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Artwork for A Arte da Guerra

A Arte da Guerra

O Jornal Económico

O mundo como nunca o ouviu. O podcast semanal do Jornal Económico, "A Arte da Guerra", conduzido pelo jornalista António Freitas de Sousa, conta com a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa aos temas internacionais mais pertinentes.

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  • 21 episodes
  • weekly
  • Avg 35 min
  • Portuguese
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  • Thursday · 38 min

    “Ataque dos EUA põe em causa própria identidade do Canadá”

    A guerra comercial que os Estados Unidos lançaram sobre o Canadá nem é inesperada nem é aceitável.A alteração das relações entre as duas nações umbilicalmente unidas implica uma mudança profunda que os mais otimistas consideram que não será mais que momentânea.De algum modo, o mesmo se passa com a guerra agora também económica com o Irão.No meio dela, a União Europeia e a Europa em geral já está a sofrer as suas consequências. Entretanto, em França, metade do país parece querer comparecer às eleições presidenciais – numa amálgama que ninguém esperava.A sondagens indicam que jogam todos contra todos e no fim ganha Marine Le Pen. Ou Jordan Bardella.

  • August 20 · 33 min

    “Trump é intravável e o Irão é intratável”

    Esgotaram-se os 60 dias que Estados Unidos e Irão se tinham proposto para alcançar a paz. Nesses 60 dias, o presidente dos Estados Unidos manteve-se igual a si mesmo: acusou o Irão de tudo, insistiu na ameaça de destruição total e, finalmente, achou-se na disposição de declarar o Estreito de Ormuz como fazendo parte dos Estados Unidos. O Irão respondeu à altura, mantendo o seu registo sacrificial. Neste contexto, muito estranho seria que a trégua servisse de alguma coisa. Esperam-se os próximos capítulos de uma guerra que não está para acabar. O mesmo se passa a muitos quilómetros dali, no Donbass: Rússia e Ucrânia correm ‘alegremente’ para um possível aumento da geografia do conflito. Entretanto, alguma coisa mudou na relação entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, naquilo que parece ser uma vingança de Trump como resposta à ausência de apoio dos coreanos na guerra contra o Irão.

  • August 13 · 33 min

    “Israel é o país que tem mais a temer o Acordo de Meca”

    Sob o signo das pesadas simbologias – Acordo de Abraão, Acordo de Meca – a aliança que agrega Paquistão, Arábia Saudita e Turquia é uma resposta imediata ao problema do Irão, ou não fosse uma aliança sunita.Mas vale a pena analisar o que será no futuro, principalmente se se confirmar que o Egipto passará também a fazer parte dela.Israel também está no centro das atenções depois de inviabilizar o acordo de paz para Gaza, apesar de patrocinado pelos Estados Unidos. Vence a fação que diz que só negociará com o Hamas quando os seus membros estiverem todos mortos.Logo ali ao lado, na Síria, há um vento de esperança que continua a correr suavemente pelo país.Adiante se verá se a condenação à morte, à revelia, de Bashar al-Assad mudará ou não o curso dos ventos.Tudo para ver no programa desta semana de A Arte da Guerra, com o embaixador Francisco Seixas da Costa e condução do jornalista António Freitas de Sousa.

  • August 5 · 39 min

    “Ceuta está inserida na pressão migratória que existe à volta de Europa”

    A crise migratória ocorrida em Ceuta – cidade que está formalmente excluída do Espaço Schengen, convém recordar – não foi a primeira, não será a última e demonstra os problemas históricos existentes entre Marrocos e a Espanha. Acossado internamente, o chefe do governo espanhol está sob forte pressão depois de ter decidido legalizar milhares de imigrantes a viverem no seu país. Mais adiante – quando houver eleições – se verá quais são as reais consequências de todo o cenário.Entretanto, o cenário de Trump é a aproximação das eleições intercalares; ninguém consegue arriscar qualquer certeza sobre as escolhas dos norte-americanos, mas uma coisa é certa: a segunda parte do segundo mandato do presidente será para ser seguida com toda a atenção.Outro cenário desconhecido: que país será a Ucrânia depois da guerra? O futuro afigura-se obscuro e poucos se admirariam se o nefasto exemplo novecentista das ‘entantes’ viesse a repetir-se.

  • July 29 · 42 min

    “A probabilidade de as guerras do Irão e da Ucrânia se ligarem é escassa”

    Os mais alarmistas olham para o ataque ucraniano a um navio iraniano no Mar Cáspio como o pronúncio de uma guerra mais alargada. Ao mesmo tempo, norte-americanos e sauditas – que estão em guerra com os houthis, que estão em guerra com quem passar para o Mar Vermelho – levaram a guerra até ao Iraque. Para todos os efeitos, os sinais são inquietantes. Inquietantes são também os sinais que Lula da Silva e o seu partido tomam para as eleições presidenciais que se avizinha – com Javier Milei, presidente da Argentina, a dar uma ajuda à oposição ao seu congénere. Mais inquietante que tudo isto é ser-se palestino e viver-se em Gaza ou na Cisjordânia – lá, onde há uma guerra esquecida.

  • July 22 · 31 min

    “Vamos ouvir falar de Mykhailo Fedorov no futuro”

    Sintoma de que os ucranianos não estão totalmente alinhados com o seu presidente, ou apenas a democracia a funcionar? Com certeza uma mistura das duas coisas, mas o certo é que a crise política na Ucrânia é um sinal que vale a pena perceber em termos das suas consequências.Para perceber está também aquilo que faz correr, desde há poucos dias, o novo primeiro-ministro britânico. São os primeiros passos de um longo caminho que irá desembocar nas eleições (se Burnham sobreviver até lá) e no seu manancial de incertezas.Do lado de lá do oceano, Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, fartou-se da oposição. E Washington fartou-se dele. Um caso a acompanhar de perto.

  • July 17 · 30 min

    “A Rússia está colocada numa posição defensiva”

    Contra as teorias militares, contra os primeiros anos da guerra no terreno, a “Rússia está à beira de um ataque de nervos”.Não consegue progredir no terreno e vê o seu território invadido todos os dias pelos aparelhos de guerra ucranianos.Longe dali, a guerra no Irão regressou, depois de mais um episódio trágico-cómico da autoria do suspeito do costume: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Entretanto, a NATO deu mostras de ainda estar viva e conseguiu subtrair-se a uma reunião geral que podia ter corrido muito mal. Para já, salvaram-se as aparências.

  • July 7 · 37 min

    A independência dos EUA “é uma revolução contra o imperialismo europeu”

    Sinal dos tempos: o ‘anti-europeismo’ da administração Trump tem raízes históricas seculares, o que talvez ajude a explicar muita da contemporaneidade protagonizada pelo atual presidente da federação. É, de qualquer modo, um marco histórico incontornável, que marcou o globo há 250 anos.Mas, se Trump não conseguiu nada de especial na comemoração dos 250 da independência em termos de exacerbação da nacionalidade, passou-se exatamente o contrário com as cerimónias fúnebres do líder iraniano Ali Khamenei.Entretanto, a cimeira da NATO em Ancara revela mais uma vez todas as suas idiossincrasias.

  • July 2 · 28 min

    Donald Trump: “Tudo está bem, mesmo quando está mal”

    Nas últimas semanas, o presidente dos Estados Unidos tem averbado pesadas derrotas em tribunal. A começar pelas tarifas. Paradoxalmente, o seu discurso, mas que otimista, parece simplesmente lunático. Seria um divertimento se não fosse um perigo. Mais a sul, outro perigo: o regresso da família Fujimori ao poder no Peru. Keiko será a próxima presidente do país à quarta tentativa, certamente para vergonha de sociais-democratas e outros esquerdistas peruanos, que se terão esquecido de qualquer coisa. Andy Burnham tenta, por seu turno, não se esquecer de nada: o próximo primeiro-ministro britânico tem em mãos a constituição de um governo que tentará salvar o legado de centro-esquerda do país.

  • June 25 · 32 min

    "Reino Unido? Ver-se-á muito rapidamente se Andy Burnham segura o ‘facho’ trabalhista”

    Numa impressionante sucessão de líderes efémeros e por isso de algum modo dispensáveis, o Reino Unido tem novo primeiro-ministro – cuja eleição não deverá merecer concorrência entre os deputados da Câmara dos Comuns, o que é um primeiro sinal positivo. Mas a enormidade dos desafios, nomeadamente o crescimento da extrema-direita, deixa dúvidas sobre a prestação possível dos trabalhistas. De crescimento da extrema-direita se fala também na Colômbia, mais um país da América do Sul que optou pelo segurança do ‘chapéu’ dos Estados Unidos. Adiante se verá o que dizem os brasileiros sobre o assunto. Na Europa, entretanto, uma cimeira do Conselho Europeu que debatia assuntos importantes – como o orçamento para os próximos anos – foi enigmaticamente reduzida a um único: a Ucrânia. Não haverá aqui algum exagero?

  • June 18 · 39 min

    “Donald Trump tinha que se libertar desta guerra”

    Num programa que volta a ser monotemático para assinalar um momento da mais alta importância – a assinatura do acordo entre Estados Unidos e o Irão – vale a pena ‘rebobinar’ a linha do tempo e perceber quem ganhou o quê e quem perdeu. Uma intervenção inútil? Uma guerra que podia ter sido evitada? Com que consequências para os diretamente envolvidos? E para os que optaram, ou ousaram, por manter-se à margem?

  • June 11 · 32 min

    “Portugal tem uma inserção variada no quadro internacional”

    Portugal está pela quarta vez no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Um destaque que lhe é merecido por ser considerado um país que faz pontes das mais diversas entre números ‘tabuleiros’ diplomáticos.Um tema tão abrangente, que acabou resultando numa conversa sobre o… campeonato do mundo de futebol.Na frente diplomática, destaque também para a visita do presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Norte, o único país do mundo com que Pequim mantém um acordo de defesa.Na defesa mas não muito está o Irão, novamente acossado pelos Estados Unidos, com o alto patrocínio de Telavive – não vão os Estados Unidos esquecer-se de bombardear Teerão.

  • June 3 · 22 min

    “Esta guerra foi impulsionada por Israel”

    Estará o presidente Donald Trump a perder a paciência com o seu aliado de sempre, Benjamin Netanyahu? Ou terá Trump finalmente compreendido que está nas mãos de Netanyahu, que é quem verdadeiramente comanda os destinos da guerra. Seja como for, não nos devemos preocupar: no fim, o Estado hebraico, a sua ‘click’ instada nos Estados Unidos e o setor norte-americano da defesa acabará por vencer face a qualquer ‘desalinhamento’ da Casa Branca. Como sempre. Mais próxima da Europa, e sendo para todos os efeitos um problema europeu, a Arménia está prestes a ir às urnas. Rússia e Estados Unidos fazem o papel do costume: interferem cada um por seu lado para saírem vencedores. Entretanto, na Hungria, o novo primeiro-ministro, Péter Magyar, o ‘carrasco’ de Orbán, tenta gerir um país que, como o próprio sabia antecipadamente, está soterrado sob a herança do antigo líder do Fidesz.

  • May 27 · 39 min

    "Iranianos têm a consciência: EUA querem acabar rapidamente com a guerra"

    Uns passos à frente e depois outros atrás – com uma cadência que não segue qualquer ritmo que se possa mensurar. É assim que se desenvolvem as negociações em torno da paz entre o Irão e os Estados Unidos. Do pouco que os EUA conseguiram no Médio Oriente, avulta a sensação de que Teerão tem mais apoios que no início da guerra, o que não é, com certeza, a finalidade da intervenção militar. Longe dali, como se em desespero, o presidente russo, pela voz de Sergey Lavrov, convidou os diplomatas a saírem do país, que é o mesmo que os convidar a permanecerem. Entretanto, na América Latina e no Brasil, ‘cheira’ a eleições.

  • May 21 · 40 min

    “O resultado da cimeira entre Trump e Xi Jinping é mínimo”

    Depois de uma cimeira entre a China e os Estados Unidos que só cumpriu os mínimos, o presidente chinês, Xi Jinping ainda mal se tinha despedido do seu homólogo Donald Trump quando ‘foi à porta’ receber o presidente russo, Vladimir Putin. Um recado para Washington? Para a Ucrânia? Entretanto, a Europa anda a vasculhar nas suas fileiras para encontrar quem poderá cumprir a espinhosa missão de ser um possível futuro interlocutor do bloco junto da Rússia. A boa notícia é que a União parece estar a ultrapassar a fase de negação e assumir que é preciso falar com o inimigo. De inimigos sabe o chefe do governo espanhol, acossado por sinais de corrupção por todos os lados. O antigo chefe de governo José Luís Zapatero é só o problema mais recente que Sánchez, que ira a eleições para o ano, tem em mãos.

  • May 13 · 32 min

    “Trump trata bem quem tem poder e mal quem não tem”

    Numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está de visita à China, vale a pena seguir com muita atenção aquilo que serão os entendimentos e os desentendimentos entre as duas maiores economias do mundo. Convém, para isso, ter umas ideias prévias sobre o assunto. Entretanto, no Médio Oriente há como que uma trégua, com os iranianos, que têm na China um dos seus mais importantes aliados, à esperado do que se passará em Pequim. Trégua é coisa que não está no horizonte do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que, depois da clamorosa derrota nas eleições locais da semana passada, parece ter os seus dias políticos cada vez mais contados.

  • April 30 · 36 min

    “Não se fazem cimeiras da NATO para evitar que a realidade venha ao de cima”

    Donald Trump está a ser humilhado pelos Estados Unidos? O chanceler alemão acha que sim. Em contraponto, o secretário-geral da NATO emitiu opinião segundo a qual as cimeiras da NATO devem perder o seu carácter anual, não vá o presidente dos Estados Unidos sair melindrado. É o estado da arte do estado da guerra. E o estado da arte do Estado que está em guerra, um deles, passa também por mais um atentado dirigido à figura de Trump. É o caos? Parece. Entretanto, Trump, sempre ele, recebeu o rei Carlos III do Reino Unido – um país onde o primeiro-ministro tem, a 7 de maio, uma verdadeira prova de fogo do que será o seu futuro político.

  • April 24 · 33 min

    Médio Oriente: “Ambos os lados estão convencidos de que o tempo joga a seu favor”

    Cessar-fogo, negociações, viagens que afinal não se fazem, levantamento de embargos que afinal não se efetivam. No meio de uma guerra cujos avatares se percebem mal, é o resto do mundo que está suspenso dos humores de Donald Trump e de quem mandar no Irão. Nesta guerra de nervos, um dos primeiros a ceder foi o Japão: a nova primeira-ministra, que teme que o seu país fique ainda mais isolado lá longe onde está, tratou de voltar ao conjunto de nações que querem rearmar-se antes que seja tarde demais. Os antigos ocupantes de Taiwan temem pela segurança da ilha. Bem longe dali, alguns temem que a Bulgária seja a nova Hungria da União Europeia. Mas nada indica que isso venha a ser verdade.

  • April 15 · 41 min

    “Estamos num dos momentos internacionais mais tensos dos últimos anos”

    É preciso entender a guerra do Irão no quadro mais lato do confronto entre os Estados Unidos e a China. Um confronto há muito anunciado – há mais de uma década – e que de algum modo tem enquadrado, como pano de fundo, decisões que aparentemente têm pouco a ver com esse tema ‘maior’. No meio, um pouco de tudo: bloqueios que se somam a outros bloqueios, negociações de paz mediadas por árbitros pouco isentos – como é o caso dos encontros entre Israel é o Líbano (ou alguém pelo Líbano) – e até mesmo uma inesperada altercação entre a Casa Branca e o Vaticano (ou seja, entre dois norte-americanos).Num programa que finalmente se furta, ao cabo de algumas semanas, ao figurino monotemático, espaço ainda o adeus pouco saudoso a Viktor Orbán.

  • April 9 · 39 min

    “O importante era parar a guerra e só isso já é uma boa notícia”

    Em mais uma emissão em formato monotemático, vale a pena observar o conflito que eclodiu no Médio Oriente e que só os mais distraídos acharão que está próximo do fim. Donald Trump – um inimputável em termos de direito internacional – ameaçou uma civilização inteira de desaparecer sob a força das suas armas, como se tudo não passasse de uma banalidade discursiva para deleite de ouvintes ávidos de vingança. No final, está tudo um pouco pior que no início, como por exemplo o Estreito de Ormuz, outrora um caminho de livre circulação que agora passa a ser ‘portajado’.

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