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Agência ECCLESIA

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Agência de informação da Igreja Católica em Portugal

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  • 32 episodes
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  • Yesterday · 4 min

    LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ – as promessas da Inteligência Artificial – III

    Tony Neves, em FátimaO Papa Leão, no III Capítulo da encíclica ‘Magnifica Humanitas’ põe a grandeza da pessoa humana em confronto com as promessas da Inteligência Artificial. Analisa o paradigma tecnocrático neste nosso mundo globalizado, em que vencem as lógicas perversas da eficiência, do domínio e do lucro (cf nº92). O Papa lembra que ‘mais poderoso não significa necessariamente melhor’ (nº93). Já o Papa Paulo VI defendia que os progressos científicos, as invenções técnicas e o desenvolvimento económico ‘se não estiverem unidos a um progresso social e moral, voltam-se, necessariamente, contra o homem’ (nº94). Também há que evitar o risco da concentração na mão de poucos do poder, em contexto digital, que vem do ‘controle das plataformas, das infraestruturas, dos dados e da capacidade de computação’ (nº95).A conclusão que o Papa partilha é: ‘ante esta concentração de poder no mundo digital, os grandes princípios da DSI tornam-se critérios para avaliar e discernir o novo cenário: a dignidade inalienável da pessoa, o bem comum, a destinação universal dos bens, a subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social’ (nº96). E, para Leão XIV é obvio: ‘as ditas inteligências artificiais não vivem uma experiência, não possuem um corpo, não passam pela alegria e pela dor, não amadurecem nas relações, não conhecem internamente o que significa o amor, trabalho, amizade, responsabilidade. Nem sequer possuem uma consciência moral: não julgam o bem e o mal, não captam o sentido último das situações, não assumem sobre si o peso das consequências’ (nº99). Mas – há que reconhecer – a IA é uma ajuda preciosa, mas não é moralmente neutra e requer atenção. Também é importante olhar para a perspetiva ecológica: ‘é essencial desenvolver soluções tecnológicas mais sustentáveis para reduzir o impacto ambiental e cuidar da nossa Casa comum’ (º101).

  • Monday · 5 min

    LUSOFONIAS - A ‘Magnifica Humanitas’ de Leão XIV – II

    Tony Neves, em GondomarA primeira encíclica de Leão XIV continua a fazer correr rios de tinta. O segundo capítulo aprofunda alguns dos fundamentos e princípios da Doutrina Social da Igreja (DSI). O ser humano é imagem do Deus trinitário e ‘tanto o anúncio como a experiência cristã, guiados pela ação do Espírito Santo, tendem a gerar no mundo consequências sociais’ (nº49). Sobre ‘a igual dignidade de todos os seres humanos’, o Papa Leão afirma: ‘o valor da pessoa, no entanto, não depende do que ela realiza ou produz, pois existem direitos que pertencem a todos simplesmente por serem pessoas’ (nº51). Defende adiante: ‘a dignidade fundamental de cada pessoa não se adquire nem se merece, nem precisa de ser demonstrada’ (nº53). O último fundamento é o ‘altíssimo valor dos direitos humanos’. João Paulo II disse que ‘a Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU 1948) continua a ser, nos nossos dias, uma das mais excelsas expressões da consciência humana. Ela é uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade’ (nº54). Há um reconhecimento dos direitos das minorias e a afirmação da igual dignidade entre homens e mulheres (cf. nº57).

  • August 20 · 32 min

    A leitura como exercício espiritual, com Cristiana Vasconcelos Rodrigues - Emissão 20-08-2026

    Desafiamos a professora universitária Cristiana Vasconcelos Rodrigues a propor autores que na sua escrita cruzem a espiritualidade, ou como pergunta, como ação de graças, como apelo ou procura. Daniel Faria, Frei José Augusto Mourão e D. José TolentinoMendonça, Ranier Maria Rilke, e. e. Cummings, Sophia de Mello Breyner Andresen e Maria Gabriela Llansol são sugestões da Professora universitária e investigadora em Estudos Germanísticos e Comparados, que cresceu maravilhada entre o encanto e o mistério de como “letras, dispostas umas ao lado das outras, formando palavras e frases e construídas de certa maneira, numa certa mancha gráfica, conseguem oferecer tanto mundo”. A experiência de leitura foi sendo um prazer, nada forçadona sua vida, à medida que ia crescendo entre os pais médicos mas que mergulhavam em diversos autores, permitindo também os filhos usufruírem dessa biblioteca. “Ler um livro é mergulhar numa outra dimensão do dia, andarum pouco nesse mundo e, depois sair desse momento de leitura, é até necessária uma passagem, sabermos transitar para o quotidiano, para as coisas do dia”, traduz.

  • August 15 · 4 min

    LUSOFONIAS - A ‘humanidade magnífica’ de Leão XIV.I

    Tony Neves, em Portalegre e Castelo Branco‘Humanidade magnífica’ ou, em latim, ‘Magnifica humanitas’ – que nome tão feliz para a primeira encíclica do Papa Leão XIV que, como se esperava, é um documento social. A escolha do nome é sempre, para um Papa, um programa de missão. Leão XIII foi o ‘pai da doutrina social da Igreja (DSI)’ e, por isso, todos esperavam que Leão XIV refletisse e orientasse a Igreja nos novos tempos que hoje estão marcados pelo impacto da Inteligência Artificial (AI). E assim aconteceu…Desde a sua publicação, a 15 de maio, não pararam de chover reações vindas de todos os quadrantes. É claro que há quem a não aprecie, mas espantou-me a reação maioritariamente favorável quanto à oportunidade, ao conteúdo e às propostas que lança à Igreja e ao mundo.Li três vezes. Sublinhei. Tive a feliz oportunidade de falar sobre este documento em diversos ambientes, desde os media até encontros organizados em Moçambique e Angola. E confesso que quanto mais leio e mais debato, mais convicto fico acerca da importância do texto e do impacto que ele já vai tendo por esse mundo além.Nas próximas crónicas vou tentar fazer uma visita guiada à encíclica, tentando destacar as ideias e propostas que considero mais ousadas e, por isso mesmo, desafiantes. Começa assim o Papa: ‘Cada geração recebe em herança a tarefa de dar forma ao seu tempo: de fazer amadurecer a história como um lugar onde a dignidade de cada pessoa seja salvaguardada, a justiça promovida e a fraternidade possibilitada’ (nº1). Leão XIV presta a primeira homenagem a Leão XIII que, em 1891, publicou a ‘Rerum Novarum’ como resposta aos impactos da revolução industrial.

  • August 15 · 32 min

    Festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, com o padre Renato Oliveira - Emissão 15-08-2026

    Associamo-nos às festas da Senhora da Agonia. Recebemos o padre Renato Oliveira, pároco de São romão de Neiva, a pouco mais de 10 kms de Viana do Castelo. Por esta altura já as ruas mostram sinais da celebração que marca no calendário a devoção à Senhora da Agonia, numa tradução da religiosidade popular, mas também o encontro de pessoas, que chegam pela primeira vez e se juntam às gerações familiares que mantêm a tradição, ano após ano. Falamos com um filho da terra que acompanha espiritualmente e também de forma festiva, as festas da Senhora da Agonia em Viana do Castelo, que hoje têm início e se estendem ate ao dia 23.

  • August 13 · 32 min

    O núncio apostólico que queria ser pároco da aldeia - Emissão 13-08-2026

    D. Andrés Carrascosa Coso queria ser pároco da aldeia, se possível próximo de Cuenca, a sua terra natal, para acompanhar os últimos anos da vida dos seus pais, mas a sua vocação seria moldada pela frase que o seu bispo um dia lhe disse: «Aquele que quer servir, não escolhe o lugar do serviço». São 41 anos ao serviço da diplomacia da Santa Sé que levouD. Andrés a trabalhar com São João Paulo II, uma “pessoa enorme”, a acompanhar representações Pontifícias na Libéria e Dinamarca, nas Nações Unidas e nas Instituições especializadas em Genebra, no Brasil e Canadá, tendo passado também pela Serra Leoa, Guiné Conacri e Gambia,Suécia, Islândia, Finlândia e Itália. Na Libéria, onde chegou com 29 anos, acompanhou um golpe de Estado, que durou algumas horas, foi retirado do carro diplomático com quatro metralhadoras, sofreu malária; no Congo conversou com guerrilheiros, ajudou através da diplomacia, ao desenvolvimento da democracia – uma forma de ler o Evangelho com as pessoas. Desde fevereiro em Portugal, surpreendeu com a sua formapróxima de estar com as pessoas, disponível para os encontros, apostado na transparência quando explica o processo de nomeação de bispos e em combater oclericalismo, quando quer escutar todos. Ser simples e próximo é a sua forma de ser pároco da aldeia,de acompanhar e conhecer a real vida das pessoas, como o sonho que o levou em 1980 a ser ordenado padre, depois de crescer numa família onde o testemunho de mártires assassinados na Guerra Civil o acompanhou e moldou a sua vocação e de duas irmãs que hoje são consagradas.

  • August 8 · 32 min

    Campos de férias dos Pulgas, Carraças e Carrações - Emissão 08-08-2026

    Estamos durante estas semanas de verão a dar-lhe conta deprojetos e férias missionarias, que numa oferta diversa marcam as atividades de tantas congregações, movimentos e dinâmicas da Igreja católica. Assim é com o projeto de campos de férias dos Carraças, desenvolvido pela Associação Férias com Deus, uma associação católica de formação espiritual e campos de férias, que desafia os jovens e crianças para momentos de convívio,alegria e crescimento na fé, frequentemente com atividades ao ar livre e em ambiente de acampamento. Vamos perceber como surgiu este nome - Carraças - a que se juntam ainda os Pulgas e os Carrações, e as atividades queorganizam ao longo do mês de julho e até ao início de agosto, conversando com Pedro Simão e Manuel Cana Verde.

  • August 7 · 5 min

    LUSOFONIAS - Angola, pela Estrada Nacional 206

    Tony Neves, em AngolaAngola é grande e bela, por isso está cheia de excelentes motivos para a percorrer de lés a lés. Sempre que posso, dispenso o ar e o mar, pois prefiro a estrada, mesmo esburacada! O novo aeroporto Dr. António Agostinho Neto está longe demais de Luanda (a 40 kms!) sem suficientes acessos ao centro da capital. Ali aterrei vindo de Maputo e dali levantei voo rumo a Lisboa. Pelo meio, vivi quase três semanas, tendo pisado terras das Províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Benguela, Huambo e Bié. Tudo por terra…Viajar de Luanda até Benguela é fazer 550 kms de encher os olhos da beleza do mar que vai aparecendo à esquerda ou de florestas, rios e povoações que vão surgindo com o andar das horas. Passamos por Porto Amboim, Sumbe (a 330 kms) e, bem mais à frente, a bela cidade do Lobito (a 500 kms). Benguela impõe-se como uma cidade litoral, tendo a praia morena como postal e as acácias rubras como imagem de marca. Ali tive a alegria de celebrar na Igreja mais antiga da cidade, Nossa Senhora do Pópulo, edifício concluído em 1748. Mas – lembra-me o P. Angelino Tchivandja, pároco – a Igreja do Pópulo existe há 409 anos!A emblemática Estrada Nacional 206 tomou conta de mim nos dias que se seguiram. Assim, deixei Benguela e rumei ao Huambo, percorrendo os quase 350 kms que separam estas duas grandes cidades. É bom que se saiba que a EN 206 (com 1350 kms) ladeia o famoso Caminho de Ferro de Benguela que, com os seus 1344 kms, liga esta cidade ao Luau, na fronteira da República Democrática do Congo. Está alcatroada até ao Kuito-Bié e, depois, é uma picada em péssimo estado…

  • August 5 · 32 min

    Campos de férias «Farol» das Servas de Nossa Senhora de Fátima - Emissão 01-08-2026

    Durante estas semanas de verão estamos a dar conta de atividades de campos de férias desenvolvidas por congregações religiosas, movimentos e grupos da Igreja católica - hoje falamos sobre a proposta que as Servas de Nossa Senhora de Fátima formulam para este tempo, mas também sobre o investimento de acompanhamento e formação dos animadores. Os campos de férias Farol já decorreram e terminaram,juntando jovens e adolescentes em dias de vivência comunitária, social e espiritual. Neste programa recebemos a Irmã Rita Ornelas, Serva de Nossa Senhora de Fátima e o jovem Augusto Branco, 18 anos, da paróquia de Mafra, que pelo segundo ano anima os campos de férias das Servas de Nossa Senhora de Fátima.

  • July 31 · 4 min

    LUSOFONIAS - De Moçambique a Angola

    Tony Neves, em Moçambique e AngolaAterrei em Maputo na noite de 27 de junho, era sábado. A viagem começou em Lisboa, na véspera, e passou por Luanda. Fui levado até ao Seminário de S. Agostinho, na Matola, situado numa área de pântanos, com caminhos de difícil acesso, tantos os buracos de água que os povoam. No dia seguinte, tive a alegria de presidir à Missa na Capela da Imaculada, pertencente à Paróquia de S. Francisco de Assis, nas periferias da Matola. Foi o meu primeiro banho de África, com uma Eucaristia toda cantada e dançada, bem ao ritmo das culturas locais, o que garante sempre uma animação fantástica.Mas encontrei a Igreja em Moçambique a viver um dos momentos mais trágicos da sua história. D. Osório Citora, Bispo de Quelimane, foi barbaramente assassinado na sua própria casa, a 6 de junho. Era um Missionário da Consolata, trabalhou largos anos em Roma e tinha apenas 54 anos. Recentemente, o Vaticano tinha-o nomeado também Administrador da grande Arquidiocese da Beira. O contexto desta morte dá a entender que houve envolvimento ou, pelo menos, conivência de pessoas próximas ao Bispo. Tal tragédia gerou uma onda de suspeição, quer fora quer dentro da Igreja, o que complica muito o testemunho missionário.Tive a feliz oportunidade de reencontrar D. João Carlos Nunes, Arcebispo de Maputo e fui até à Nunciatura para reunir com D. Luis Miguel Muñoz Cárdaba, o Núncio Apostólico. Percebi, pelas palavras e pelos silêncios, que há problemas graves que a Igreja terá de enfrentar e resolver nos próximos tempos. Seja qual for a decisão da justiça moçambicana sobre este assassinato, os tempos que se seguem serão difíceis. Esta morte traz ao de cima a violência, a instabilidade social e a pobreza que caracterizam Moçambique hoje e mostra como a vida humana está desvalorizada, bastando olhar para a quantidade de pessoas que sofrem violência ou são mortas por razões menores. Daí se compreenda a afirmação dos três Arcebispos que foram chamados a Roma e, no fim, disseram: ‘o Papa Leão XIV acompanha de perto a situação e mostrou-nos que é possível transformar a tragédia num caminho de renovação, conversão e purificação’.

  • July 30 · 32 min

    A liberdade no serviço à Igreja, o caminho das palavras e as mãos de Isabel Figueiredo – Emissão 30-07-2026

    Neste encontro com Isabel Figueiredo começamos e terminamos a falar de mãos – herança da sua mãe, o toque que revela personalidades, as mãos convidam à proximidade que a entrevistada assume necessitar. A escola perdeu uma professora de História, a Igreja católicaganhou uma mulher para quem o serviço e a obediência são estruturantes, sem nunca abdicar da liberdade e do livre arbítrio nas muitas tarefas que foi chamada a realizar. Diretora de conteúdos religiosos da Rádio Renascença, ex-diretora do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, assume agora a secretaria da Comissão Episcopal Laicado, Família e Vida, função para onde leva o seu percurso pessoal mas também a escuta atenta de pessoas que querem ser e fazer o seu caminho em Igreja. Nos passos de Isabel Figueiredo a certeza de que o mistériode Deus se torna mais acessível pelo amor. Mesmo sendo mistério, um lugar que recentemente ganhou contornos sensíveis na sua vida, convidar as pessoas a uma vida maisplena, aberta à dimensão espiritual, partilhando o seu olhar nas palavras certas que a rádio exige, é uma missão que assume com alegria, porque através da escrita abre espaço para a reflexão que o mundo hoje precisa.

  • July 30 · 32 min

    Missão Mumemo leva 21 jovens portugueses a Moçambique - Emissão 25-07-2026

    Estamos neste tempo de verão a conhecer projetos eexperiências missionárias que em dias distendidos, congregam pessoas em torno do serviço ao outro. Recebemos hoje dois jovens que, antes de partirem emmissão, apresentam a missão Mumemo. Após as cheias de 2000, de um terreno que era mata emMoçambique, nasceu um bairro, de seu nome Mumemo, que as Irmãs da CONFHIC (Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição) prepararam e hoje acolhe cerca de 10 mil pessoas - trata-se um projeto que contempla casas, dois orfanatos, quatro escolas, um centro de saúde. E o dia-a-dia das irmãs é a entrega constante ao bairro.Vamos descobrir como é que esta realidade impacta e chega a um grupo de 21 jovens que entre 12 de julho e 8 de agosto viajam para Moçambique.

  • July 29 · 32 min

    Rejoice 2026: Jovens católicos levam festa da fé a Lamego, em celebração nacional – Emissão 26-07-2026

    A cidade de Lamego recebe a segunda edição da Jornada Nacional da Juventude ‘Rejoice’, com 1200 participantes das dioceses portuguesas para celebrarem a “alegria” da fé. “Há muitos jovens que sentem a necessidade, com espírito de alegria, de anunciar que Jesus está vivo e que tudo isso é um clima festivo. Há muitos mais como nós. Há muitos mais que rezam como nós. Há muitos mais que acreditam como nós”, diz à ECLESIA David Moura, membro do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ).

  • July 24 · 5 min

    LUSOFONIAS - Papa Leão, Angola, três meses depois…(II)

    Tony Neves, em Angola‘Não sejais meros espectadores da história, descei à rua e sede os atores principais da mudança’ – foi a frase do Papa Leão que mais marcou D. Maurício Camuto, Secretário-Geral da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (CEAST) e um dos coordenadores desta visita papal. A Ir. Salomé Cambungululu fez a mesma escolha.O P. Nito Chatulica, Maria Mussolovela e o P. Miguel Cambiona salientaram: ‘Venho até vós para encontrar o vosso povo, como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que Ele ama’. Continua o P. Armando Livamba: ‘Não vos falo como um político, mas como um pastor que ouve o clamor de um povo que anseia por justiça. Peço-vos com coragem que a verdade exige, que quebreis as correntes de uma governação que muitas vezes se fecha em si mesma, ignorando as periferias onde a vida é mais frágil’. O P. Mário P. Bernardo vai na mesma linha: ‘Apelo à vossa coragem para combater a corrupção e a exclusão social. Não temais o diálogo nem as vozes que divergem de vós; uma paz que se sustenta no silenciamento do outro é uma paz falsa’. O P. Felisberto Sakulukusu destaca: ’sede arquitetos de uma nova Angola, onde a abundância da terra seja, finalmente, a alegria de todos os seus habitantes’. É que – como lembrou o Papa e realçam a Ir. Florência Cassinda e o P. Jeremias Praia, ‘vós sabeis bem que, demasiadas vezes, se olhou e se olha às vossas terras para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo. É necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria’. Pois – destaca o P. Arnaldo Simão - ‘O descontentamento, o sentimento de impotência e de desenraizamento separam-nos, em vez de nos colocarem em relação, difundindo um clima de estraneidade em relação aos assuntos públicos, desprezo perante a desgraça alheia e a negação de todo o tipo de fraternidade’.

  • July 23 · 32 min

    A linguagem bíblica e as línguas clássicas como uma dança que Paulo Ramos vai escrevendo - Emissão 23-07-2026

    Foi na adolescência que Paulo Ramos descobriu uma linguagem que lhe soava familiar, íntima até, e abria locais de pertença que dissipavam a “neblina interior” que o acompanhou no crescimento – as línguas clássicas convidavam este professor, tradutor e investigador a uma dança de palavras que o levaram também a descobrir a Patrística, as reflexões dos padres da Igreja e, concretamente,Santo Agostinho. Autor de orações partilhadas na comunidade da Capela doHospital de Santa Marta, em Lisboa, e na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, dos Redentoristas, no Porto, olha para as escrituras como uma oferta a cada Domingo, e sublinha a capacidades desses textos lerem cada pessoa. Aleitura é para Paulo Ramos um momento espiritual e um bom livro é aquele que quando se fecha deixa ecoar as perguntas. O alcance do seu batismo foi sendo descoberto – tal comoSanto Agostinho diz que Deus está a criar o mundo agora, assim também o batismo vai sendo consagrado nos dons purificadores da água e do Espírito Santo.Afirmar que todos são chamados a esse dom, profundamente cristão e gratuito, é o que procura nos textos que escreve, nas leituras que persegue e na dança em que participa, a cada oração.

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