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show notes
Ninguém vive fora da teia. Antes do primeiro pensamento próprio já havia língua, cultura, sistemas. Quem puxa um fio sente o tremor no outro extremo, e quem fica parado também está pendurado em algum ponto.
Até a bruxa que se muda para uma cabana no meio do mato continua puxando fios. Nesse episódio, Jéssica Puga fala sobre a bruxa como figura política desde sempre: a que mora na cerca mas não necessariamente fica em cima do muro, atende a vizinha de madrugada e depende da mesma terra e dos mesmos direitos que todo mundo. Fala de quem paga a conta quando as regras mudam, de uma narrativa que transforma desigualdade em mérito e de um mundo onde cabem muitos mundos, inclusive os que discordam do seu.
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