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Alta Definição

SIC

Entrevistas intimistas conduzidas por Daniel Oliveira. Todas as semanas um novo convidado no 'Alta Definição', um programa da SIC

Veja a versão vídeo deste programa em Opto.sic.pt

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  • 22 episodes
  • weekly
  • Avg 49 min
  • Portuguese
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  • Monday · 45 min

    Rui Bandeira: "Ser pai é, sem dúvida, a minha melhor música"

    Aos 12 anos, Rui Bandeira fugiu de casa para ir viver com a mãe. Nesta conversa, o cantor revisita uma infância marcada pela separação dos pais, os anos em que viveu longe da mãe, os conflitos familiares que o levaram a fugir de casa e o papel decisivo da música e da fé na sua vida. Fala ainda do avô que o inspirou a ser músico, do sucesso no Festival da Canção, das dificuldades da pandemia, da relação com a mulher e de como os filhos se tornaram a sua maior conquista. Um testemunho emotivo que vale a pena ouvir no Alta Definição emitido na SIC em 22 de agosto de 2026. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • August 16 · 49 min

    Carlos Lopes:‌‌‌ “Nunca tive medo que o cancro da boca pudesse correr mal. Já passei por tanta coisa, ia ter medo de quê?”

    Nascido em Rio de Moinhos, numa família humilde com oito irmãos, Carlos Lopes abandonou a escola aos 13 anos para ajudar financeiramente os pais, percorrendo vários ofícios antes de se fixar na serralharia. Foi por acaso, numa noitada com amigos, que descobriu o atletismo — uma “brincadeira de miúdos” que o levaria ao topo do mundo. A conversa com Daniel Oliveira revela um homem que nunca separou o esforço quotidiano da sua filosofia de vida, recordando que chegou a treinar até às 22h00 depois de um dia inteiro de trabalho, e que os quase dez anos de paragem forçada por lesão no tendão de Aquiles nunca abalaram a sua convicção de que voltaria a competir ao mais alto nível. O Alta Definição foi exibido a 15 de agosto na SIC. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • August 8 · 48 min

    “Nunca tive um brinquedo, andei descalço até aos oito anos”: a infância pobre que moldou o homem por trás do chapéu de cowboy

    “Andei descalço quase sempre em criança.” É assim, sem rodeios, que Zé Amaro resume uma infância vivida entre a pobreza rural de Citânia de Briteiros, o peso da lenha carregada ao monte antes da escola e o sonho impossível de um miúdo que nunca comeu um iogurte mas ouvia música escondido numa sala. Sétimo de dez irmãos, filho de um pai de olhar terno e uma mãe de mão de ferro, cresceu a trocar os brinquedos pelo trabalho, os cadernos pela sobrevivência. Aos 13 anos entrou numa fábrica de calçado. Aos 15 já subia a palcos. Aos 30 apostou tudo na música. E quando finalmente tinha o mundo a seus pés, um medicamento destruiu-lhe o fígado e colocou-o a dias de morrer. Foi um transplante — e um dador anónimo — que lhe devolveu a vida. Hoje, chapéu na cabeça e botas nos pés, Zé Amaro sobe ao palco e chora por dentro. Sabe, melhor do que ninguém, o que custou chegar ali. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • August 1 · 1 hr 6 min

    Nuno Markl: “Estava à rasca, tinha medo de morrer, mas não tinha bem a noção do quão perto estava”

    O humorista Nuno Markl é o convidado de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. O locutor das “Manhãs da Comercial” e apresentador do programa “Taskmaster Portugal” partilha, pela primeira vez, a experiência que mudou a sua vida: os dois AVCs sofridos no espaço de poucas semanas. Foi o seu filho Pedro que ligou para o 112, recusando-se a aceitar a sugestão do pai de que “podia ser só cansaço”. “Não sei o que teria acontecido se não fosse ele”, admite Markl. O humorista recorda a tristeza demolidora da dependência total e o medo de nunca mais voltar a mexer o braço ou andar sem apoio. “As pessoas talvez não tenham noção do nível atómico de tristeza e solidão que se pode sentir sozinho num quarto de hospital, cheio de incertezas”, explica. Markl reflete sobre a habitual rotina antes do acidente, que descreve como “uma cavalgada insana”, o hábito de ignorar os sinais do corpo e o medo de ir ao médico. O processo de recuperação, que descreve como “o projeto mais importante da minha vida”, ensinou-lhe a valorizar as pequenas vitórias diárias e a aprender a dizer 'não'. “Antes disto acontecer, quando descansava sentia culpa por não estar a fazer mais. Agora já não.” O humorista fala ainda sobre o amor e a amizade que o sustentaram nestes meses, sobre a relação com a namorada Teresa, com a mãe, com a irmã e com os amigos que encheram o seu quarto de hospital. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, emitido na SIC a 1 de agosto. *A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • July 22 · 36 min

    Luís Represas (1956-2026): “Gostava que as minhas canções continuassem a ser ouvidas daqui a 100 anos”

    Em 2013, no Alta Definição, Luís Represas, na altura com 56 anos, abordava a longa carreira musical, a importância do contexto familiar e as aventuras e adversidades que marcaram a sua juventude. O compositor refletia sobre o 25 de abril e a situação política do país, sempre com convicções muito vincadas: “Perder tempo é talvez das coisas mais injustas e mais violentas que se pode fazer a um país”, afirmava. Em conversa com Daniel Oliveira deixava um desejo: “Gostava que as minhas canções continuassem a ser ouvidas daqui a 100 anos. As minhas e as de muitos mais, que temos feito música aqui em Portugal e por aí fora. Porque estas canções estão recheadas de palavras que espero que possam continuar a ser lidas e ouvidas.” Luís Represas faleceu hoje, 22 de julho de 2026, com 69 anos, vítima de um cancro do pulmão. Recuperamos a entrevista de arquivo com um dos nomes maiores da música portuguesa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • July 18 · 1 hr 1 min

    Xana Carvalho: “O meu pai também era cantor. Questiono muito as decisões da minha vida: ‘Isto é mesmo um sonho meu ou uma forma de agradar?’”

    Xana Carvalho sempre sonhou com a música. Cresceu num ambiente familiar marcado por discussões constantes entre os pais e, por acompanhar frequentemente o pai, que era cantor, acreditou desde cedo que esse também seria o seu caminho. Anos mais tarde, ao revisitar a infância conturbada que viveu, questiona se essa escolha foi verdadeiramente sua. “Isto é mesmo um sonho meu ou foi só uma forma que arranjei de agradar?”, pergunta-se. No Alta Definição, recorda como o temperamento imprevisível do pai a levava a medir cada comportamento e a agir sempre em função do estado de espírito dele. Já em adulta, conseguiu reconhecer que o passado foi difícil e que o pai, apesar de frequentemente desvalorizar os seus sentimentos, era abusivo para com a mãe. “A forma como agia com ela assustava-me. Não queria ter de passar pelo mesmo”, confessa a Daniel Oliveira. A sua história, porém, acabou por seguir um rumo diferente. Conheceu o marido, João, ainda na escola, um homem que considerava “lindo de morrer” e com quem, diz, teve sempre de tomar a iniciativa. “Fui eu que pedi em namoro, fui eu que pedi para casarmos e termos uma filha.” O casal concretizou o sonho da parentalidade, mas a felicidade foi interrompida por um acontecimento dramático. Quando a filha tinha apenas 26 meses, Xana recebeu uma notícia que mudou a vida da família. “Estava deitada com a minha filha, tocam à campainha. Vou abrir a porta, é um colega do meu marido: ‘Xana, o João levou um tiro na cara’.” A partir desse momento, a cantora viu-se obrigada a reconstruir a vida familiar. Além de cuidar da filha pequena, teve de ajudar o marido a recuperar o sentimento que tinha pela criança. “Ele nem queria estar ao pé dela. Era meu dever, enquanto mãe, fazer alguma coisa. Obriguei-o a cuidar dela, a dar-lhe banho. Até que vi o amor que os une a acordar outra vez.” Anos mais tarde, o peso desse percurso e das marcas deixadas pelo passado acabaram por ter um impacto profundo na sua saúde mental. Já mãe de duas filhas, conta que chegou a um ponto em que até ouvi-las brincar se tornava insuportável. “Um dia chego a casa, meto a chave na porta e quero acabar com tudo. Vou buscar a arma do meu marido, sento-me na cama e fico a pensar: ‘É mesmo isto?’. O que me salvou foi a fotografia das minhas filhas no móvel.” Xana procurou ajuda e acabou por receber o diagnóstico de perturbação bipolar. Na entrevista conduzida por Daniel Oliveira, deixa ainda um apelo para que os sinais de doença mental nunca sejam desvalorizados. “Da mesma forma que existem médicos de família, deviam existir psicólogos de família.” Ouça o testemunho completo da cantora em podcast. Este episódio de Alta Definição foi emitido a 18 de julho, na SIC. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • July 11 · 43 min

    Jorge Jesus: “Eu tenho um grande orgulho de ser português. Esta oportunidade que me deram vai justificar o que é a minha ideia de ser português”

    Há seis anos, Jorge Jesus sentou-se pela primeira vez para falar da sua vida — não do futebol, mas da vida. Hoje, o homem que nasceu na Amadora, que saltava pela janela do primeiro andar agarrado a um poste de luz para ir jogar à bola, que vendia cobre e metal antes do amanhecer para ter dinheiro no bolso, senta-se agora no lugar mais alto do futebol português: selecionador nacional. Com Cristiano Ronaldo como elefante na sala — e como eventual trunfo ou dilema — o mesmo miúdo a quem chamavam "o Russo" ou "Lourinho" vai agora tentar escrever o capítulo mais ambicioso de uma carreira construída entre Felgueiras e o Rio de Janeiro, entre o Belenenses e o Benfica, entre o Sporting e o Al-Nassr, onde treinou o melhor marcador de todos os tempos e o homem que elevou a dimensão portuguesa a outro patamar: “O próprio Ronaldo, no princípio da sua carreira, disse que ia ser um dos melhores jogadores do mundo. E é. E foi. Eu sei que sou um dos melhores. Não sou eu que digo — são os jogadores que trabalham comigo.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • July 4 · 45 min

    Eder: “Hoje continuam a dizer-me ‘Ainda não é feriado!’ Até hoje me pergunto o que me passou pela cabeça naquele momento para dizer aquilo”

    Dez anos depois do golo que valeu o título de campeão europeu a Portugal, no Euro 2016, Eder regressa ao Alta Definição para conversar com Daniel Oliveira sobre o momento que o imortalizou no futebol nacional. O avançado, que entrou como suplente na final disputada em Paris frente à França, recordou com emoção palpável os instantes que antecederam o remate decisivo, revelando a complexidade técnica e emocional de um lance que durou apenas uma fração de segundos. "Desde o momento em que o Moutinho passa a bola e eu tomei a decisão de aguentar e virar-me em direção à baliza, é tudo muito rápido", confessou, acrescentando que a memória que guarda do momento é quase transcendental: "É como se a minha alma tivesse sido o corpo, como se eu estivesse a ver um filme com um final feliz." Além do futebol, Eder revela-se um homem profundamente moldado por uma infância difícil, passada em instituições de acolhimento, e pelas oito cirurgias que pontuaram uma carreira marcada pela adversidade. O Alta Definição foi emitido na SIC a 04 de julho. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • June 27 · 50 min

    Rúben Neves: “Ainda falo com o Diogo Jota. Temos um grupo no WhatsApp com a Rute e com o Diogo. Continua lá e continuamos a falar por lá”

    O jogador de 29 anos falou abertamente sobre os alicerces da sua formação pessoal, destacando o papel determinante dos seus pais na construção do seu caráter: “Aprendi a ser grato. Aprendi a ser educado. Isso é o que eu mais lhes agradeço. A educação que me deram”, afirmou, sublinhando que a maturidade precoce adquirida na adolescência — quando o pai emigrou para Espanha e ele assumiu responsabilidades em casa aos 11 anos — foi decisiva para o homem e o desportista que viria a tornar-se. A família é o eixo central da sua identidade, com o futebolista a revelar que a presença da mulher, Débora, e dos três filhos é o que o ancora emocionalmente, independentemente do país onde resida. Rúben Neves abordou também a morte do seu grande amigo Diogo Jota: “Eu falo com ele ainda. Nós temos um grupo no WhatsApp com a Rute e com o Diogo. Continua lá e continuamos a falar por lá”, revelou. Rúben Neves descreveu ainda a decisão de jogar o jogo seguinte à notícia da morte do amigo como um ato de homenagem, afirmando que entrou em campo “com a força do Diogo”, e garantiu que tudo o que conquistar na sua carreira a partir desse momento será “conquistado em dobro”. O Alta Definição foi exibido na SIC a 27 de julho. A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • June 20 · 50 min

    Gonçalo Ramos: "Nada cai do céu. Quero que o meu filho dê valor às coisas, que tenha noção que tudo o que temos dá trabalho"

    Numa grande entrevista com Daniel Oliveira, Gonçalo Ramos, 25 anos, diz que só quer que o filho perceba que tudo o que a família tem dá trabalho. "Quero que ele disfrute da vida que lhe vamos poder dar, mas que também não se dislumbre, que tenha respeito por isso. Quero que olhe para nós e veja referências e exemplos". O avançado do Paris Saint-Germain é também um dos jogadores mais novos da seleção nacional. Fez sacríficios que poucos viram: "Fui obrigado a crescer rápido e muitas vezes sozinho", diz o jogador. Oiça aqui a entrevista completa See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • June 13 · 56 min

    João Cancelo: “Lembro-me do último grito da minha mãe e de tentar levantar o carro para tirá-la de lá. Forma milésimos de segundo que mudaram a minha vida para sempre”

    Nesta entrevista ao Alta Definição, longe dos relvados, João Cancelo revela a Daniel Oliveira momentos profundamente marcantes da sua vida pessoal, num testemunho raro de um dos futebolistas portugueses mais reconhecidos internacionalmente. O lateral, atualmente com 32 anos, partilhou com abertura pouco habitual o trauma que moldou a sua vida e carreira: o acidente de viação que vitimou a sua mãe quando tinha apenas 17 anos. Com uma narrativa que oscilou entre a serenidade de quem já fez as pazes com o passado e a emoção de quem ainda carrega essa perda, Cancelo descreveu os instantes imediatamente após o acidente com uma clareza perturbadora. “Lembro-me do último grito da minha mãe. Lembro-me do meu irmão a chorar. Eu tentei levantar o carro para tirar a minha mãe debaixo do carro e não consegui”, confessou. Para além do relato do trágico acidente, a conversa percorreu outros episódios igualmente reveladores de uma vida pautada pela adversidade e resiliência, desde a infância humilde no Barreiro, com um pai emigrante na Suíça e uma mãe que acumulava três empregos por dia, até ao assalto violento que sofreu em Manchester. O futebolista falou ainda da morte súbita do seu colega Diogo Jota, com quem partilhava o balneário da seleção nacional, e da forma como essa perda reavivou a sua própria dor. Mas foi ao refletir sobre o legado familiar que Cancelo mostrou a sua convicção mais profunda: “Houve uma vida antes da minha mãe falecer e depois da minha mãe falecer. Completamente diferente, porque comecei a ver a vida de outra maneira. Tive que crescer muito rápido”. A emissão deste episódio aconteceu a 13 de junho na SIC e a sinopse foi gerada com apoio de Inteligência Artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • June 6 · 56 min

    Ana Arrebentinha: “Tenho um amor enorme pela vida, mas fui engolida por uma tristeza muito profunda”

    A humorista Ana Arrebentinha é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. A comediante natural de Amareleja, é conhecida pelo seu humor genuíno e sotaque alentejano inconfundível. Recorda com saudade uma infância de grande liberdade, entre o monte, os animais e as apanhas de azeitona e melão com a família. “Fui uma criança muito feliz. Era a menina do meu pai”, afirma. Ana fala sobre as raízes que moldaram o seu caráter e de como o trabalho digno dos seus pais lhe ensinou os valores que ainda hoje a guiam. O sonho de ser humorista parecia distante. Com 17 anos enviou um e-mail ousado para o programa Boa Tarde, da SIC: “Olá, eu sou a Ana e sei mais de 100 anedotas. Possivelmente vai ser mais um e-mail que vão eliminar, mas gostava muito de ir ao vosso programa.” Na primeira vez que entrou no estúdio de televisão percebeu que era aquilo que queria fazer para o “resto da vida.” A humorista reflete ainda sobre a perda do pai e o luto que nunca chegou a fazer, por se ter focado na sua mãe, que sofreu de uma doença grave. “Quando se perde um pai, perde-se a muralha que te protege. Há menos um lugar à mesa, fica um vazio”, explica. A comediante aborda também a sua sexualidade, que assumiu publicamente de forma natural, e sobre como o humor a salvou nos momentos mais difíceis da sua vida. “Cada vez que faço um espetáculo, salva-me.” Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 6 de junho. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • May 30 · 45 min

    ”Ia duas vezes por dia à Renascença à procura de emprego. A secretária dizia sempre: 'Um dia ainda vais entrar'. A D. Filomena ajudou-me muito”

    Da pobreza de Proença a Nova, onde os vizinhos juntavam dinheiro para ligar os motores e ouvir relatos de futebol na rádio, até à Rádio Renascença, onde entrou com 39 de febre no dia 2 de fevereiro, depois de meses a apanhar o barco das 9h00 de Alcochete para Lisboa à procura de emprego. A conversa com António Ribeiro Cristóvão sobre uma vida feita de tenacidade See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • May 23 · 53 min

    Bernardo Silva:‌ “Hoje em dia o futebol evoluiu tanto que o talento é só uma pequena parte do que é ser um futebolista”

    Bernardo Silva, que se prepara para completar 30 anos, reflete sobre o percurso que o conduziu ao mais alto nível do futebol mundial, sublinhando que o talento representa apenas uma fração do sucesso: “O talento é só uma pequena percentagem, eu diria 30% do que é um futebolista”. Nesta entrevista a Daniel Oliveira, o internacional recordou os anos difíceis na formação do Benfica, entre os 12 e os 17 anos, quando o crescimento físico tardio o colocou à margem das opções dos treinadores, numa fase que descreveu como determinante. Para além da dimensão desportiva, a entrevista revelou um Bernardo Silva profundamente consciente do lugar que ocupa na sociedade, recusando qualquer tentação de vedetismo e reafirmando valores de humildade e responsabilidade cívica. A recente paternidade surgiu como o momento mais transformador da sua vida adulta, descrevendo a chegada da filha Carlota como algo que “muda a forma de olharmos para a vida”. O jogador falou ainda com nostalgia sobre Portugal, lamentando as condições que levam a juventude portuguesa a emigrar, mas recusando qualquer discurso pessimista sobre o país: “Não consigo dizer mal de Portugal. Gosto tanto do nosso país que gosto sempre de olhar de forma positiva”. A entrevista foi re-emitida na SIC a 23 de maio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • May 16 · 43 min

    João Bettencourt: “Queria ser professor, piloto, cozinheiro. Até que Deus me indicou o caminho e disse para ir experimentar figuração”

    João Bettencourt, ator de 24 anos atualmente em destaque na novela ‘Páginas da Vida’, é o convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição desta semana. Revela um lado íntimo e emocional numa conversa marcada pela ausência da figura paterna, um vazio que atravessou a sua infância e adolescência. Ao longo da conversa, sem ressentimento, o ator fala sobre a forma como aprendeu a aceitar com a distância paternal e a encontrar na mãe, na irmã e no avô os pilares afetivos que sustentaram o seu crescimento. A família surge como o lugar de proteção e equilíbrio que o ajudou a construir a própria identidade. Antes da representação, existia o sonho de ser futebolista, interrompido por problemas de saúde que o obrigaram a redefinir o futuro. A representação apareceu de forma inesperada e acabou por transformar a sua vida. O ator que encarna a personagem de Ricardo Dias, filho da vilã Marta em ‘Páginas da Vida’, fala ainda dos desafios de crescer num meio exigente, das dúvidas pessoais e de uma fase de desorientação que o levou a perceber a importância de se manter fiel a si próprio. Entre a fé, o trabalho e os valores que traz de casa, mostra-se consciente da pessoa que quer ser e da necessidade de preservar a sua essência, mesmo perante as pressões e mudanças da vida adulta. O Alta Definição foi emitido na SIC a 16 de maio. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • May 9 · 53 min

    "Mais violento do que a prisão é a busca, a invasão, a violação de privacidade": Isaltino Morais fala pela primeira vez sobre o pior dia da sua vida

    Há presidentes de câmara. E depois há Isaltino Morais. Cresceu em Trás-os-Montes, filho de agricultores, numa aldeia onde a pobreza se media em pães distribuídos a quem chegava à porta ao fim de semana. Perdeu o pai aos 14 anos e a mãe mais tarde, ficou sozinho em Bragança aos 12, foi à guerra em Angola, passou 14 meses na prisão e, aos 76 anos, tornou-se um fenómeno das redes sociais — sem nunca ter pedido por isso. Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras há mais de quatro décadas, sentou-se para uma conversa que começa numa canja de garoupa e termina em lágrimas, apesar da promessa feita a si mesmo de que não choraria. "Você tem uma partícula de luz", disse, no final, ao entrevistador. Entre memórias de pesadelos na prisão — comboios que passavam por cima dele e filhos que desapareciam no escuro dos sonhos —, da mãe que vendia oliveiras para pagar os estudos dos filhos, e de um abraço calculado que desarmava os castigos, o autarca mais longevo de Portugal recorda um professor que lhe disse que "nem toda a gente pode ser doutor". Isaltino Morais construiu uma vida que parece desafiar a lógica — e fez de cada cicatriz um argumento. "Se tu quiseres, és tudo", diz. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • May 2 · 45 min

    Filipa Pinto: “Aos 24 anos tive mais um episódio depressivo, os médicos chegaram à conclusão que eu tinha perturbação obsessivo compulsiva”

    Filipa Pinto esteve em destaque no programa Alta Definição, numa conversa em que a atriz revelou, com transparência, o percurso de saúde mental que a acompanhou desde a adolescência. A intérprete, conhecida pelo papel da antagonista Sandra na novela Páginas da Vida, descreveu com detalhe o impacto do seu primeiro desgosto amoroso aos 15 anos, episódio que despoletou um processo de autoconhecimento e a levou a procurar apoio psicológico pela primeira vez. Mais tarde, aos 24 anos, viria a ser diagnosticada com perturbação obsessivo-compulsiva, diagnóstico que, paradoxalmente, trouxe consigo um sentimento de alívio. “Ter o diagnóstico final, para mim, foi um grande alívio, porque foi um ‘ok, isto acontece, isto existe, aquilo que eu sinto tem uma associação, tem uma justificação, há sintomas, não sou única, não estou sozinha, há um tratamento, portanto há solução’”, afirmou a atriz, sublinhando a importância de nomear aquilo que se sente como primeiro passo para a recuperação. Ao longo da conversa, a atriz abordou também a resistência inicial à medicação e o caminho que percorreu até a aceitar como parte integrante do seu tratamento, reconhecendo que essa decisão lhe permitiu tornar-se uma versão mais funcional e presente de si mesma. A atriz defendeu com convicção a necessidade de quebrar o estigma em torno da saúde mental. “Eu nunca recusei ajuda; pelo contrário, sempre procurei. Primeiro aos meus amigos, depois à família, depois, se eu precisasse de ajuda psicológica ou mesmo psiquiátrica, eu avançava. Eu só não queria estar sozinha”, confidenciou. Num momento de rara serenidade, Filipa Pinto encerrou a entrevista com uma mensagem dirigida à versão mais frágil de si própria: a certeza de que “o mal não dura para sempre” e de que existe “uma luz ao fundo do túnel”. Ouça aqui a entrevista no Alta Definição em podcast. Este programa foi emitido na SIC a 2 de maio. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • April 25 · 47 min

    Maria João Bastos: “Via a novela brasileira com o meu pai, mas parecia inatingível. Pensei nele na primeira vez em que pisei os estúdios da Globo: 'Estou aqui, pai'”

    A atriz Maria João Bastos é a convidada de Daniel Oliveira, no Alta Definição em podcast. Conhecida por dar vida a personagens complexas e intensas, como Marta na novela “Páginas da Vida”, a atriz confessa que “as vilãs são sempre personagens muito desafiantes”. Crescida em Benavente, recorda com carinho as memórias de uma infância livre, onde organizava teatros com os vizinhos, formava bandas e invadia palcos aos quatro anos para cantar o “Sobe, Sobe, Balão Sobe”. “Não quero perder a menina destemida que me trouxe até aqui”, afirma a atriz. Maria João Bastos fala sobre a perda prematura do pai e de como esse momento marcou o início da sua vida adulta. Recorda o sonho partilhado com ele, enquanto viam juntos as novelas brasileiras à hora do almoço, e a emoção de um dia pisar os estúdios da Globo: “Fechei os olhos e pensei: 'Tinhas razão, aqui estou'.” A atriz reflete ainda sobre a escolha consciente de não ser mãe, a liberdade como palavra que define a sua vida, e a serenidade que encontrou aos 50 anos. “Estou a viver um dos momentos mais felizes da minha vida”, garante. Ouça a conversa intimista no Alta Definição, em podcast, emitido na SIC a 25 de abril. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • April 18 · 48 min

    Nuno Ribeiro: “O meu pai diz-me muitas vezes ‘Tu começaste a cantar antes de falar’”

    No dia em que sobe ao palco do Coliseu dos Recreios lotado, Nuno Ribeiro é convidado de Daniel Oliveira no Alta Definição, numa entrevista onde revela o seu percurso, desafios e o lado mais íntimo da sua vida. Nuno Ribeiro fala de um caminho feito entre o Norte e Lisboa, dividido entre o conforto das origens e a necessidade de arriscar para cumprir um sonho que nunca deixou de o inquietar. Assume-se em constante reinvenção, movido por uma ambição tranquila e por uma luta interior: fazer com que reconheçam o rosto por trás das canções. Recorda uma infância simples, onde a música e a família eram tudo, e onde a ingenuidade lhe dava leveza. Algo que sente ter perdido ao tornar-se mais pensativo e exigente consigo próprio. Neste Alta Definição de 18 de abril, na SIC, o cantor revela fragilidades que o moldaram, desde problemas de saúde a medos que ainda hoje carrega, como a dificuldade em estar sozinho. Fala de uma família que é alicerce absoluto, de pais que tudo deram e a quem tenta retribuir em gestos simples. O sonho construiu-se devagar: recusas, bares, rua, dúvidas e persistência. Nunca deu nada como garantido. Entre perdas marcantes e o amor que o transformou, o autor de êxitos como "Maria Joana" reconhece-se hoje mais leve, mais focado e mais grato. Vive com receio de que tudo possa acabar, mas é precisamente esse medo que o mantém fiel ao trabalho. No fim, sobra a certeza de quem continua a acreditar, com a mesma convicção do miúdo que começou tudo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

  • April 11 · 49 min

    Filipe Vargas: “A demência é lixada. A Alzheimer é uma doença filha da mãe, é uma coisa horrível. E o meu pai decidiu não ir até ao fim“

    Nesta entrevista intimista conduzida por Daniel Oliveira, o ator Filipe Vargas, de 53 anos, confessa que o impacto de se ter tornado órfão foi devastador: “Foi um chão que de repente desapareceu. E isso achava que não ia acontecer”, revela. A ajuda veio sobre a forma de terapia, antidepressivos e uma rede de amigos que o ajudaram a percorrer aquela “travessia no deserto”. Apesar do luto, Filipe Vargas revela-se um homem que encontrou no autoconhecimento e na reinvenção os pilares da sua identidade. O ator recorda a sua decisão, aos 32 anos, de abandonar uma carreira na publicidade para estudar teatro em Madrid. Apesar da sua constante procura pelo melhor da vida, confessa a sua preocupação pelos extremismos que assolam a sociedade portuguesa: “Eu achava que estávamos num sitio bastante mais evoluído, mas acho que não”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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