro, mas cedo aprendeu a lutar pela vida graças aos bons exemplos que tinha em casa. Não estava nos planos, mas fez o curso de Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Escreveu livros escolares, mas o amor pela arte viria a tocar-lhe no coração. Tem uma carreira cheia: é autora, encenadora, atriz e tudo o que o teatro lhe pedir. No mundo da arte de representar todos a conhecem como Cucha Carvalheiro e é a convidada do novo episódio do Geração 40. Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E1
    July 4 · 34 min

    “GTA”, com Diogo Piçarra e João ‘Retro Raider’ Mateus. Oiça aqui a estreia do Geração Gamer

    Imagina um mundo onde a liberdade é quase total e o caos é uma opção. Bem-vindo ao universo de Grand Theft Auto, uma das maiores e mais influentes franquias da história dos videojogos. Desde a estreia, em 1997, o GTA revolucionou a forma de jogar ao criar cidades abertas, inspiradas na realidade, onde a sátira, a crítica social e a liberdade do jogador se tornaram marcas da saga. Liberty City, Vice City, San Andreas e Los Santos transformaram-se em cenários icónicos que atravessaram gerações e passaram a fazer parte da cultura popular. Neste episódio de estreia do Geração Gamer, revisitamos a evolução de uma série que redefiniu o conceito de mundo aberto, recordamos as histórias, personagens e momentos que marcaram milhões de jogadores e olhamos para o futuro, com a chegada do muito aguardado GTA VI, prevista para 2026. Para esta viagem entre nostalgia, inovação e cultura gaming, Cristiana Reis recebe dois fãs da franquia: o músico Diogo Piçarra e o criador de conteúdos João ‘Retro Raider’ Mateus, para uma conversa sobre o impacto de um jogo que continua a reinventar-se geração após geração. (0:00) Introdução ao jogo (7:25) Apresentação dos convidados (8:10) Conversa See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E21
    July 2 · 52 min

    Mário Cláudio: “Portugal continua a ser pequenino. A geração mais velha e a mais nova não se conciliam e as pessoas não são frontais, talvez por motivos históricos. O português tem capacidade de luta, mas não afronta o adversário”

    Nasceu no Porto em 6 de Novembro de 1941, advogado, professor e bibliotecário. Chama-se Rui Manuel Pinto Barbot Costa, mas também é Mário Claúdio - escritor prolífico da biografia, da ficção, do romance, da crónica, da novela, do teatro, da poesia e das palavras para o Fado. Duas identidades numa pessoa, tão diferentes, quase opostas na forma de estar na vida. O Rui Manuel vivia na Boavista e cresceu na alta burguesia. O Mário Cláudio nasceu por sua própria vontade e é por este nome que o lemos e ouvimos. Leitor compulsivo, pesquisador de estilos e investigador da portugalidade. Não se detém no passado e no que foi feito, porque o presente é este momento. Escreve sobre vidas reais que reinventa e, em alguns casos, sobre a sublime coscuvilhice. É autor do livro Cruzeiros de Inverno, Três vidas, Três histórias com um fim comum e inevitável. No novo episódio do podcast Geração 40, Júlio Isidro conversa com o Rui Manuel, mas sobretudo com Mário Cláudio, o escritor que acha que o livro é um objeto em vias de extinção. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • June 27 · 53 sec

    Os videojogos são memórias, histórias e cultura. Quais os jogos que nos unem? Oiça aqui o trailer de “Geração Gamer”, o novo podcast da SIC Notícias

    Quais são os jogos que jogamos? A partir de 4 de julho, os videojogos chegam aos podcasts da SIC Notícias com “Geração Gamer”, de Cristiana Reis. As franquias mais icónicas unem gerações em conversas que vivem da experiência dos gamers. Neste podcast, fazemos uma viagem até aos videojogos que moldam quem somos: os que nos acompanharam durante a infância, os que ainda hoje nos desafiam e os que nos fazem imaginar o futuro. Este é um espaço para todos. Para os que sempre jogaram, para os que pararam e voltaram, para os que têm apenas recordações e até para os curiosos. Histórias, memórias, cultura e curiosidades: tudo cabe aqui. Vamos jogar? See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E20
    June 25 · 1 hr 2 min

    Maria do Céu Guerra: "Na minha família chamavam-me uma “Grande cenoura do Teatro português” porque tinha o cabelo arruivado"

    Nasceu a 28 de Maio de 1943. Herdou dos pais a arte de comunicar e a liberdade de a praticar. Queria ser escritora, mas depressa descobriu a vocação para interpretar. Atriz e encenadora, é apelidada de grande senhora do Teatro português, título de que não gosta especialmente. Começou no teatro do Grupo Cénico da Faculdade de Letras de Lisboa. O curso de Filologia Românica ficou pelo caminho porque o rumo como atriz já estava traçado. Integrou o grupo dos fundadores da Casa da Comédia, do Teatro Experimental de Cascais, do Teatro e da Barraca - este último com quem vive uma ligação feita de lutas, conquistas, suor, lágrimas e alegrias de 50 anos que agora se assinalam. Maria do Céu Guerra sente o tempo, tal como todos nós, a correr vertiginosamente, mas continua andando mais devagar. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Magalhães. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E19
    June 18 · 54 min

    Fernando Tordo: “O amanhã logo se vê. Quando acordo de manhã digo ‘Bestial, mais um dia’”

    Fernando Travassos Tordo nasceu em Lisboa, freguesia dos Anjos, no dia 29 de Março de 1948. Compositor, autor, cantor e também pintor, começou a cantar no coro do Colégio Moderno e, aos 16 anos, acompanhava-se à viola em canções de Cliff Richard e dos Beatles. Claro que na onda do rock dos anos 60 tinha de estar numa banda, que naquele tempo se chamavam conjuntos, “Os Deltons”. Aos 20 anos estava n’Os Sheiks”, a mais famosa banda conjunto da época e vieram os festivais da Canção, onde participou sete vezes. Ganhou dois. E se “A Tourada” foi canção de escárnio para toda a gente perceber, o “Portugal no Coração” já trazia cravos ao peito. Fernando Tordo tem vivido a vida sem procurar tenazmente ser consensual. Mas conhece o preço. Não é um emigrante, mas um viajante à procura de paz numa ilha ou de alegria num país onde a música é rainha. Ouça a conversa com Júlio Isidro, no Geração 40. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E18
    June 11 · 50 min

    Gracinda Candeias: "Era uma coisa louca. Eu dava-me loucamente à arte e à pintura. Paguei com a saúde, mas também nunca casei, nem fui mãe"

    Nasceu em maio de 1947, em África. De Angola guarda os espaços, as cores e o tempo. Viveu no Porto e mais tarde em Lisboa onde viu a Primavera "pela primeira vez", conta. Já convivia com a pintura em casa, mas tornou-se pintora por acidente. Viajou por diversas paragens, mas Paris foi a essência da carreira e a assinatura inconfundível da sua obra. Gosta de cores suaves, mas também pinta com tons fortes, principalmente quando olha para o mundo com olhos de esperança e luta. Quando perdeu o seu estúdio de 45 anos refugiou-se em casa, mas as suas mãos, que um dia a atraiçoaram, quase pondo fim à sua paixão pelos pinceis e tintas, trouxeram-lhe uma segunda vida. Ama pintar, entregou-se à arte durante tantos anos que nunca pensou ter uma família. Dezenas de prémios representam a vida de Gracinda Candeias. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40 See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E17
    June 4 · 44 min

    Especial ao vivo Podfest Porto 2026 com Júlio Machado Vaz: “Esta sociedade não nos empurra para envelhecer bem, mas para comprarmos coisas que não nos façam envelhecer. Isto obriga-nos a competir com os mais novos”

    Nasceu no Porto no dia 16 de Outubro de 1949. Filho de um professor universitário e de uma famosa cantora, aos 76 anos ainda há gente que o trata por “filho da Clarinha”, conta. Formou-se em medicina, especializou-se em psiquiatria e mestrou-se em sexologia. É conhecido pelo país inteiro que se prende às suas palavras de notável comunicador na rádio, televisão ou em conferências. Tem diversos livros publicados, desde “O Sexo dos Anjos ao Amor” a “Reflexo”. Diz que vai fazendo o exercício de moldar a passagem do tempo, que é como quem diz, envelhecer. O psiquiatra e professor de antropologia, Júlio Machado Vaz é o convidado do episódio especial do Geração 40, gravado ao vivo no Festival Podfest no Porto. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E16
    May 28 · 53 min

    José Cid: “Vou desossar a inteligência artificial e transformá-la naquilo que ainda tenho, a inspiração natural”

    Nasceu a 4 de Fevereiro de 1942, na Chamusca. Poderia ter sido advogado, mas a barra dos tribunais não o atraía. Ou professor de ginástica – gostava da barra fixa, mas o sonho era outro. Fez um flic flac na vida e defendeu a tese de que tinha nascido para a música. Aos 14 anos, fundou o seu primeiro conjunto, assim se chamavam as bandas, Os Babies, a fazerem versões de músicas da moda. A sua primeira composição, aos 17, chamava-se Andorinha e trazia a Primavera talvez de uma vida dedicada à música. Os tempos de Coimbra foram de mais música do que de estudos, mas o melhor ainda estava para acontecer. O Quarteto 1111 foi o projecto musical que agitou as águas da música portuguesa e a lenda de El-Rei Dom Sebastião e o álbum com o mesmo nome tiveram tanto sucesso público quantos os cortes da censura. Compôs 1000 canções, vendeu 3 milhões de discos, tem 40 discos de ouro, prata e bronze em casa. “Menino prodígio” é nome de uma canção sua, mas prodigioso é o seu amor pela música, que, sobretudo, o diverte muito. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E15
    May 21 · 53 min

    Ana Margarida Magalhães: “Adorei ler 'Os Lusíadas', o que os outros encontraram na matemática eu encontrei nas letras. Fazia cronometragem para perceber se consiga ler mais rápido”

    Chama-se Ana Maria Borges de Oliveira Martinho e nasceu em abril de 1946. Em casa era a Anny, a menina que lia vorazmente e afirmava que queria ser escritora. E foi. O primeiro livro que leu, A Casa de Vidro, talvez tenha sido a semente. Antes de terminar o curso de Filosofia, foi professora de português em Moçambique. Ana Magalhães é uma contadora de histórias inspirada na tia viúva que encantava quando era jovem. Tem muita obra literária a solo, mas a parceria com Isabel Alçada fez de ambas as mais conhecidas criadoras de sonhos e aventuras de tantas gerações. Ana Maria Magalhães é a convidada do novo episódio do Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E14
    May 14 · 52 min

    Toni: “O amor lá em casa sempre nos foi dado pela mãe, que estava sempre por perto. O amor de mãe fica para a vida e fica até à morte”

    Nasceu em Anadia, Mogofores, em outubro de 1946. O país conhece-o por Toni e é um dos futebolistas mais queridos dos adeptos. Benfiquista desde sempre, começou a jogar no lar da Igreja e acabou no Estádio da Luz e como titular na Seleção Nacional. Quando sentiu que as botas lhe pesavam abraçou a carreira de treinador. Como Mister Toni trabalhou em seis países, desde França, Irão e até Kuwait. Neto de agricultores, cresceu numa família minimamente “desafogada”. Não esquece as origens futebolistas no Anadia Futebol Clube e será para sempre grato ao capitão Mário Wilson que o levou para os grandes palcos do futebol. Foi no Académica em Coimbraque abriu os horizontes e percebeu que o caminho no futebol ia ser duro. Em 1968 vai para o Benfica numa transferência de pouco mais de 600 euros. Aos 79 anos continua ligado ao futebol no cargo de vice-presidente da Seleção Nacional. António José da Conceição Oliveira, Toni, é o convidado do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E13
    May 7 · 57 min

    Teresa Ricou: “Não quero que o Chapitô seja uma instituição, no dia que acontecer... não sei. Assusta-me. 40 anos depois acredito que ainda é um projeto”

    Nasceu em Praia de Granja em novembro de 1946. Filha de mãe brasileira e de pai português que nasceu na Suíça, foi sempre uma criança com muita energia, fruto da mistura da família. É conhecida por todos como Teté, criadora da maravilhosa personagem da mulher palhaço. Viveu em Angola, partiu de casa dos pais aos 16 anos e andou pelo pelo mundo a viver e a sonhar com a arte. Esteve por Londres, trabalhou em restaurantes, lojas e aprendeu o que a criatividade pode fazer pela felicidade dos outros. Pelas ruas de Paris, de saias e nariz vermelho, animava quem passava. Na Hungria frequentou uma escola de circo e só voltou a Portugal depois do 25 de Abril. Numa antiga prisão de mulheres, criou o Chapitô onde há mais de 40 anos que prova que a integração social através das artes e ofícios é causa que podia fazer do país um lugar de melhor. Teresa Ricou, Teté, é a convidada do novo episódio do Geração 40 conduzido por Júlio Isidro. Ouça aqui See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • S1 · E12
    April 30 · 55 min

    Coronel Vasco Lourenço: “Não tinha apetência para a farda e era disso que as meninas gostavam, mas o que sempre senti é que tinha tendência natural para liderar”

    Nasceu em Lousa, no concelho de Castelo Branco, em junho de 1942. Cresceu na pequena freguesia de Lousa com cerca de 600 habitantes. Frequentou o Liceu Nuno Álvares até perceber que queria “ir para a tropa, os pais queriam que fosse padre, médico ou engenheiro. Foi para Lisboa para estudar na Academia Militar, aos 18 anos. Era um bom cadete, mas a farda não lhe ficava lá muito bem. Antes de partir para a guerra propôs um lema para o batalhão: “Contrariados, mas vamos!” Quando voltou, vinha decidido a não voltar para a guerra. Queria mudar os ventos da história. Não participou na revolução do 25 de Abril no continente, mas dirigiu as ações do MFA no arquipélago dos Açores, onde estava preso. Está na história da Revolução dos Cravos como personagem de destaque. O coronel da reserva, Vasco Lourenço é o convidado do novo episódio do podcast Geração 40, conduzido por Júlio Isidro. Gosta de jogar Bridge, onde é bastante bom, tendo sido Vice-Campeão Nacional por equipas. Presidente da Associação 25 de Abril. É frontal, não deixa nada por dizer. Polémico e vamos conhecê-lo para além da farda militar, como cidadão do nosso país. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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