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Artwork for Dito e Feito
Dito e Feito · Tuesday · 47 min

#83 Uma conversa entre David Cabecinha e Cleo Diára

Neste episódio, David Cabecinha e Cleo Diára conversam sobre o ato (ou atos) de programar e as implicações de escolhas que constroem programas e abrem mundos. Com as experiências partilhadas ancoradas no Alkantara Festival – no contexto do qual Cleo Diária apresentará a sua mais recente criação no TBA –, lançam, para cima da mesa, temas como a sustentabilidade de projetos e a circulação nacional, as formas possíveis de alargamento de escolhas e de propostas, a visibilidade de diferentes linguagens, a censura e o branqueamento. Neste episódio, evoca-se o espetáculo Aurora Negra (TNDMII, 2020) e Kilombo (Alkantara, 2021) “um lugar de reunião, resistência, onde a comunidade se nutre, partilha e cuida (…) um lugar de força e libertação” programa desenhado por Cleo Diára, Nádia Yracema e Isabél Zuaa, as interpretes de Aurora Negra, para o festival alkantara. Bios David Cabecinha é codiretor artístico do Alkantara desde 2018, associação cultural e festival internacional de artes performativas com sede em Lisboa, Portugal. O seu trabalho curatorial desenvolve-se a partir de um diálogo continuado com artistas e de projetos de cooperação internacional que reforçam os ecossistemas artísticos. A partir de uma prática assente no pensamento crítico e no compromisso com a pluralidade, procura criar espaços onde diferentes práticas artísticas, públicos e comunidades se possam encontrar, reconhecer e imaginar em conjunto formas de estar e de conviver. Entre 2016 e 2017, foi diretor artístico do Temps d’Images Lisboa. Trabalha nas áreas do teatro e do cinema desde 2008 como dramaturgista, coargumentista, ator, produtor e assistente de realização. É licenciado em Teatro – Formação de Atores pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Cléo Diára nasceu em 1987, na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Desde 2015 tem participado como intérprete em diversos espetáculos de encenadores nacionais, como Mário Coelho, Mónica Calle, Pedro Baptista, Rogério Carvalho e Sónia Baptista. Em 2020, foi distinguida com a Bolsa Amélia Rey Colaço para a criação do espetáculo Aurora Negra, com Isabél Zuaa e Nádia Yracema. Desde então, o coletivo Aurora Negra criou Cosmos (Teatro Nacional D. Maria II, 2022) e Missão da Missão (Teatro do Bairro Alto, 2023). Em 2025, recebeu o prémio de Melhor Atriz na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, pela interpretação em O Riso e a Faca, de Pedro Pinho. Em 2026 foi selecionada para o programa European Shooting Stars. Conversa com David Cabecinha e Cleo Diára Gravado no Louva-a-deus, em Lisboa Edição: Joana Linda Produção: Teatro do Bairro Alto

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show notes

Neste episódio, David Cabecinha e Cleo Diára conversam sobre o ato (ou atos) de programar e as implicações de escolhas que constroem programas e abrem mundos. Com as experiências partilhadas ancoradas no Alkantara Festival – no contexto do qual Cleo Diária apresentará a sua mais recente criação no TBA –, lançam, para cima da mesa, temas como a sustentabilidade de projetos e a circulação nacional, as formas possíveis de alargamento de escolhas e de propostas, a visibilidade de diferentes linguagens, a censura e o branqueamento.

Neste episódio, evoca-se o espetáculo Aurora Negra (TNDMII, 2020) e Kilombo (Alkantara, 2021) “um lugar de reunião, resistência, onde a comunidade se nutre, partilha e cuida (…) um lugar de força e libertação” programa desenhado por Cleo Diára, Nádia Yracema e Isabél Zuaa, as interpretes de Aurora Negra, para o festival alkantara.
Bios

David Cabecinha é codiretor artístico do Alkantara desde 2018, associação cultural e festival internacional de artes performativas com sede em Lisboa, Portugal. O seu trabalho curatorial desenvolve-se a partir de um diálogo continuado com artistas e de projetos de cooperação internacional que reforçam os ecossistemas artísticos. A partir de uma prática assente no pensamento crítico e no compromisso com a pluralidade, procura criar espaços onde diferentes práticas artísticas, públicos e comunidades se possam encontrar, reconhecer e imaginar em conjunto formas de estar e de conviver. Entre 2016 e 2017, foi diretor artístico do Temps d’Images Lisboa. Trabalha nas áreas do teatro e do cinema desde 2008 como dramaturgista, coargumentista, ator, produtor e assistente de realização. É licenciado em Teatro – Formação de Atores pela Escola Superior de Teatro e Cinema.

Cléo Diára nasceu em 1987, na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Desde 2015 tem participado como intérprete em diversos espetáculos de encenadores nacionais, como Mário Coelho, Mónica Calle, Pedro Baptista, Rogério Carvalho e Sónia Baptista. Em 2020, foi distinguida com a Bolsa Amélia Rey Colaço para a criação do espetáculo Aurora Negra, com Isabél Zuaa e Nádia Yracema. Desde então, o coletivo Aurora Negra criou Cosmos (Teatro Nacional D. Maria II, 2022) e Missão da Missão (Teatro do Bairro Alto, 2023). Em 2025, recebeu o prémio de Melhor Atriz na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, pela interpretação em O Riso e a Faca, de Pedro Pinho. Em 2026 foi selecionada para o programa European Shooting Stars.

Conversa com David Cabecinha e Cleo Diára
Gravado no Louva-a-deus, em Lisboa
Edição: Joana Linda
Produção: Teatro do Bairro Alto