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Artwork for Dito e Feito
Dito e Feito · January 6 · 12 min

#78 Elena Rivoltini - nothing deeper – for a vocal archaeology

nothing deeper – for a vocal archaeology explora o que surge antes da voz: um território visceral de pressões e cavidades que se escapa à cartografia anatómica e às lógicas disciplinares. Tirando a pele, tirando a voz, os sons do diafragma, dos pulmões, das entranhas – gravados com dois estetoscópios transformados em microfones – mergulham-nos num espaço sonoro inaudito e liminar. Se o conhecimento científico e iluminista operou através da fragmentação dos corpos e da circunscrição das suas partes, esta peça sonora alivia essa perspetiva, revelando ressonâncias íntimas e situadas. A arqueologia vocal é uma arqueologia impossível: escava por baixo da pele num passado intrassomático, onde gorgolejos, fricções e pressões do ar dissolvem mapas, codificações e taxonomias. A acompanhar a peça sonora, uma balada silenciosa: uma balada romântica anatómica para ser cantada com a nossa voz interior. É um convite para nos mudarmos para outro sítio – em direção a uma corporalidade transbordante e excessiva que resiste à codificação. Um espaço onde nada é mais profundo do que aquilo que incessantemente vibra. uma criação de e com Elena Rivoltini desenho de som Claudio Tortorici pesquisa e apoio curatorial Elena D’Arsiè pós-produção Dito e Feito Joana Linda Música Dito e Feito Raw Forest Produção Teatro do Bairro Alto

0:00-12:13

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show notes

nothing deeper – for a vocal archaeology explora o que surge antes da voz: um território visceral de pressões e cavidades que se escapa à cartografia anatómica e às lógicas disciplinares. Tirando a pele, tirando a voz, os sons do diafragma, dos pulmões, das entranhas – gravados com dois estetoscópios transformados em microfones – mergulham-nos num espaço sonoro inaudito e liminar.
Se o conhecimento científico e iluminista operou através da fragmentação dos corpos e da circunscrição das suas partes, esta peça sonora alivia essa perspetiva, revelando ressonâncias íntimas e situadas. A arqueologia vocal é uma arqueologia impossível: escava por baixo da pele num passado intrassomático, onde gorgolejos, fricções e pressões do ar dissolvem mapas, codificações e taxonomias.
A acompanhar a peça sonora, uma balada silenciosa: uma balada romântica anatómica para ser cantada com a nossa voz interior. É um convite para nos mudarmos para outro sítio – em direção a uma corporalidade transbordante e excessiva que resiste à codificação. Um espaço onde nada é mais profundo do que aquilo que incessantemente vibra.

uma criação de e com
Elena Rivoltini
desenho de som
Claudio Tortorici
pesquisa e apoio curatorial
Elena D’Arsiè
pós-produção Dito e Feito
Joana Linda
Música Dito e Feito
Raw Forest
Produção
Teatro do Bairro Alto