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Putz, e agora? · August 17 · 28 min

O IPO da Decolar | Paulo Padula

Vindo de uma carreira inteira em bens de consumo, um executivo foi convidado pelos investidores de uma gigante de turismo online para prepará-la, do zero de experiência no setor, para abrir o capital na Bolsa de Nova York. No primeiro dia, a senhora do bar ao lado perguntou se era verdade que o escritório ia fechar, e foi assim que ele soube de um boato que corria entre os que não estavam tão próximos da operação. A empresa tinha perdido quatro líderes para o concorrente, sofrido um baque comercial e o via com desconfiança por ser de fora. Em vez de bancar o especialista que não era, ele fez do dado a sua arma: em vez de negociar tarifa por amizade ou na marra, passou a levar às companhias aéreas planos sob medida e performance mensurada, transformando o cabo de guerra em parceria. Promovido, tocou em poucos meses a transformação de uma empresa de 14 anos em companhia de capital aberto, cuidando ao mesmo tempo de cultura, processos, marca e resultado. Deu certo: a empresa abriu o capital na NYSE em 2017 e virou unicórnio, e ele aprendeu que é na turbulência, não no voo tranquilo, que dá o seu melhor. Participantes: Paulo Padula, Sócio, IEBT. Host(s): Cassio Politi, Apresentador, Tracto.

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Vindo de uma carreira inteira em bens de consumo, um executivo foi convidado pelos investidores de uma gigante de turismo online para prepará-la, do zero de experiência no setor, para abrir o capital na Bolsa de Nova York. No primeiro dia, a senhora do bar ao lado perguntou se era verdade que o escritório ia fechar, e foi assim que ele soube de um boato que corria entre os que não estavam tão próximos da operação. A empresa tinha perdido quatro líderes para o concorrente, sofrido um baque comercial e o via com desconfiança por ser de fora.

Em vez de bancar o especialista que não era, ele fez do dado a sua arma: em vez de negociar tarifa por amizade ou na marra, passou a levar às companhias aéreas planos sob medida e performance mensurada, transformando o cabo de guerra em parceria. Promovido, tocou em poucos meses a transformação de uma empresa de 14 anos em companhia de capital aberto, cuidando ao mesmo tempo de cultura, processos, marca e resultado.

Deu certo: a empresa abriu o capital na NYSE em 2017 e virou unicórnio, e ele aprendeu que é na turbulência, não no voo tranquilo, que dá o seu melhor.

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